Quarta-feira, Dezembro 23, 2009

Rita Cadilac impressionou trabalhadores do Consórcio Energia Sustentável do Brasil e Camargo Correia

***Funcionários elogiam diretoria e encarregados da Hidrelétrica do Jirau, mas denunciam “baixos escalões” da Camargo Correia...

***As denúncias estão sendo checadas. Se verdadeiras, serão publicadas e encaminhadas ao poder público
...

A sempre lindíssima ex-chacrete Rita Cadilac empolgou centenas contratados pelo consórcio Energia Sustentável do Brasil, construtor da usina hidrelétrica do Jirau, no rio Madeira, em Rondônia.
Durante as comemorações antecipadas do Natal e Ano Novo, no sábado (19/12), os empregados das empresas Suez Energy, Eletrosul, Chesf e Camargo Correia tiveram oportunidade de ver de perto todas as curvas, formas e o incomparável “bumbum” de Cadilac, em frente ao restaurante Aruanã, no canteiro de obras.
ELOGIOS E DENÚNCIAS CONTRA CAMARGO CORREIA
Dezenas de trabalhadores elogiaram diretores, engenheiros, alguns encarregados e chefes de setores da construtora Camargo Correia, a quinta maior empresa do Brasil.
Mas também houve denúncias no atacado contra setores da Camargo Correia, na obra do Jirau. As denúncias estão sendo investigadas e checadas antes da publicação. Se verdadeiras, englobando perseguições, nepotismo, superlotação de alojamentos, abuso de autoridade de alguns encarregados e chefes de setores, serão divulgadas. Ao contrário, se inverídicas, serão arquivadas até constatação junto aos informantes ou fontes.

***Obs: o texto foi adaptado para este diária virtual por...***Abelardo Jorge 9957- 6033:।"Nós acreditamos em Deus e seus profetas": We believe in God and his prophets , Creemos en Dios y sus profetas, Noi crediamo in Dio e la sua profeti, Nous croyons en Dieu et en ses prophètes,Wir glauben an Gott und seinen Propheten ,Πιστευουμε στο Θεο και του προφητες, ونحن نؤمن بالله وبلدة الأنبياءابيلاردو خورخي ....Leia mais nos links:http://www.amazoniaviva.zip.net/, http://www.brasiline.zip.net/, http://www.globorondonia.blogspot.com/, http://www.agloborondonia.blogspot.com



Quinta-feira, Dezembro 03, 2009

MPF E MP/RO INVESTIGAM MORTES DE PACIENTES EM CLÍNICA DE HEMODIÁLISE

***Três pacientes morreram durante sessão de hemodiálise em Clínica de Porto Velho...
O Ministério Público Federal e Ministério Público de Rondônia estão investigando a morte de três pacientes durante sessão de hemodiálise na Clinica Renal de Rondônia. Os pacientes Ozenira Feliciana, Lurdes Bueno e José de Cunha Bezerra morreram na última terça-feira, em turnos diferentes, durante o procedimento realizado na Clineron.
O procurador da República Ercias Rodrigues de Sousa e a promotora de Justiça Emília Oyie estiveram no local, juntamente com fiscais da vigilância sanitária, colhendo material para investigar a causa das mortes denunciadas ao MP/RO. Durante a inspeção feita nesta quarta-feira, a administração da clínica apresentou documentação referente a análise da água utilizada durante o tratamento no último mês (a análise é feita mensalmente por um laboratório em São Paulo) e prestou esclarecimentos quanto ao histórico dos pacientes e metodologia utilizada durante as sessões de hemodiálise.
O MPF está instaurando inquérito civil público para acompanhar as providências a serem adotadas quanto à prestação do serviço de hemodiálise pela Clineron, inclusive aquelas necessárias à eventual retomada do serviço, pois haverá uma sobrecarga do sistema, caso se interdite totalmente a Clínica. Além disso, serão efetuadas as investigações relativas às mortes ocorridas, ouvindo-se outros pacientes presentes e funcionários da Clineron, além de serem analisados documentos, tudo para se apurar a causa das mortes, e eventual responsabilização.

***Fonte: http://www.mpf.ro.gov.br/
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Deputado Tiziu Jidalias denuncia fraudes em licitações da prefeitura de Porto Velho-RO

*** Tiziu: “O prefeito de Porto Velho (esse Roberto Sobrinho) é incompentente...”

*** “A prefeitura frauda licitações...”

***PT responde: “ataques que beiram a ridicularidade da atuação política...”

O deputado Tiziu Jidalias, líder do governo no parlamento, chamou o vereador Cláudio Carvalho de “vereadorzinho”, acusou a senadora Fátima Cleide “de não saber para que serve o Senado”, acusou o prefeito de “incompetente” e de “não saber administrar nem a própria casa”. Também chamou o presidente do PT de “laranja”. Tudo isso sob os olhares e ouvidos dos deputados petistas Neri Firigolo, Ribamar Araújo e Professor Dantas, que em momento algum se manifestaram sobre as acusações de Tiziu, na tribuna da Assembléma Legislativa, na terça-feira (01/12).
O deputado acusou a prefeitura de fraudar uma licitação (a que teria beneficiado a empresa Uni Engenharia) da Avenida Vieira Caúla. Mostrando uma série de documentos, o parlamentar agradeceu ao Rondoniaovivo pelas informações prestadas sobre o caso da Uni e falou ainda sobre as obras de drenagem que deveriam ter sido realizadas pela empresa na zona leste da Capital e nunca foram concluídas, “milhões de reais jogados fora e o vereadorzinho Cláudio Carvalho não falou absolutamente nada”, destacou o deputado.
Tiziu lembrou ainda que, mais cedo, durante audiência da CPI das Usinas, questionou os representantes de Jirau e Santo Antônio sobre as obras realizadas na escola municipal Joaquim Vicente Rondon, onde estão sendo gastos R$ 2,7 milhões naquilo que ele chamou de “mini-reforma”.
O deputado disse também que o prefeito de Porto Velho anda fazendo discursos por aí acusando “os deputados”, mas, segundo ele, o prefeito não nomina àqueles que critica, “comigo é diferente. Eu faço as denúncias dizendo quem é quem. Digo na cara mesmo”, declarou o parlamentar.
“ENFIA ONDE QUISER”
O deputado também disse que a prefeitura deveria começar a se preocupar em executar as obras direito e chamou Roberto Sobrinho de incompetente, “esse Roberto é um incompetente. E eu digo isso na cara dele. Ele tem mania de, quando fica nervoso ajeita os óculos de um lado para outro, pra cima, pra baixo. Comigo ele pode ajeitar os óculos como quiser, pode até enfiar onde quiser, até mesmo lá. Aqui a coisa é diferente”, afirmou o deputado.
RÉPLICA DA PREFEITURA
No final da tarde de terça-feira o Partido dos Trabalhadores emitiu uma nota assinada por Tácito Pereira, presidente estadual, rebatendo as acusações de Tiziu. Na nota, Tácito diz que “o papel do Deputado Estadual é fiscalizar as ações do Poder Público Estadual, legislar para o Estado e não ficar criando confusões e atrapalhando a cidade de Porto Velho com ataques que beiram a ridicularidade da atuação política.”
***Fonte: http://www.rondoniaovivo.com.br/
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A “Mina Linda” do Fantástico: Patrícia Poeta

Patrícia Poeta posou num estúdio em São Paulo para a capa da próxima edição da revista "Nova". A morena não faz sucesso apenas por seus vestidos lindos e o profissionalismo. A apresentadora do "Fantástico" contou que é uma "malhadora convicta". Para manter a forma, ela faz musculação duas vezes por semana e exercícios aeróbicos quase todos os dias:
- Alterno 40 minutos no transport ou esteira na academia. Assim ganho mais energia do que se ficasse dormindo - brinca.
Mas, quando deseja pensar em novos projetos para o "Fantástico", ela corre no calçadão de Ipanema.
Os cabelos compridos são outra paixão de Patrícia.
- Só cortei no estilo chanel lá pelos 15 anos e não gostei do resultado. Minha mãe, aos 55, ainda os mantém compridos - diz. - É marca registrada da família.
Sobre o seu guarda-roupa, a apresentadora diz que hoje em dia só compra aquilo de que realmente precisa:
- Pode parecer bobagem, mas cada brinco comprado por impulso representa menos dinheiro na sua poupança no futuro. Antes de me mudar para Nova York, eu tinha um armário lotado e não sabia o que fazer com tanta roupa.

***Fonte:
http://oglobo.globo.com
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Quarta-feira, Dezembro 02, 2009

Prova de Crime no Sistema Penitenciário brasileiro:diretores do presídio de Ji-Paraná presos em flagrante

Terça-feira, Dezembro 01, 2009

Prefeito Roberto Sobrinho é covarde e suas obras são feitas nas "coxas" afirma Deputado Tiziu Jidalias

O deputado Tiziu Jidalias (PMDB) qualificou de “covarde” o prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho (PT) por “não ter coragem de ir pessoalmente” à Assembléia Legislativa para fazer as denúncias que vem fazendo contra a transparência administrativa e financeira da Casa Estadual de Leis.

Tiziu disse que o prefeito usa “laranjas” o próprio presidente regional do PT em Rondônia, Tácito Pereira, e a senadora Fátima Leite. mais o vereador da Câmara Municipal de Porto Velho, Cláudio Carvalho – ambos do PT – para tentar interferir na independência do próprio Poder Legislativo do Estado.

Ele disse que enquanto o PT usa a mídia para fazer campanha (“não se sabe se financiada e por quem”) contra a Assembléia Legislativa, o prefeito de Porto Velho deixa de esclarecer a população como estão sendo aplicados os recursos de mais de R$ 200 milhões do Plano de Aceleração de Crescimento (PAC), do governo federal, em obras que permanecem incompletas ou estão desmoronando.

“São obras que estão sendo feitas às pressas (por motivos políticos), são obras feitas nas coxas, que desmoronam como as passarelas (que mataram esmagado um operário” – acrescentou Tiziu.

Referindo-se principalmente ao vereador Cláudio Carvalho, o deputado Tiziu disse que
Cláudio deferia “olhar para o próprio rabo”, fiscalizar o trabalho do prefeito Roberto Sobrinho e no dia em que quiser fiscalizar a administração estadual ou a ação do da Assembléia “candidate-se a deputado e se eleja.”

Tiziu lamentou o PT apresentar a candidatura do deputado federal Eduardo Valverde como pré-candidato a governador pela sigla, afirmando que isso é uma inadequada antecipação do processo eleitoral e que o PT em Rondônia não tem um “processo (plano) de governabilidade, mas apenas de ‘puxação’ de tapete, de ganância e de busca do poder a qualquer custo.”


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Segunda-feira, Novembro 30, 2009

***Abelardo Jorge
Muitas palavras, poucas verdades. Ninguém à vista. Apenas uma silhueta perdida na multidão, vasto desertos de homens. Caminha entre euforia e depressão. O crepúsculo quase sempre é triste. Fim do dia. A noite não se furta, envolve os mortais. O céu à noite é só penumbra. Sem lua e estrelas, apenas trevas. Nas ruas surgem luzes de néon. É noite alta. Meia-noite. A rua está vazia. Seres flutuantes e invisíveis transitam cheios de nostalgia. Medonha barreira caprichosa...


Poucas palavras, meias verdades. Assim se vai. O futuro é sempre longe, amanhã, entre brumas. Há Lugares que você não conhece. Nem viu em pensamentos. Visão à distância, pobre ou rica utopia. Há Tanta luz, mas existem caminhos e palcos escuros demais “pra” ver um jardim de acácias, flores. Há muitos em tantos descaminhos, mergulhados em espectros e sombras. Todos nós temos espectros e sombras. Sonhos, paixões e desamores. Esperanças perdidas. Vidas vazias. Milhões morreram de fome, doenças, prisões. Estão só lá, onde o chão é mais sagrado e não se ouve um pio sequer...


Poucas palavras, nenhuma verdade. Assim se vai. Existem muitas intenções e pouco cumprimento da lei em práticas de alguns governos, tribunais, legislativos, forças policiais. Esquadrões e sepulturas. Inocentes no chão, sem ver o brilho das estrelas . Aliás, tudo é contraditório, somente hipóteses covariantes e inversas. Aqui. Ali. Em todos os lugares. E assim se vai.....

Justiça dá prazo de 90 dias para rede bancária instalada em Porto Velho-RO oferecer água e banheiros aos clientes

***Atendimento preferencial a idosos também foi determinado...

***A multa será de até 300 mil reais por descumprimento...

O juiz Jorge Luiz de Moura Gurgel do Amaral determinou à maioria das agências bancárias de Porto Velho-RO a adequação do número de funcionários para garantir atendimento preferencial imediato e individualizado aos idosos; a disponibilização de sanitários masculinos e femininos em local de fácil acesso, além de bebedouros de água potável para os clientes. A sentença é desta segunda-feira, 30, e atende a um pedido de uma entidade não-governamental.
PRAZO DE 90 DIAS
O magistrado estipulou um prazo de 90 dias para implementação das providências por cada um dos bancos, contados a partir do trânsito em julgado da decisão, sob pena de multa diária de 5 mil reais até o limite de 300 mil, por cada um dos Bancos, a ser revertida a fundo municipal de proteção ao consumidor.
DECISÃO É VÁLIDA PARA TODAS AS AGÊNCIAS
Na sentença, o juiz deixa claro que as medidas são aplicáveis a todas as agências do Banco do Brasil S/A, Banco Bradesco S/A, Banco Itaú S/A, Banco ABN AMRO Real S/A, Banco Santander Banespa S/A, HSBC Bank Brasil S/A ¿ Banco Múltiplo e Unibanco-União de Bancos Brasileiros S/A, localizadas no município de Porto Velho. Essas agências foram inspecionadas pessoalmente pelo magistrado e assistente social do Ministério Público, o que serviu de subsídio para a decisão final, a qual também considerou a manifestação do Ministério Público do Estado sobre a questão. Na ação, o pedido é restrito a esses bancos, entretanto, o magistrado salientou que as agências de outras instituições financeiras estão sujeitas às medidas previstas em lei.
DEFESA
A defesa dos bancos alegou que não há norma federal impondo essas obrigações e que os bancos disponibilizam aos seus clientes a possibilidade de transferências e pagamentos a serem efetuados por telefone, internet e caixas eletrônicos, que dispensam o atendimento pessoal e, conseqüentemente, as filas.
JUIZ NÃO ADMITE “DIGRESSÕES” OU PROTELAÇÕES
Entretanto, o juiz foi enfático: "são desnecessárias maiores digressões ante a explícita previsão em leis municipais destas providências, constatando-se na inspeção que algumas agências já estão adequadas, outras estão em processo de adequação, e uma terceira categoria permanece totalmente indiferente às necessidades da clientela em geral, quanto mais dos idosos".
LEI 1.818/2009 ESTABELECE INSTALAÇÃO DE BEBEDOUROS
A legislação a que se refere o magistrado é a Lei Lei Municipal nº 1.818 de 22 de junho de 2009, que além dos banheiros, introduziu a necessidade de disponibilização de bebedouros de água potável, estabelecendo prazo para construção ou adaptação das edificações sob pena de multa.
LEI 10.741/2003- ESTATUTO DO IDOSO
Para atendimento de outro pedido da ação, a adequação do atendimento aos idosos, o magistrado salvaguardou-se nos termos da Lei Federal nº 10.741/2003, conhecida como o Estatuto do Idoso.


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Domingo, Novembro 29, 2009

Noventa por cento das células de seu corpo não são humanas: são bactérias

***Noventa por cento das células de seu corpo não são humanas. São bactérias. Sem elas, você não viveria. Agora, os cientistas vão mapeá-las

Olhe-se no espelho. Observe com atenção a imagem de seu rosto, de seus cabelos e de suas mãos. Note a pequena espinha que não estava lá ontem à noite; verifique se há algum novo fio de cabelo branco; repare nas marcas indeléveis da idade que vão se acumulando. Agora fique de perfil e repita aquela olhadela matinal – quase involuntária – que fazemos na esperança de perceber alguma mudança para melhor nos quilinhos a mais (ou a menos) em nossa cintura. A imagem refletida no espelho é seu corpo. Ou melhor, é apenas 10% dele, o conjunto formado pelos 100 trilhões de células humanas. Os outros 90% são invisíveis – e não são humanos. Trata-se de uma multidão com 1 quatrilhão de micro-organismos, um vasto ecossistema formado por centenas de espécies de bactérias, protozoários e fungos (sem falar num número desconhecido, mas supostamente bem maior, de vírus). Em sua grande maioria, esses micro-organismos são benéficos. Nós só estamos vivos porque eles existem.

Estudá-los é o próximo passo de uma ciência iniciada há 150 anos, completados em 24 de novembro, quando Charles Darwin publicou A origem das espécies e elucidou o mecanismo da evolução por meio da seleção natural. É também a sequência natural do esforço do Projeto Genoma, que em 2001 mapeou o código genético do Homo sapiens. Agora, médicos e geneticistas tentam identificar os genes da flora microbiana que há dentro de nós.

Iniciado em 2007, o Projeto Microbioma Humano é tocado por dezenas de laboratórios nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia. Num primeiro momento, seu objetivo é mapear os genomas das cem principais espécies de bactérias do sistema digestivo. Elas decompõem os alimentos, extraindo seus nutrientes e sua energia. Elas produzem vitaminas e hormônios necessários ao metabolismo e apoiam o sistema imune, vigiando contra a invasão de agentes infecciosos que causam doenças.

Conhecer o DNA dessas bactérias pode ajudar a entender melhor suas funções individuais no organismo e saber como é que elas foram parar lá (a maioria dessas espécies só existe dentro do ser humano). Em algum momento no passado da humanidade – ou de nossos ancestrais – as bactérias do sistema digestivo trocaram a luta pela sobrevivência no meio ambiente externo pela segurança de nosso corpo. Em troca, passaram a nos servir, numa relação mutuamente vantajosa.

A exemplo do que acontece no sistema digestivo, colônias de bactérias proliferam na boca, na garganta, no nariz, nos olhos, em cada milímetro quadrado da pele, nos cabelos, nas unhas, nos sistemas urinário e reprodutivo. A vagina é uma prova da maior complexidade das mulheres em relação aos homens. É o órgão com a maior concentração microbiana do corpo, com exceção do intestino grosso. No interior desse último há 100 trilhões de indivíduos – número igual ao das células humanas.

Quando se calcula o total dos genes do DNA de todas as espécies que habitam o ser humano, chega-se a um número astronômico: cerca de 1.000 vezes maior que os 20 mil genes do DNA humano. Somando-se esse dado à constatação de que, na ausência de nossos companheiros microscópicos, nenhum de nós existiria, conclui-se que cada ser humano é um bioma intrincado, tanto quanto a Mata Atlântica ou a Amazônia.

O fim de uma única espécie pode refletir no todo. O consumo de açúcar e gordura, por exemplo, reduz a diversidade da flora intestinal – que pode ser reconstituída por meio de uma dieta vegetariana. Mas por que a diversidade bacteriana varia entre os seres humanos? Os membros de uma família geralmente têm uma flora similar. Mas pode ser muito diferente da família vizinha. Sabe-se também que a composição da flora varia geograficamente. Os brasileiros têm uma flora diferente dos americanos ou dos chineses. Ninguém sabe por quê. Ainda.

Saiba mais...







***Fonte:http://revistaepoca.globo.com

***Fonte: UOL/ France Presse
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Presidência contrata regente para festas de fim de ano

As festas de fim de ano já contagiam alguns órgãos públicos federais de Brasília, além, claro, do período animar toda a população. A Presidência da República (PR) e a Câmara dos Deputados deram provas disto durante a semana. A PR empenhou (reservou em orçamento) R$ 3,5 mil para contratar o maestro Renato Pedro da Silva para compor, reger e acompanhar as atividades musicais do coral do órgão neste fim de ano.
ANTICHAMAS
Voltando à PR, ainda houve empenho, mais uma vez, para a compra de uniformes de brigadistas. Agora, foram comprometidos R$ 7,5 mil para a aquisição de 12 macacões em tecido antichamas. Utensílios de cozinha também não vão mais faltar: R$ 14,7 mil serviram para a compra, por exemplo, de 36 assadeiras, 20 panelas, 80 formas, oito frigideiras, 18 tábuas e 60 tigelas. Outros R$ 3,1 mil foram reservados para a compra de oito caixas térmicas de 30 litros para transporte de alimentos.
CIRCULADORES DE AR
Além disso, o calor na capital federal parece estar surpreendendo os desavisados, tanto na PR como em outros órgãos federais. A Presidência comprometeu R$ 4 mil para a compra de 25 circuladores de ar e R$ 5,9 mil com 40 umidificadores de ar.
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
O Supremo Tribunal Federal (STF) também não deu mole e tratou de reservar R$ 5,4 mil para a compra de 25 ventiladores. Fora isso, empenhou R$ 164 mil para a compra de 90 poltronas espaldar de diversos modelos e destinou R$ 3,4 mil para a compra de uma TV LCD widescreen 47 polegadas. Como diz o ditado, é sentar e relaxar (sem esquecer de colocar a mão na massa, claro)...
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) foi na mesma linha de cursos e deu um show na descrição das notas de empenho. Veja. Foram R$ 13 mil para custear “treinamento e aperfeiçoamento em curso de auditoria de controle interno, período: 30/11 a 04/12/2009; horário: das 14h às 18h; carga horária: 20 horas/aula; local de realização: Instituto Fortium, em Brasília, número de servidores: 20” e R$ 15,6 mil para pagar “treinamento e aperfeiçoamento em palestras sobre valores - Encontro com Notáveis V; período: 25/11/2009; horário: das 16h às 18h; carga horária: 2 horas/aula; local de realização: sala de conferências do STJ, número de servidores: 100”.
SENADO FEDERAL
O Senado, por sua vez, resolveu renovar ou ampliar seu mobiliário. Para isso, reservou R$ 107 mil para contratação de empresa especializada em fornecimento de móveis a diversos setores da Casa. Quatro servidoras também foram contempladas na última semana: elas (não identificadas na nota de empenho) participaram do “programa de gestão avançada APG-MIDLE", em Brasília, entre segunda e sexta-feira. Custo total: R$ 31 mil.
CÂMADA DOS DEPUTADOS
Já a Câmara reservou R$ 104 para pagar serviços de confecção de cópia e modelagem de chaves, abertura de portas, troca de segredos, substituição e conserto de fechadura e serviços emergenciais 24 horas de chaveiro nos imóveis funcionais. Detalhe: o valor serve para atender despesas relativas ao período de 29 a 31 de dezembro. Será que talvez seja um ato de prevenção ao fato de que no período de festas de fim de ano muita gente pode perder as chaves ou até o rumo de casa?! Brincadeiras à parte, o detalhe da descrição da nota de empenho também impressiona.
Clique aqui para ver as notas de empenho citadas no texto.*Todo fim de semana o Contas Abertas publica a coluna "Carrinho de Compras", que traz reservas de recursos em orçamento realizadas por órgãos da União para pagamento de despesas curiosas. Vale ressaltar que, a princípio, não existe nenhuma ilegalidade nem irregularidade neste tipo de gasto feito pela União e que o eventual cancelamento de tais empenhos certamente não ajudaria, por exemplo, na manutenção do superávit do governo ou em uma redução significativa de despesas. A intenção de publicar essas aquisições é popularizar a discussão em torno dos gastos públicos junto ao cidadão comum, no intuito de aumentar a transparência e o controle social, além de mostrar que a Administração Pública também possui, além de contas complexas, despesas curiosas.
***Acompanhe o Contas Abertas no Twitter.

***Leandro Kleber, do: http://contasabertas.uol.com.br/
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Sábado, Novembro 28, 2009

Polícia investiga se PMs atiraram em jovem após extorsão

***PM diz que policiais serão presos administrativamente.Segundo comandante, vítima contou que foi baleada no rosto por PMs...

***Multiplicam-se denúncias sobre esquadrões da morte nas forças policiais...

O comandante do 1º BPM (Estácio), tenente-coronel César Tanner, informou, na tarde deste sábado (28), que está investigando a denúncia de que dois policiais militares atiraram contra uma jovem de aproximadamente 21 anos, na noite de sexta-feira (27), após extorsão, no Estácio, na Zona Norte do Rio. O crime teria acontecido perto de uma estação do metrô. Segundo o comandante, a vítima, cujo nome não foi revelado, contou que deixava o Morro de São Carlos, por volta das 22h, quando foi abordada por dois policiais do 1º BPM numa viatura. Ela foi obrigada a entrar no carro dos policiais. Os PMs, ainda de acordo com o relato da jovem, pediram dinheiro para soltá-la.
Em seguida, ainda de acordo com o tenente-coronel César Tanner, os dois policiais levaram a jovem até a Estrada das Paineiras, na Zona Norte. Lá, os policiais teriam tentando mais uma vez extorquir a vítima.
A jovem contou que foi baleada no rosto após reagir à ação dos policiais. “Ela (a vítima) fez o relato dela, a acusação aos policiais. Acusou de extorsão. Mas ela realmente foi baleada. Em função do que ela nos disse, eu fui ao hospital, ouvi o que ela tinha a dizer, com base nos dados e identificamos a viatura. Em seguida, ela reconheceu os PMs através de fotografias”, contou o comandante. Os dois policiais fugiram em seguida, abandonando a jovem no local.
A Polícia Militar informou que a vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e depois levada para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, Zona Oeste. De acordo com o tenente-coronel César Tanner, ela passa bem e já foi liberada.
Prisão
Em nota oficial, a Polícia Militar informou que o Comandante Geral da PM, Mário Sérgio de Brito Duarte, determinou ao tenente-coronel César Tanner que tomasse as medidas cabíveis. De acordo com a PM, o comandante e agentes do Serviço Reservado da Corporação deverão realizar a prisão administrativa dos policiais. De acordo com o tenente-coronel César Tanner, os dois policiais serão levados para o 1º BPM, onde serão ouvidos e permanecerão presos administrativamente por desvio de conduta.
O caso foi registrado na 6ª DP (Cidade Nova). “Infelizmente tudo leva a mais um caso de desvio de conduta, mas como já dissemos antes, apuramos e ‘cortamos a nossa própria carne’. O delegado já fez a perícia no local, e a viatura e as armas usadas pelos policiais também serão periciadas. Primeiro, vamos dar o direito de defesa aos dois PMs”, completou o comandante do 1º BPM.
Leia na íntegra a nota oficial da PM “A assessoria de imprensa esclarece que o Comandante Geral da Polícia Militar, Mário Sérgio de Brito Duarte, ao tomar conhecimento de ato criminoso envolvendo policiais militares do 1º Batalhão, determinou ao Comandante daquela Unidade, coronel César Taner, que tomasse as medidas de praxe para elucidar o fato, ocorrido às 22 horas da última sexta-feira (27/11) na Estação Estácio do Metrô, durante abordagem a uma mulher. No momento, o Comandante do 1º BPM junto com agentes do Serviço Reservado da Corporação estão indo efetuar a prisão dos policiais militares. É necessário esclarecer que o caso que foi apurado e encaminhado para a Delegacia Policial pelo próprio Comandante do 1º Batalhão.”

***Fonte: http://g1.globo.com/ (Rodrigo Vianna Do G1, no Rio)
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Papa recebe as presidentes da Argentina e do Chile no Vaticano

***Bento XVI elogiou tratado de paz de 25 anos atrás entre os dois países.

***À época, João Paulo II mediou o acordo entre os países vizinhos.

O Papa Bento XVI recebeu neste sábado (28/11) as presidentes da Argentina e do Chile para comemorar a mediação papal de 25 anos atrás que evitou uma guerra entre os dois países, e destacou que o tratado firmado naquela ocasião é um exemplo de paz para a América Latina.
Na sala Clementina do Palácio Apostólico, o papa recebeu as delegações lideradas pela argentina Cristina Kirchner e sua colega chilena, Michele Bachelet, que agradeceram a gestão papal que encerrou uma disputa territorial que os dois países mantiveram por muito tempo.
No encontro, o pontífice destacou que a partir do Tratado de Paz e Amizade firmado sobe a mediação do papa João Paulo II, Argentina e Chile reforçaram sua cooperação e integração em economia, cultura e infraestrutura, "superando... suspeitas e reticências do passado".
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, o Papa Bento XVI e a presidente do Chile, Michelle Bachelet, trocam presentes neste sábado (28) durante audiência no Vaticano. (Foto: AFP)
"Na realidade, Chile e Argentina não são apenas duas nações vizinha se não muito mais: são dois povos irmãos com uma vocação comum de fraternidade, de respeito e amizade", disse o papa.

"Este acontecimento que hoje comemoramos já faz parte da grande história de duas nobres nações, e também de toda a América Latina. O Tratado de Paz e Amizade é um exemplo luminoso", acrescentou.

***Fonte: G1/Reuters/Vaticano
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IBGE: bêbados e drogados formam 40 por cento da população de Porto Velho-RO

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- IBGE, de 2009, informam: dos quase 400 mil atuais habitantes de Porto Velho, capital de Rondônia, 40% são pessoas que usam algum tipo substâncias psicoativas. A informação consta de uma nota à imprensa emitida pela prefeitura, na quinta-feira (26/11), ao anunciar inauguração do Centro de Atenção Psicossocial - Álcool e outras Drogas (Caps AD). A nota acrescenta: o centro atenderá alcoólatras e usuários de drogas. A meta anual é atender 11 mil pessoas, sendo 45 pacientes diários”.


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ONGs de 93 países firmam “Tratado Contra Corrupção” e fiscalização de governos

***Conferência em Doha aprova mecanismos efetivos de implementação do “Tratado Contra a Corrupção”, maior transparência nos países signatários da convenção, ampliação da participação da sociedade civil nos processos de elaboração e acompanhamento do orçamento público, visita de fiscalização in loco as nações, entre outros aspectos...

Após o desapontamento com os resultados da 3ª Conferência dos Estados Partes da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, que aconteceu em Doha, no Catar, entre 9 e 13 de novembro, entidades da sociedade civil de várias partes do mundo se comprometeram a fiscalizar a implantação da convenção, bem como o mecanismo de revisão aprovado durante o evento até a próxima conferência, em 2011, no Marrocos. As ONGs queixam-se de que a promoção da transparência e a participação da sociedade civil foram esquecidas no documento de revisão da convenção, que é o tratado internacional mais abrangente sobre combate à corrupção.As entidades de representação da sociedade civil fazem parte da Coalizão da Sociedade Civil Amigos da UNCAC – sigla que remete à Convenção das Nações Unidas.

Cerca de 354 entidades de 93 países já assinaram a declaração de integração da Coalizão. Mas, em Doha, estavam presentes 35 ONGs com cerca de 50 representantes no total.
A Coalizão organizou diversas manifestações durante o cronograma de atividades do evento pedindo prestação de contas, participação e transparência.
O objetivo da conferência em Doha era produzir e aprovar mecanismos efetivos de implementação do tratado contra a corrupção como, por exemplo, maior transparência nos países signatários da convenção, ampliação da participação da sociedade civil nos processos de elaboração e acompanhamento do orçamento público, visita de fiscalização in loco as nações, entre outros aspectos. Contudo, “o pleito das ONGs para que os itens fossem obrigatórios passaram a ser opcionais”, critica a conselheira internacional do Contas Abertas (CA), Bruna de Carvalho Jatobá e Sousa, que participou da Convenção. “Depois de muita negociação, um mecanismo de revisão foi finalmente aprovado, mas com várias restrições, principalmente no que se refere à participação da sociedade civil, visitas de fiscalização aos países e a transparência”, conta. “Tudo o que queríamos que fosse obrigatório, no texto final acabou saindo como ‘opcional’, tornando fraco o mecanismo de revisão”, resume.
Delegações de mais de 100 países estiveram presentes no evento, inclusive o Brasil, que contou com a participação do ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, e do secretário-executivo, Luiz Navarro. Além de representantes da CGU, participaram servidores do Ministério das Relações Exteriores, da Advocacia-Geral da União, do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional do Ministério da Justiça, e da Comissão de Ética Pública da Presidência da República.
A delegação brasileira defendeu a adoção de um mecanismo mais abrangente de implementação da convenção, em especial em relação à transparência e à participação da sociedade civil. No entanto, os chamados “block group” do qual fazem parte China, Rússia, Venezuela, Egito, Irã, Algeria, entre outros, tinham objetivos claros de bloquear a Convenção das Nações Unidas e a transparência. A China chegou a se pronunciar contrária à participação da sociedade civil por entender que a sociedade não deve opinar em assuntos de governo.
O mecanismo de revisão aprovado na conferência prevê que todos os países signatários serão monitorados a cada cinco anos, para se avaliar como estão sendo cumpridas suas obrigações. Os resultados dessas avaliações, baseadas em processos de auto-avaliação e em visitas de especialistas internacionais, serão compilados em relatórios de revisão por país. Um resumo executivo desses relatórios serão tornados públicos. Contudo, a visita de especialistas é opcional, ou seja, um país pode vetar a entrada dos técnicos, prorrogando a avaliação de seu governo.
Os relatórios produzidos a partir da coleta de informações nos países ajudarão a identificar eventuais lacunas nas leias e nas ações de combate à corrupção. “Esse acordo não irá acabar com a corrupção, mas irá nos permitir medi-la e combatê-la”, disse o diretor-executivo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), Antonio Maria Costa.
Em nota, a Transparência Internacional disse esperar que a maioria dos governos permita as visitas, bem como a publicação dos relatórios. E voltou a pedir que entidades de representação da sociedade civil continuem a pressionar os respectivos governos onde estão localizadas as suas sedes a cumprir as obrigações previstas na Convenção da ONU.
Amigos da UNCACO grupo de Coalizão Amigos da Convenção das Nações Unidas é uma rede de organizações da sociedade civil do mundo inteiro criada em agosto de 2006. A ideia é promover a ratificação, implementação e monitoramento da Convenção da ONU, procurando fomentar a ampla participação da sociedade civil no combate à corrupção nas esferas regional, nacional e internacional.
Fazem parte da coalizão, além do Contas Abertas, entidades como a Transparência Internacional, Sindicato Contra a Corrupção (Unicorn), Acesso à Informação da Europa (Access to Info Europe), Institutos de Estudos de Segurança na África do Sul, entre outras.O grupo de entidades também se prepara, organizando-se em grupos de trabalho, para a Conferência sobre o Crime que acontecerá em abril do próximo ano, em Salvador, na Bahia.

O intuito é chamar a atenção dos delegados que estarão presentes no evento que qualquer crime está relacionado à corrupção, desde a lavagem de dinheiro ao tráfico de pessoas. A coalizão prepara ainda uma carta que será enviada ao UNODC pedindo mais apoio para as ONGs.
***Amanda Costa, do: http://contasabertas.uol.com.br

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Brasil: Déficit no sistema prisional é de 170 mil vagas

***Na foto: um flagrante de superlotação, omissão, prevaricação ou conivência do poder público brasileiro na chacina de presos no Urso Branco, em Rondônia, condenada pela OEA...
Experiências de sucesso para melhorar a segurança pública no país e as condições de vida de uma população carcerária de 472.319 pessoas foram apresentadas no terceiro painel da reunião de integrantes do Poder Judiciário com os presidentes das Assembleias legislativas estaduais. O encontro foi encerrado no final da tarde desta sexta-feira (27/11) na Sala de Sessões da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal.
Durante sua palestra, o juiz Erivaldo dos Santos, auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça, informou que o déficit no sistema prisional brasileiro hoje é de 170 mil vagas. A um custo de R$ 30 mil por vaga, o país precisaria de R$ 3,4 bilhões para suprir esta carência, informou o juiz. Como forma de combater a superlotação carcerária no Brasil ele citou a experiência bem sucedida dos mutirões carcerários, que já analisaram mais de 86 mil processos, com a concessão de liberdade para quase 17 mil pessoas e benefícios para outras 28 mil.

Erivaldo Ribeiro dos Santos, afirmou em sua apresentação que o CNJ tem procurado consolidar dados e dar prioridade às questões relativas ao sistema carcerário brasileiro. Segundo dados do CNJ de setembro deste ano, há hoje no Brasil 264.777 pessoas condenadas pela Justiça que cumprem pena nas penitenciárias brasileiras. Os mesmo dados revelam que o número de presos provisórios é um pouco menor: 207.542 pessoas ou 44% do total.
Dados do Ministério da Justiça constatam a existência de 2.510 comarcas em todo o país, onde apenas 13% delas contam com serviços públicos, como o especializado para a adoção de penas alternativas. Para um percentual de reincidência que varia entre 70% e 85% para os presos que cumprem penas restritivas de liberdade, esse índice não ultrapassa os 12%, revelou o juiz do CNJ. Por isso, na avaliação dele, “é fundamental que se debata a criação de penas alternativas e as centrais para tornar o uso desse instrumento viável”.

Além dos mutirões, o CNJ ainda tem adotado outras formas de melhorar o funcionamento do sistema carcerário no Brasil, como o processo eletrônico de execução penal, o controle dos presos provisórios, a revisão das medidas socioeducativas, a reestruturação das varas criminais e projetos como o Começar de Novo, para dar oportunidades de trabalho para os egressos do sistema prisional.

Minas GeraisO deputado João Leite, presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, apresentou a experiência mineira na melhoria das condições de vida da população carcerária. Segundo relatou, no estado foi criada uma Comissão Especial de Execuções Penais para debater investimentos em defensorias públicas e atenção aos presos provisórios que correspondem a 70% do total de detentos no estado.
O deputado João Leite defendeu a criação de presídios federais para abrigar os presos de maior periculosidade. “Precisamos de penitenciárias federais para tirar essas pessoas das prisões estaduais. O grande drama que nós temos é a questão dos presos provisórios, por isso é tão importante investir nas defensorias públicas”, afirmou. Ele citou o projeto Regresso que busca parceria com empresas privadas para promover a ressocialização de presos.

Goiás O presidente do Tribunal de Justiça de Goiás, desembargador Paulo Teles, falou sobre programas desenvolvidos em seu estado para minimizar os problemas do sistema carcerário. Entre as iniciativas está a separação dos presos de maior periculosidade daqueles que cometeram delitos menos graves e a parceria com governos, empresas e entidades da sociedade civil para a construção de prisões.
O desembargador citou também o projeto Reeducando para a contratação de egressos do sistema prisional para trabalhar na construção civil e o chamado Módulo Respeito, que consiste em adotar um regime diferenciado onde os presos precisam respeitar horários e regras de limpeza, em troca de um tratamento mais individualizado e humanizado. Segundo o desembargador, o programa adotado recentemente em Goiás deverá ser conhecido pelo presidente do STF e do CNJ, ministro Gilmar Mendes, no próximo dia 4 de dezembro.

Os trabalhos do painel sob o tema “Sistema Carcerário, reinserção social e segurança pública foram coordenados pelo desembargador Milton Nobre, presidente da Comissão de Relacionamento Institucional e Comunicação do CNJ. Para ele, “é preciso que se medite e crie medidas que pensem o Brasil como um todo”, concluiu.
***Fonte: http://www.conjur.com.br
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PSOL denuncia: governador Ivo Cassol distribuiu 15 toneladas de feijão à população

***Na foto: o governador Ivo Cassol e o bloqueiro Abelardo Jorge...
Os membros do PSOL se prontificam a ajudar a Justiça na tarefa de manter um processo eleitoral limpo e transparente, denunciando às autoridades o uso indevido da máquina administrativa por virtuais pré-candidatos às eleições do próximo ano.
O PSOL considera abuso de poder, por exemplo, o que ocorreu na última quinta-feira (26/11) em Vilhena durante a cerimônia de inauguração do prédio da Casa de Assistência Social do município. Acompanhado do ex-senador Expedito Júnior, cassado recentemente por compra de votos, o governador Ivo Cassol, que também responde processo no TSE acusado de crime idêntico, utilizando-se de projeto desenvolvido pela Conab, uma empresa federal, distribuiu 15 mil quilos de feijão à população.
Embora na ocasião Expedito Júnior não tenha se declarado pré-candidato, O PSOL repudia o ato uma vez que o governador não poupou elogios ao ex-senador, num discurso peculiar, dizendo num tom messiânico: “Olhem só, estamos aqui para matar a fome de vocês!”. Posições desse tipo não colaboram em nada num processo democrático, tampouco resolve o problema de quem precisa de emprego e oportunidades reais para uma vida digna.
“Repudiamos veementemente atitudes desse tipo e ficaremos atentos para que essa velha forma de fazer política seja eliminada de uma vez por todas no cenário brasileiro”, diz Rosângela Cipriano, pré-candidata ao governo de Rondônia pelo PSOL.
***Fonte:P-SOL

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Quinta-feira, Novembro 26, 2009

A LINDA E INCOMPARÁVEL BEYONCÉ

Na foto, a lindíssima cantora Beyoncé, que teve sua "Crazy in Love" escolhida a música da década pelo semanário inglês "New Musical Express".
Beyoncé é a intérprete da incomparável canção “Halo”. Alguns versos: “...Eu posso ver a sua aureóla... Você é o único que eu desejo... Eu estou viciada em tua luz... Eu jurei que não cairia (me apaixonaria) novamente... Mas eu nem me sinto como se estivesse a cair... A gravidade não pode se esquecer... De me colocar no chão outra vez...”




Quarta-feira, Novembro 25, 2009

EUA vão propor corte de 17% na emissão de gases até 2020

***A conferência de Copenhague acontecerá dias 7 a 18 de dezembro...

***Mais de 60 chefes de Estado e de governo já aceitaram o convite da Dinamarca...

O presidente Barack Obama apresentará na conferência de Copenhague sobre o clima a meta de redução de 17% das emissões de gases de efeito estufa nos Estados Unidos em 2020. A meta se amplia para 30% em 2025 e 42% em 2030. Todas elas são em relação aos níveis de 2005, anunciou nesta quarta-feira (25/11) a Casa Branca.
A presidência americana não respondeu de imediato a correspondência dessas reduções em relação a 1990, ano de referência escolhido pela maior parte dos países associados nas negociações da ONU sobre o clima.
Ainda que tímida, a definição da meta é importante, uma vez que Estados Unidos, China e demais países ricos se recusavam a dar uma meta específica sobre a redução das emissões de dióxido de carbono. Os Estados Unidos e a China são os dois maiores poluidores do planeta.
OBAMA EM COPENHAGUE
Obama estará em Copenhague no dia 9 de dezembro, informou a Casa Branca. A conferência começa no dia 7 e vai até o dia 18.
Mais de 60 chefes de Estado e de governo já aceitaram o convite da Dinamarca, país que vai sediar a cúpula.
De qualquer forma, Obama devia viajar à Europa no dia 10 de dezembro para receber em Oslo seu Prêmio Nobel da Paz.
A conferência acontecerá dos dias 7 a 18 de dezembro.
BRASIL
Antes de Obama, o presidente Lula também tinha confirmado sua presença em Copenhague. O Brasil pode apresentar sua proposta de redução nas emissões entre 36,1% e 38,9%, classificada pela ministra Dilma Roussef como uma "ação voluntária do governo", sem obrigação compulsória.
***Fonte: UOL/ France Presse
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TSE interrompe julgamento do governador de Rondônia, Ivo Cassol

***Ministro relator afirma: o conjunto de não existem provas da participação direta ou indireta, nem mesmo pela anuência, conhecimento ou ciência de Ivo Cassol
Um pedido de vista do ministro Ricardo Lewandowski interrompeu na noite desta terça-feira (24/11) o julgamento do governador de Rondônia, Ivo Cassol e de seu vice, João Aparecido Cahulla.A interrupção ocorreu após o voto do relator, ministro Arnaldo Versiani, que rejeitou o pedido de cassação do mandato do governador. Também votou na sessão de hoje o presidente da Corte, ministro Ayres Britto, que abriu divergência ao considerar que há provas suficientes para cassar o mandato.
MPE PEDE CASSAÇÃO
O procurador-geral eleitoral, Roberto Gurgel, se manifestou durante o julgamento para pedir a cassação do governador e de seu vice, afirmando que está comprovada a compra de votos e abuso de poder econômico nas eleições de 2006.
CONEXÃO EXPEDITO JÚNIOR
Ele sustentou que a prova está baseada em inúmeros depoimentos de vigilantes funcionários de uma empresa da família do ex-senador Expedito Júnior e teriam sido coagidos a votar nos candidatos apoiados por ele, disse Gurgel.
VOTO DO RELATOR
O ministro Arnaldo Versiani votou contra a cassação por entender que o governador Ivo Cassol não participou do esquema montado dentro da empresa de vigilância.
AUSÊNCIA DE PROVAS CONTRA CASSOL
“Esse conjunto de elementos não me leva a concluir pela participação direta ou indireta, nem mesmo pela anuência, conhecimento ou ciência pelo recorrido Ivo Cassol do esquema de compra de votos montados na empresa de vigilância Rocha”, afirmou.
DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA???
Versiani também destacou que nenhuma das testemunhas teve diálogo presencial com Ivo Cassol e, portanto, são testemunhas “de ouvir dizer, o que não oferece qualquer juízo de valor efetivo”.Apesar de reconhecer que houve comprovação da compra de votos, o ministro ponderou que não há provas da participação ou conhecimento do governador.
MINISTRO AYRES BRITO
O ministro Ayres Britto abriu a divergência e julgou procedente o pedido do MPE para cassar o mandato do governador. Destacou que ficou muito impressionado com a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia, que decidiu pela cassação tanto de Expedito Júnior quanto de Ivo Cassol, por unanimidade.
TRE/RO ACUSA CASSOL
Segundo o TRE, Ivo Cassol sabia da compra de votos.“Há um bloco de evidências e indícios fortes para caracterizar essa ação conjunta”, disse Brito.O julgamento será retomado com o voto do ministro Ricardo Lewandowski em data não definida.

***Fonte: TSE (CM/BA)-Processo relacionado: RCED739
***Leia mais no link: http://agencia.tse.gov.br/sadAdmAgencia/noticiaSearch.do?acao=get&id=1257462***Fonte: TSE (CM/BA)-Processo relacionado: RCED739
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Segunda-feira, Novembro 23, 2009

Brasil: “crianças crescem entre ratos e baratas...”


"Por que razão nosso povo ainda vive em barracos e nossas crianças crescem entre ratos e baratas marcadas pelo estigma de inferioridade", questionou o senador Marcelo Crivela (PDTB-RJ)

Sábado, Novembro 21, 2009

Brasil: Governo bloqueia quase um milhão de benefícios do Bolsa Família

***O Bloqueio atinge famílias que sobrevivem com menos de um salário mínimo mensal...

***Em Rondônia foram atingidos 10.001 benefícios que são concedidos a 117.646 famílias. Foram bloqueados mais de R$ 11.376.746,00

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) informou nesta quinta-feira (19/11) que bloqueou o pagamento referente a novembro de 975.601 benefícios do programa Bolsa Família.O MDS afirma que famílias deixaram de atualizar os dados cadastrais até o prazo previsto de 31 de outubro. Os maiores números de benefícios bloqueados foram registrados nos estados de São Paulo (165 mil), Bahia (97 mil) e Minas Gerias (91 mil).
DECRETO DO GOVERNO LULA

Um decreto presidencial publicado em março de 2008 estabelece que a cada dois anos o governo faça uma atualização cadastral dos beneficiários do Bolsa Família, como forma de fiscalizar os benefícios concedidos pelo programa. Essa foi a primeira vez que as famílias foram chamadas para atualizar os cadastros desde a edição do decreto. O objetivo da norma, segundo a assessoria do MDS, é evitar que famílias que tenham tido aumentos salariais continuem recebendo o benefício.

MISÉRIA SOCIAL

A orientação do MDS para as famílias que tiveram o pagamento bloqueado é que procurem o gestor municipal do programa para regularizar a situação, desde que se enquadrem dentro dos critérios do Bolsa Família. O programa é destinado ao atendimento de famílias em situação de pobreza, com renda per capita de até R$ 140. Em janeiro de 2010, todos os inscritos que permanecerem com o benefício bloqueado terão o cadastro cancelado. A partir de fevereiro, o governo espera concluir o balanço oficial da quantidade de famílias brasileiras que deixaram o programa por terem saltado para uma faixa de renda superior à estabelecida como critério para o Bolsa Família.
12 MILHÕES CADASTRADOS NO BOLSA-FAMÍLIA
Atualmente, o programa de transferência de renda atende 12,4 milhões de famílias em todos os municípios do país. De acordo com o MDS, o governo transfere mensalmente um total de R$ 1,1 bilhão para essa população. “As famílias com benefícios bloqueados estão recebendo avisos nos extratos de pagamento de novembro para procurar a prefeitura municipal”, destaca nota divulgada pelo MDS. O texto informa ainda que os gestores municipais terão até 31 de dezembro para verificar a renda de 600 mil famílias que apresentaram dados diferentes, identificados no cruzamento com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2007.
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Sábado, Novembro 14, 2009

Brasil: Greenpeace denuncia vazamento de Urânio na “mina” da Nuclebrás

O Greenpeace denunciou que dia 28 de outubro vazaram “30 mil litros de urânio” da mina da Indústrias Nucleares do Brasil em Caetité (BA). Essa exploração de urânio abastece, em tese, usinas nucleares “geradoras de energia elétrica” Angra I e II, construídas às margens do Atlântico ou litoral do Rio de Janeiro. Teme-se água contaminada. Há trinta anos a Nuclebrás explora jazidas de urânio em municípios da Paraíba, litoral da região Nordeste brasileira.
***Com informações do site: http://www.claudiohumberto.com.br/

Segunda-feira, Novembro 09, 2009

Mais de trezentas mil prejudicadas por falta de saneamento básico em Porto Velho-RO

A chuva sobre a cidade de Porto Velho, durante toda manhã desta segunda-feira (09/11), mostrou o caos na capital de Rondônia: falta de escoamento; bocas de lobos entupidas (quando existem); acúmulo de lixo; lama e água nas ruas, avenidas, casas e comércios alagados em bairros centrais e periféricos; o trânsito de pedestres, mais de cem mil ciclistas e automóveis prejudicado. Mais de trezentos mil moradores foram prejudicados em todos os quadrantes da cidade.

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***Fonte e fotos: http://www.rondoniaovivo.com.br

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

***Na foto, do:www.g1.com.br, o Juízo Final, de Michelangelo...
"Haverá grandes terremotos por várias partes, fomes e pestes, e aparecerão fenômenos espantosos no céu". Trecho bíblico do sempre atual Evangelho de São Lucas (21,11)

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Em menos de dois anos o desmatamento supera 9.117 quilômetros quadrados na Amazônia...

***Um paradoxo: desmatamento na Amazônia cai 32% em setembro...

***Dados do Instituto Nacional de Pesquisas-Inpe: mais de 2.855 quilômetros quadrados desmatados no Brasil...

***Em 2008, o desmatamento na Amazônia superou 6.262 quilômetros quadrados...


O índice de desmatamento da Amazônia, em setembro deste ano, atingiu 400 quilômetros quadrados, uma queda de 32% em relação ao mesmo mês de 2008, quando o desmatamento na região foi de 587 quilômetros quadrados. Os dados foram apresentados pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e representam o menor desmatamento mensal de toda a história.
DESMATAMENTO EM TEMPO REAL
Os dados são do sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Por Estado, o levantamento mostra que, em Mato Grosso , a queda no índice de desmatamento foi de 38%. Em Rondônia, o índice caiu 22%; no Amazonas, 33%; no Maranhão, 86%. O Estado do Pará apresentou aumento do índice de desmatamento de 4,7%.
DESMATAMENTO NOS ESTADOS: AC-AP-RR-TO
No Acre, o índice verificado em setembro foi de nove quilômetros quadrados desmatados ante oito registrados em setembro do ano passado. Em Roraima, foram desmatados no mesmo mês sete quilômetros quadrados, ante zero de 2008. Em Tocantins, o desmatamento passou de dois quilômetros quadrados em setembro de 2008 para um quilômetro quadrado no mesmo mês deste ano. E no Amapá, foi mantido o desmatamento zero.
MAIS DE 2.855 QUILÔMETROS DESMATADOS
Os números apresentados por Minc mostram também que, de janeiro a setembro deste ano, foram desmatados 2.855 quilômetros quadrados, uma queda de 54% ante os 6.262 quilômetros quadrados desmatados em igual período de 2008. Para o ministro, a tendência é de queda até o final do ano em razão das ações que vêem sendo feitas de fiscalização no combate ao desmatamento.
BLITZEN
De janeiro a outubro de 2009, a ação conjunta da Polícia Federal, Ibama, Força Nacional e Agência Brasileira de Inteligência (Abin) resultou no embargo de 340 mil hectares de áreas onde estavam sendo realizadas ações ilegais; no embargo de 233 serrarias; apreensão de 233 barcos; 399 caminhões; 61 tratores; apreensão de 82 mil metros cúbicos de tora de madeira e 63 mil metros cúbicos de madeira serrada; apreensão de 172 mil quilos de pescado; e aplicação de R$ 1,489 bilhão em multas.
FISCALIZAÇÃO VIA SATÉLITE
Segundo Minc, essa operação conjunta, que conta hoje com ajuda do satélite para monitorar áreas desmatadas, é responsável pela redução dos níveis de desmatamento. "A fiscalização vai aumentar", avisou Minc.
***Fonte: http://yahoo.com.br

***Obs: o texto foi adaptado para este diária virtual por...***Abelardo Jorge 9957- 6033:।"Nós acreditamos em Deus e seus profetas": We believe in God and his prophets , Creemos en Dios y sus profetas, Noi crediamo in Dio e la sua profeti, Nous croyons en Dieu et en ses prophètes,Wir glauben an Gott und seinen Propheten ,Πιστευουμε στο Θεο και του προφητες, ونحن نؤمن بالله وبلدة الأنبياءابيلاردو خورخي ....Leia mais nos links:http://www.amazoniaviva.zip.net/, http://www.brasiline.zip.net/, http://www.globorondonia.blogspot.com/, http://www.agloborondonia.blogspot.com/

Sábado, Outubro 24, 2009

Restaurante “codinome Einstein” ou Angra dos Reis-RJ

***Pare reflexão geral e ampla, duas notas “epigramáticas” do: http://www.claudiohumberto.com.br, “ipsis litteris” or “verbis”:

Sem fome

É a Nuclebrás, de equipamentos pesados, e não a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), que pagou R$1,2 milhão por três meses de restaurante de sua fábrica enquanto não sai a licitação.
‘O cara’ da Bíblia
Depois de juntar Cristo com Judas, Ecce homo, que em latim quer dizer “eis o homem”, poderia explicar a verdadeira história da Arca de Noé...
Questiona-se: qual o significado dessa bondade governamental há décadas????
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Terça-feira, Outubro 20, 2009

Brasil: Governo planeja entregar 70% da exploração de petróleo a empresas particulares

***70% será o critério de julgamento das licitações, nos blocos que forem licitados...

*** Petrobras será a operadora de todos os blocos do pré-sal, cabendo-lhe, no mínimo, 30% daqueles em que não tiver exclusividade...


***A idéia é permitir “maior apropriação da riqueza pela sociedade brasileira”, apostando-se no aumento do preço do petróleo devido à sua progressiva escassez...

O Congresso Nacional está analisando os quatro projetos de lei encaminhados pelo governo para criar o novo marco regulatório da exploração e produção de petróleo e gás na área do pré-sal. As emendas apresentadas já passam de 300. Do modo como foram propostos pelo governo, os textos podem acabar sendo discutidos no Judiciário. É o que pensa o advogado Gustavo Binenbojm, que vê nos projetos inconstitucionalidades. Um deles é a definição da Petrobras como operadora única, sendo assegurada a participação de, no mínimo, 30% em todos os blocos a serem licitados na área do pré-sal, sob o modelo de contrato de partilha.


Para ele, um dos argumentos que podem vir a ser utilizados para questionar tal definição é a violação dos princípios constitucionais da isonomia, impessoalidade e moralidade administrativa. “Embora a Petrobras seja uma S.A. sob controle acionário da União, a maior parte do seu capital social pertence a particulares”, disse em entrevista à revista Consultor Jurídico.
Binenbojm vai além. “Entendo que os projetos de lei subvertem a sistemática de exploração e produção instituída pela Emenda Constitucional 9/95, que pressupunha algum nível de pluralização dos operadores e a existência, por isso mesmo, de um órgão regulador. Para uma alteração tão radical no modelo, entendo que seria necessária uma emenda constitucional.”
De acordo com os projetos do governo, nas áreas ainda não licitadas pelo modelo atual de concessão, os blocos serão licitados sob o modelo de contrato de partilha. Neste, a União passa a ser dona de parte do petróleo produzido. Ainda de acordo com os projetos, a Petrobras terá participação de, no mínimo, 30% no negócio, podendo disputar ou mesmo formar um consórcio com outras empresas para explorar determinada área.


Binenbojm é professor de Direito Administrativo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), doutor e mestre em Direito Público pela mesma universidade e mestre pela Faculdade de Direito da Universidade de Yale, nos Estados Unidos.
Leia a entrevista.


ConJur — Qual a principal justificativa dos projetos de lei que pretendem estabelecer o marco regulatório para a exploração de petróleo na área do pré-sal?Gustavo Binenbojm — O principal argumento do governo é o de que os campos do pré-sal apresentam grandes reservas e baixo risco exploratório. Alega-se que o modelo atual, de concessão dos blocos por meio de leilões, é mais adequado para áreas de alto risco exploratório. Em tal modelo, as empresas assumem todo o risco do empreendimento, já tendo desembolsado um bônus de assinatura pela aquisição do bloco na licitação. Em contrapartida, a propriedade do óleo é transferida para a concessionária, após a sua extração, cabendo-lhe pagar ao Estado royalties, participações especiais e tributos incidentes sobre a sua atividade.


ConJur — Já no projeto do governo, o modelo passa a ser o contrato de partilha. É isso?Gustavo Binenbojm — Sim. O modelo passa a ser o contrato de partilha de produção, no qual a empresa operadora do bloco entrega um percentual do óleo extraído ao Estado. Esse percentual será o critério de julgamento das licitações, nos blocos que forem licitados. Nos casos em que a Petrobras for a operadora única, o Conselho Nacional de Política Energética definirá o percentual do rateio da produção. A ideia da mudança do modelo é a de permitir maior apropriação da riqueza pela sociedade brasileira, apostando-se no baixo risco exploratório e no aumento do preço do petróleo devido à sua progressiva escassez.


ConJur — E qual será o papel da Petrobras?Gustavo Binenbojm — Segundo o projeto de lei, a Petrobras será a operadora de todos os blocos do pré-sal, cabendo-lhe, no mínimo, 30% daqueles em que não tiver exclusividade. Mais para frente, será criada uma empresa pública — a Petro-Sal — detentora dos direitos de exploração de todos os blocos. Caberá a ela fazer licitações, quando for o caso, e exercer papel decisivo, incluindo poder de veto, na gestão das operações.


ConJur — Quais as principais críticas ao novo modelo proposto pelo governo?Gustavo Binenbojm — Em primeiro lugar, a assunção excessiva do risco exploratório pelo Estado brasileiro, considerando o montante extraordinário dos investimentos necessários, a circunstância de tratar-se de uma fronteira tecnológica e o custo alto da extração do óleo de blocos situado a cerca de sete quilômetros abaixo do nível do mar. Em segundo lugar, o risco de desestímulo a investimentos privados, em um quadro de vulnerabilidade regulatória gerado pelo esvaziamento da ANP e pela posição de supremacia conferida à Petro-Sal e à Petrobras. Por fim, a redução da eficiência do setor, decorrente da redução do grau de concorrência e da criação de uma nova empresa estatal.


ConJur — De que modo pode acontecer o esvaziamento da ANP, caso os projetos sejam aprovados tais como foram apresentados pelo governo?Gustavo Binenbojm — Embora a ANP continue a existir formalmente, seu papel institucional será reduzido, em termos de relevância, com a criação da Petro-Sal. Na prática, as decisões mais importantes relativas à seleção de empresas, definição de blocos e gestão da execução dos contratos ficarão a cargo da Petro-Sal, e não da ANP. A diferença importante entre uma e outra é que a ANP foi concebida como um ente regulador autônomo em relação ao governo, enquanto a Petro-Sal é um braço do próprio governo, sujeita às determinações políticas do governo. O país regride duas décadas, em termos institucionais, com essa mudança.


ConJur — Quais os principais obstáculos jurídicos que terão de ser enfrentados pelos projetos de lei do pré-sal?Gustavo Binenbojm — A definição da Petrobras como operadora única ou obrigatória (assegurado um percentual mínimo de 30%) dos campos do pré-sal poderá enfrentar o argumento de violação dos princípios constitucionais da isonomia, impessoalidade e moralidade administrativa. Embora a Petrobras seja uma S.A. sob controle acionário da União, a maior parte do seu capital social pertence a particulares — como pessoas físicas, fundos de pensão e empresas privadas —que foram aquinhoados pelo privilégio odioso concedido pelo projeto de lei. A Constituição veda a concessão de privilégios a sociedades de economia mista não extensivos ao setor privado. A abertura de capital de uma empresa estatal é justificável como forma de capitalização da sociedade, mediante chamada aberta a todos os interessados, em igualdade de condições. No caso do pré-sal, os recursos resultantes da exploração dos hidrocarbonetos — de propriedade da União — serão carreados em benefício da Petrobras, cuja maioria dos acionistas são particulares.


ConJur — A quantidade de barris de petróleo a ser ofertada à Petrobras pela União não prejudica os demais acionistas?Gustavo Binenbojm — Sim. De um lado, a União institui um enorme privilégio para a Petrobras, que é a condição de operadora exclusiva (na maior parte dos casos) dos campos do pré-sal. Então, em relação às demais empresas privadas, está-se a criar um privilégio odioso. De outro lado, tem-se o problema em relação aos demais acionistas, que podem ter sua posição ameaçada pelo aumento de capital, com o aporte feito pelo governo sob a forma de 5 bilhões de barris de óleo. São dois problemas jurídicos distintos: o primeiro, o privilégio em favor da Petrobrás, em detrimento das demais empresas; o segundo, o privilégio em favor do governo, em detrimento dos demais acionistas da Petrobrás.


ConJur — Os projetos afrontam a Emenda Constitucional 9/95?Gustavo Binenbojm — O modelo de exploração e produção do petróleo instituído pela Emenda Constitucional 9/95, que deu a redação atual do artigo 177 da Constituição Federal, pressupunha a contratação de empresas estatais ou privadas para tais atividades, em um ambiente progressivamente concorrencial. Daí a previsão da criação de um órgão regulador, que viria ser a Agência Nacional do Petróleo. Não faria sentido prever a existência de um ente regulador para um mercado de operadora única. Daí que o restabelecimento da posição monopolista da Petrobras confronta a EC 9/95, em sua letra e espírito.


ConJur — O senhor acha que para mudar o modelo de exploração e produção é necessária uma emenda constitucional?Gustavo Binenbojm — Alguns ministros do STF chegaram a manifestar esse entendimento quando do julgamento da ADI da Lei do Petróleo. Não chego a afirmar que o modelo de concessão, previsto no artigo 176 da Constituição para os recursos minerais, seja obrigatório para o petróleo. Todavia, entendo que os projetos de lei subvertem a sistemática de exploração e produção instituída pela EC 9/95, que pressupunha algum nível de pluralização dos operadores e a existência, por isso mesmo, de um órgão regulador. Para uma alteração tão radical no modelo, entendo que seria necessária uma emenda constitucional.

***Obs: o texto foi adaptado para este diária virtual por...***Abelardo Jorge 9957- 6033:।"Nós acreditamos em Deus e seus profetas": We believe in God and his prophets , Creemos en Dios y sus profetas, Noi crediamo in Dio e la sua profeti, Nous croyons en Dieu et en ses prophètes,Wir glauben an Gott und seinen Propheten ,Πιστευουμε στο Θεο και του προφητες, ونحن نؤمن بالله وبلدة الأنبياءابيلاردو خورخي ....Leia mais nos links:http://www.amazoniaviva.zip.net/, http://www.brasiline.zip.net/, http://www.globorondonia.blogspot.com/, http://www.agloborondonia.blogspot.com/

Domingo, Outubro 18, 2009

Brasil: Poder Público vai gastar milhões em luxo, mordomias e higienização de gabinetes

***Poder público gasta dinheiro em “desratização”, cadeiras, móveis, estacionamentos, jardins...

A Presidência da República também empenhou dinheiro para “material de limpeza”. Detalhe: detergente e desinfetante, que tem percentual superior a 90% de água. Mas observadores denunciam odores inéditos nas proximidades de palácios dos Poderes...

Jardins verdinhos e floridos! Isto é o que deseja ter o Senado Federal até o fim do ano. O órgão empenhou (reservou em orçamento) R$ 385 mil para pagar serviços de manutenção e conservação dos gramados, árvores, vasos ornamentais e jardins internos e externos no complexo arquitetônico da instituição e de suas residências oficiais. Todos os materiais e insumos necessários serão entregues pela empresa contratada, até 31 de dezembro/2009. Resta torcer para que o tempo chuvoso não atrapalhe os trabalhos...
COMPRAS DO SENADO FEDERAL
O Senado também reservou R$ 103 mil para a contratação de empresa especializada em fornecimento de móveis a diversos setores da Casa. A nota de empenho (documento emitido pelo órgão para a aquisição de material), no entanto, ao contrário do nível de detalhamento do documento referente aos jardins, não detalha o mobiliário. Fora isso, a Casa contratou um profissional por R$ 6,6 mil “para ministrar curso de CorelDraw aos senhores parlamentares”. Resta saber quem serão os senadores participantes das aulas e para que, de fato, eles estão aprendendo a usar a ferramenta...
CÂMARA DOS DEPUTADOS
Já a Câmara dos Deputados deu preferência a “outras coisinhas”. Exemplo: comprometeu R$ 2 mil para pagar serviços de desinsetização e desratização em áreas comuns e privativas dos blocos de apartamentos funcionais e nos depósitos do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), em Brasília. Os serviços só serão prestados, segundo o empenho, em dezembro, ou seja, o alerta contra insetos e ratos já foi dado...
CÂMARA GASTA EM LUXO, CONTRIBUINTES PAGAM A CONTA
Um pouquinho de luxo também não faz mal a ninguém. Assim, a Câmara ainda reservou R$ 18,4 mil para a compra de 12 cadeiras “thonet”, em madeira maciça vergada com assento em palha, e quatro poltronas pretas (cada uma por R$ 2,8 mil) destinadas à sala privativa dos deputados junto ao plenário. Resta aproveitar e se acomodar nos novos móveis (apenas os parlamentares, nesse caso).
ALUGUEL DE ESTACIONAMENTO
Além disso, a Câmara resolveu se prevenir contra a falta de vagas na maior cidade do país. Comprometeu R$ 2,8 mil para pagar aluguel de uma vaga de estacionamento em uma garagem localizada na Avenida Washington Luiz, em São Paulo, pelo período de 12 meses. O pedido veio do Departamento de Polícia Legislativa do órgão.
O DOUTO PODER JUDICIÁRIO
Na esfera Judiciária, destaque para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), que empenhou R$ 15,4 mil para pagar reparo e conservação de 23 fogões e 18 cafeteiras elétricas da seção de copa do órgão. A gerência da área de software também foi contemplada. O tribunal reservou R$ 71,5 mil para a compra de 25 notebooks solicitados pelo setor.
GASTOS REDUZIDOS NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
O Supremo Tribunal Federal (STF), por sua vez, foi mais light em seus empenhos da última semana. O órgão resolveu comprar frutas (não se sabe exatamente quais) por R$ 9,8 mil.
PRESIDÊNCIA PRETENDE “LIMPAR” BANHEIROS DE GABINETES
A Presidência da República, o único representante de hoje do Poder Executivo, está de olho na higiene. Isso porque comprometeu R$ 223,00 para a compra de 103 escovas de náilon para vaso sanitário.
Clique aqui para ver as notas de empenho citadas no texto.
*Todo fim de semana o Contas Abertas publica a coluna "Carrinho de Compras", que traz reservas de recursos em orçamento realizadas por órgãos da União para pagamento de despesas curiosas. Vale ressaltar que, a princípio, não existe nenhuma ilegalidade nem irregularidade neste tipo de gasto feito pela União e que o eventual cancelamento de tais empenhos certamente não ajudaria, por exemplo, na manutenção do superávit do governo ou em uma redução significativa de despesas.

A intenção de publicar essas aquisições é popularizar a discussão em torno dos gastos públicos junto ao cidadão comum, no intuito de aumentar a transparência e o controle social, além de mostrar que a Administração Pública também possui, além de contas complexas, despesas curiosas.Acompanhe o Contas Abertas no Twitter.Leandro KleberDo Contas AbertasLeia os últimos “Carrinho de Compras”:Câmara reserva R$ 15 mil para compra de 250 bastões retráteisSTJ reserva R$ 264 mil para compra de seis peruas FiatSenado reserva R$ 8 mil para pagar maestrina do coral da CasaSenado reserva R$ 6,3 mil para compra de 3,8 mil coposVice-Presidência reserva R$ 4 mil para recuperar pratarias do Palácio do JaburuSenado gastou R$ 540 com almoço para analisar proposta da FGVSenado gastou R$ 4 mil com almoço na residência oficial de SarneyPresidência compra 12 roupões com algodão egípcioCâmara compra oito poltronas de barbeiro
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Sábado, Outubro 17, 2009

Governo brasileiro pesquisa "beneficiamento" de Urânio e "aceleração de neutrons

Governo brasileiro pesquisa "beneficiamento" de Urânio e "aceleração de neutrons

***Governo brasileiro comprou da Alemanha um projeto para construção de usinas nucleares para geração de energia elétrica...


***Teria simultaneamente "pirateado" ou contrabandeado tecnologia de aceleração de neutrôns...


Estudos da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Minerais-CDRM , órgão do governo paraibano e a Nuclebrás (estatal do governo federal)-, transformaram em realidade a prospecção de urânio no estado da Paraíba. Segundo fontes de alta credibilidade, ao longo dos últimos trinta (30) anos "pesquisas" estão sendo realizadas sob o verniz de suposta lenda.

JAZIDA SUPERIOR A 12 TONELADAS

"A Paraíba tem urânio, sim. São José do Espinharas, no Alto Sertão, possui uma jazida de óxido de urânio com 12 toneladas de reserva, mantendo a particularidade de conter um teor de 1.200 partes por milhão", declara o geólogo João Eduardo da Fonte, 57 anos.

EXPLORAÇÃO DE URÂNIO COMEÇOU EM 1977
Eduardo participou da equipe formada pela Nuclan-Nuclebrás, Auxiliar de Mineração S/A, que realizou pesquisas sobre a existência de urânio no interior da Paraíba, no período de 1977 a 1982. Essas mineradoras, segundo ele, eram subsidiárias das Empresas Nucleares Brasileiras - Nuclebrás, que realizou pesquisas sobre a ocorrência de urânio em todo o Brasil. O geólogo da CDRM afirma que a jazida de São José do Espinharas revelou-se "estrategicamente viável", ao contrário de outras, descobertas em municípios diferentes.

MAIS DE TRINTA ANOS DE PESQUISAS CONTÍNUADAS
A pesquisa realizada pela equipe de Eduardo durou cinco anos. Também estendeu-se aos municípios de Pocinhos, no Compartimento da Borborema, Cajá-Caldas Brandão, no Agreste e a Barra de Santa Rosa, no Curimataú. Estas, mesmo pesquisadas até o nível das sondagens geológicas, revelaram-se economicamente inviáveis. Por que? Eduardo explica tudo, nos mínimos detalhes.

"ENRIQUECIMENTO SUPERFICIAL DE URÂNIO"
As jazidas de urânio encontradas em Pocinhos, Barra de Santa Rosa e Cajá-Caldas Brandão são ocorrências de enriquecimento superficial, onde o teor do minério é alto na superfície e muito baixo na profundidade. "Uma jazida assim, não estimula nenhuma empresa a fazer investimentos", diz Eduardo. Por outro lado, a jazida de São José do Espinharas demonstrou sua viabilidade, embora, até hoje, não tenha sido explorada.

NUCLEBRÁS FAZ "CUBAGEM" DE URÂNIO EM MUNICÍPIOS
A Nuclan foi uma empresa criada pelo governo brasileiro na década de 1970. Objetivo principal: prospectar e cubar jazidas de urânio em diversas localidades do Brasil. A Nuclan estabeleceu-se com um escritório em Recife, cuja finalidade era cobrir todo o Nordeste, inclusive a Paraíba. A sede da Nuclan era no Rio de Janeiro. Os escritórios ficavam em Recife e em outras cidades estratégicas do país.

NUCLAN/NUCLEBRÁS E "PEDRAS RADIOATIVAS"
O conjunto Nuclan/Nuclebrás cubou jazidas de urânio em São José do Espinharas, Pocinhos, Barra de Santa Rosa e Cajá-Caldas Brandão (PB); na região de Lagoa Real (BA); e em Itatiaia (CE), todas de grande valor, no que se refere aos itens volume e teor. Nesses estudos, também foi desmentido "o mito das pedras radioativas de Pocinhos". De acordo com Eduardo, o fenômeno que pode ter causado câncer de pele em algumas pessoas na zona rural de Pocinhos, certamente não foi originado no minério de urânio.

PESQUISADORES TRANSNACIONAIS???
O técnico da CDRM disse que o urânio de Pocinhos e outras localidades teria sido pesquisado por geólogos que se identificaram como virtualmente naturais da Austrália, Índia, Alemanha e Brasil. Essa teria sido uma equipe multinacional contratada pela Nuclan/Nuclebrás, para descobrir as ocorrência do minério onde quer que ele se encontrasse. Aliás, até a presente data o governo brasileiro não divulgou informações comprobatórias sobre a nacionalidade dos "geólogos ou pesquisadores".

"NÃO HÁ RISCO DE CONTAMINAÇÃO OU DE ACIDENTE NUCLEAR"

Ainda de acordo com Eduardo, nenhum desses profissionais, reconhecidamente peritos no trabalho que ora realizavam, cogitou a possibilidade de alguém ser contaminado pelo urânio encontrado em rochas livres dispostas na natureza.
"Mesmo quem morasse próximo jamais seria contaminado.

RADIAÇÃO GERA CÂNCER EM MORADORE NA PARAÍBA

Na nossa equipe, que vivia dentro da área de ocorrência, ninguém adoeceu ou externou sintomas do câncer de pele que dizem ter ocorrido em Pocinhos", comenta Eduardo. "Se alguém contraiu câncer de pele nesta área, isto pode ser atribuído a uma forte insolação".

SINTOMAS PATOLÓGICOS

Ainda hoje, em Pocinhos, a 152 Km da Capital, há quem se queixe de umas pedrinhas encontradas na superfície, que provocam manchas na pele, febre, calafrio e dores de cabeça.

AQUI E AGORA: "URÂNIO É RESERVA ESTRATÉGICA PARA O FUTURO"
Na época das pesquisas, também foi criado o mito do urânio de Mulungu. Eduardo diz que não lembra de nenhuma prospecção ou cubagem neste município. E adianta que, lá, não existe jazida de urânio de nenhum teor ou volume. Voltando a se reportar a São José do Espinharas, ele lembra que a equipe da Nuclan/Nuclebrás, após exaustivos estudos, chegou a conclusão de que, pelo teor e volume essa jazida pode ser considerada como de reserva estratégica para o futuro, se forem considerados uma série de fatores econômicos, que envolvem custo da extração, custo de beneficiamento, custo de transformação e preço de mercado.

URÂNIO NOS ESTADOS DAS REGUÇIES SUDESTE E NORDESTE
Por enquanto, as jazidas de Poços de Caldas (MG) e Lagoa Real (BA) fornecem o urânio necessário ao funcionamento das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2 (RJ). A jazida de Itatiaia (CE), considerada, atualmente, a maior do Brasil, só será lavrada em futuro próximo. Na Paraíba, além de urânio também existem diversas ocorrências de thório, um mineral radioativo utilizado na produção de energia. Aqui, a ocorrência do thório é apenas registrada.

GOVERNO FEDERAL CONFIRMA EXPLORAÇÃO DE URÂNIO
"Se o governo brasileiro chegar à conclusão de que a jazida de urânio de São José do Espinharas é economicamente viável, não haverá nenhum obstáculo para a sua exploração", confere Eduardo. A jazida tem 1.500m de extensão, com a vantagem de possuir teor e volume em quantidades razoáveis.

TABELA PERIÓDICA
Este minério radioativo é chamado assim em homenagem ao planeta Urano. Trata-se de um elemento químico de símbolo U e de massa atômica igual a 238 (92 prótons e 146 nêutrons). O urânio, na temperatura ambiente é encontrado em estado sólido. Pertence à família dos actinídeos, pois se trata de um elemento metálico-radioativo, onde se descobriu, pioneiramente, a propriedade radioativa.

NOÇÕES PROPEDÊUTICAS E INDÚSTRIA BÉLICA
Descoberto em 1789, pelo alemão Martin Heinrich Klaproth, o urânio é utilizado, hoje, na indústria bélica, para a fabricação de bombas atômicas e de espoletas da bomba de hidrogênio. Alguns países já utilizam o urânio para a produção de energia elétrica. Pensava-se que o urânio era um minério derivado do zinco, ferro ou tungstênio. Klaproth comprovou a existência de uma substância semi-metálica no urânio. Chamou-o de urânio, em homenagem à descoberta do planeta Urano, pelo também alemão Herschel em 1781.
Mais tarde, o franco-teutão Pteligrot provou que o alemão Klaproth apenas tinha conseguido isolar o óxido e não o metal e, em 1842, conseguiu isolar o urânio metálico. Becquel descobriu, em 1896, que o urânio tinha propriedade radioativa. Enrico Fermi, em 1934, observou que o bombardeamento de urânio com nêutrons produzia uma emissão de partículas Beta. Esta reação só seria explicada quatro anos depois, por Otto Hahn e Frtiz Strassmann. Eles concluíram que o urânio bombardeado com nêutrons dava origem a isótopos de elementos mais leves, como kripton ou bário, por fissão de seu núcleo, libertando, daí, uma grande quantidade de energia.
***Fontes: Hilton Gouvêa e Marcos Russo (01 de setembro de 2007 )
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Quarta-feira, Outubro 14, 2009

Governo brasileiro é prevaricador e omisso nas telecomunicações

Mais de setenta por cento (70%) dos orelhões ou telefones públicos da Brasil Telecom/OI estão danificados em Rondônia. A amostra serve de parâmetro ou referência em todo o Brasil. O governo federal ou pela Agência Nacional de Telecomunicações-Anatel não fiscaliza. Nos bairros periféricos, nos 27 estados da federação e no Distrito Federal, a população fica incomunicável, impedida até de pedir socorro, acionar ambulância, bombeiros e as forças policiais. Estas também entre as piores do planeta, omissas, prevaricadoras, formadoras de quadrilhas dos piores e hediondos criminosos. Um pesquisador fez uma simples estatística feita no início da tarde de hoje, nos bairros São José e Roque, em Porto Velho, e constatou: em cada dez (10) telefones públícos, sete (07) não funcionam. Em suma: 70% dos orelhões estão danificados, sem manutenção, ultrapassados. Milhões de brasileiros ficam impedidos do exercício da cidadania e limitados na liberdade de comunicação e expressão. O governo mobiliza centenas ou milhares de irresponsáveis para artes cênicas policiais, porém não mobiliza o mesmo contingente quando é para fazer contrapartida social ou para atender necessidades básicas da nação. É sucessiva e recorrentemente omisso, prevaricador, conivente e irresponsável, diria-se.
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Sábado, Outubro 03, 2009

O Paradoxo da Nuclebrás: o Brasil defende preservação do Meio Ambiente, mas teria importado tecnologia para construir bombas atômicas...

***Numa campanha eleitoral o presidenciável do PRONA, Enéias Carneiro, Dr. Em Física, falou na construção da bomba atômica, em discurso em rede nacional...

***Por que dotação orçamentária para pesquisa nuclear e usinas “vaga-lume” ou “pirilampos”???

Estudos da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Minerais-CDRM, órgão do Governo do Estado-, transformaram em realidade a ocorrência de urânio na Paraíba, uma afirmação que, ao longo dos últimos trinta (30) anos tinha a conotação de lenda. "A Paraíba tem urânio, sim. São José do Espinharas, no Alto Sertão, possui uma jazida de óxido de urânio com 12 toneladas de reserva, mantendo a particularidade de conter um teor de 1.200 partes por milhão", declara o geólogo João Eduardo da Fonte, 57 anos.
NUCLEBRÁS
Eduardo participou da equipe formada pela Nuclan-Nuclebrás, Auxiliar de Mineração S/A, que realizou pesquisas sobre a existência de urânio no interior da Paraíba, no período de 1977 a 1982. Essas mineradoras, segundo ele, eram subsidiárias das Empresas Nucleares Brasileiras - Nuclebrás, que realizou pesquisas sobre a ocorrência de urânio em todo o Brasil. O geólogo da CDRM afirma que a jazida de São José do Espinharas revelou-se estrategicamente viável, ao contrário de outras, descobertas em municípios diferentes.
SONDAGENS GEOLÓGICAS
A pesquisa realizada pela equipe de Eduardo durou cinco anos. Também estendeu-se aos municípios de Pocinhos, no Compartimento da Borborema, Cajá-Caldas Brandão, no Agreste e a Barra de Santa Rosa, no Curimataú. Estas, mesmo pesquisadas até o nível das sondagens geológicas, revelaram-se economicamente inviáveis. Por que? Eduardo explica tudo, nos mínimos detalhes.
JAZIDAS DE URÂNIO NO NORDESTE BRASILEIRO
As jazidas de urânio encontradas em Pocinhos, Barra de Santa Rosa e Cajá-Caldas Brandão são ocorrências de enriquecimento superficial, onde o teor do minério é alto na superfície e muito baixo na profundidade. "Uma jazida assim, não estimula nenhuma empresa a fazer investimentos", diz Eduardo. Por outro lado, a jazida de São José do Espinharas demonstrou sua viabilidade, embora, até hoje, não tenha sido explorada.
“PEDRAS BRILHANTES” PARECIDAS COM CÉSIO-137
O conjunto Nuclan/Nuclebrás cubou jazidas de urânio em São José do Espinharas, Pocinhos, Barra de Santa Rosa e Cajá-Caldas Brandão (PB); na região de Lagoa Real (BA); e em Itatiaia (CE), todas de grande valor, no que se refere aos itens volume e teor. Nesses estudos, também foi desmentido "o mito das pedras radioativas de Pocinhos". De acordo com Eduardo, o fenômeno que pode ter causado câncer de pele em algumas pessoas na zona rural de Pocinhos, certamente não foi originado no minério de urânio.
GARIMPAGEM DE URÂNIO
Na época das pesquisas, também foi criado o mito do urânio de Mulungu. Eduardo diz que não lembra de nenhuma prospecção ou cubagem neste município. E adianta que, lá, não existe jazida de urânio de nenhum teor ou volume. Voltando a se reportar a São José do Espinharas, ele lembra que a equipe da Nuclan/Nuclebrás, após exaustivos estudos, chegou a conclusão de que, pelo teor e volume essa jazida pode ser considerada como de reserva estratégica para o futuro, se forem considerados uma série de fatores econômicos, que envolvem custo da extração, custo de beneficiamento, custo de transformação e preço de mercado.
Por enquanto, as jazidas de Poços de Caldas (MG) e Lagoa Real (BA) fornecem o urânio necessário ao funcionamento das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2 (RJ). A jazida de Itatiaia (CE), considerada, atualmente, a maior do Brasil, só será lavrada em futuro próximo. Na Paraíba, além de urânio também existem diversas ocorrências de thório, um mineral radioativo utilizado na produção de energia. Aqui, a ocorrência do thório é apenas registrada.
UMA DECLARAÇÃO “EPIGRAMÁTICA”
"Se o governo brasileiro chegar à conclusão de que a jazida de urânio de São José do Espinharas é economicamente viável, não haverá nenhum obstáculo para a sua exploração", confere Eduardo. A jazida tem 1.500m de extensão, com a vantagem de possuir teor e volume em quantidades razoáveis.
SISTEMA SOLAR
Este minério radioativo é chamado assim em homenagem ao planeta Urano. Trata-se de um elemento químico de símbolo U e de massa atômica igual a 238 (92 prótons e 146 nêutrons). O urânio, na temperatura ambiente é encontrado em estado sólido. Pertence à família dos actinídeos, pois se trata de um elemento metálico-radioativo, onde se descobriu, pioneiramente, a propriedade radioativa.
“COGUMELOS”
Descoberto em 1789, pelo alemão Martin Heinrich Klaproth, o urânio é utilizado, hoje, na indústria bélica, para a fabricação de bombas atômicas e de espoletas da bomba de hidrogênio. Alguns países já utilizam o urânio para a produção de energia elétrica. Pensava-se que o urânio era um minério derivado do zinco, ferro ou tungstênio. Klaproth comprovou a existência de uma substância semi-metálica no urânio. Chamou-o de urânio, em homenagem à descoberta do planeta Urano, pelo também alemão Herschel em 1781.
BOMBARDEIO DE NÊUTROS EM LABORATÓRIO
Mais tarde, o franco-teutão Pteligrot provou que o alemão Klaproth apenas tinha conseguido isolar o óxido e não o metal e, em 1842, conseguiu isolar o urânio metálico. Becquel descobriu, em 1896, que o urânio tinha propriedade radioativa. Enrico Fermi, em 1934, observou que o bombardeamento de urânio com nêutrons produzia uma emissão de partículas Beta. Esta reação só seria explicada quatro anos depois, por Otto Hahn e Frtiz Strassmann. Eles concluíram que o urânio bombardeado com nêutrons dava origem a isótopos de elementos mais leves, como kripton ou bário, por fissão de seu núcleo, libertando, daí, uma grande quantidade de energia.
ACIDENTE HISTÓRICO
Em 1945 os norte-americanos testaram a força das primeiras bombas atômicas utilizadas numa guerra. Lançadas sobre Hiroshima e Nagasáki, no Japão, as bombas ianques provocaram a primeira verdadeira hecatombe do planeta. O império japonês rendeu-se, sem contestações. Antes, o urânio teria produzido a bomba V-2, em Berlim. Com ela Hitler pretendia devastar, em série, os maiores quarteirões de Paris. As bombas seriam disparadas por um canhão atômico denominado Karl, neutralizado pelos serviços de espionagem inglês e francês. Um dos alvos de Karl seria a Catedral de Notre Dame. O filme Paris está em chamas? Estrelado por Orson Welles, conta parte dessa história.
Saiba mais!
LIXO ATÔMICO
Em 1987 grupos de ecologistas liderados pelo GreenPeace, rastrearam um navio de bandeira russa que teria deixado o mar Adriático, na Europa, e se encontrava no rumo de Cabedelo, com uma carga de lixo atômico à bordo. Ambientalistas da Paraíba, alertados pelo Greenpeace, alugaram um barco em Cabedelo e foram ao encontro do navio, na altura da Barra do porto paraibano.
PATOLOGIA
A Sudema encabeçou o movimento de protesto, para que o navio não atracasse. Um doqueiro que esteve à bordo do cargueiro, ainda em alto mar, queixou-se de febre, calafrio e dor de cabeça, ao visitar os porões, cuja carga estava coberta com uma lona metálica. O navio não aportou. Deu meia volta a partir do Farol de Pedra Seca e sumiu em alto mar, depois de permanecer ancorado 24 horas na linha da Barra, vigiado de perto pelos ecologistas paraibanos, reunidos pela Sudema e APAN - Associação Paraibana de Amigos da Natureza.
***Texto: Hilton Gouvêa & Marcos Russo
***Obs: o texto foi adaptado para este diária virtual por...***Abelardo Jorge 9957- 6033:।"Nós acreditamos em Deus e seus profetas": We believe in God and his prophets , Creemos en Dios y sus profetas, Noi crediamo in Dio e la sua profeti, Nous croyons en Dieu et en ses prophètes,Wir glauben an Gott und seinen Propheten ,Πιστευουμε στο Θεο και του προφητες, ونحن نؤمن بالله وبلدة الأنبياءابيلاردو خورخي ....Leia mais nos links:
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Domingo, Agosto 23, 2009

POR QUE O CONGRESSO NACIONAL NÃO VOTA E APROVA MANDADO DE SENADOR VITALÍCIO PARA EX-PRESIDENTES DA REPÚBLICA???


Há uma pergunta recorrente no Brasil: Pó que Congresso Nacional propõe, vota e aprova uma Emenda Constitucional estabelecendo o cargo de Senador Vitalício, com vencimentos, verba de representação e todas as prerrogativas do cargo favoráveis aos ex-presidentes da República???
EXEMPLO DAS “DIRETAS-JÁ”
O questionamento ocorre porque com rapidez impressionante o Congresso aprovou a Emenda das Diretas-Já, que resultou na disputa das eleições indiretas entre Tancredo Neves (à época Frente Liberal) e Paulo Maluf (PDS), no Congresso, transformado em “Colégio Eleitoral”. EMENDA DA REELEIÇÃO
Também com impressionante rapidez, senão celeridade, o Congresso Nacional aprovou a Emenda que permitiu a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso. Lula não pediu e nem participou da votação da emenda, mas foi reeleito pela vontade da maioria absoluta da nação.
SENADOR VITALÍCIO
Depois do bi-partidarismo de 1964, ao que parece durante (mais ou menos) 21 anos, foram inúmeros os “senadores biônicos” ou que não disputaram eleições, nem receberam votos ou tiveram seus nomes submetidos ao “julgamento” e aprovação do eleitorado. Porém, por Decretos ou medidas similares, fizeram discursos, participaram de votações, gozaram de todas as prerrogativas e privilégios, imunidade e outros benefícios dos que disputaram eleições. Atuaram, com toda força dos mandatos, no Congresso Nacional. Se era necessário ou não, se estranhável, senão questionável, não vem ao acaso, nem é a oportunidade para questionamentos sobre Legislaturas há muito superadas ou esquecidas na ampulheta do tempo. A probabilidade de proposição desta PEC é real. Pode ser sonho transformado em realidade. Haja vista, os objetivos teriam como meta principal ampliar ou melhorar a democracia representativa efetiva ou em construção no Brasil.

O cargo de Senador Vitalício não objetiva “proteção” ou mera garantia de “imunidade” aos ex-presidente da República. Ao contrário, tal aprovação garantiria a presença no plenário do Congresso Nacional de homens com experiência no exercício do poder político, no comando da administração pública, experiência na elaboração das Leis de Diretrizes Orçamentárias e cumprimento dos Orçamentos ou respeitáveis senhores que laboraram, todos os dias, às vezes sem descanso dominical, no Palácio do Planalto ou defendendo interesses do Brasil perante outros países e nações, em intervalos onde os vice-presidentes assumiram responsabilidades internas.
OS BENEFICIÁRIOS
Contados, seriam poucos os beneficiados com os mandatos vitalícios no Senado: os ex-presidentes Itamar Franco (ex-senador do PMDB e que foi vice-presidente de Fernando Collor), Fernando Henrique Cardoso (que também está sem mandato eletivo).
O MÉRITO DO PRESIDENTE LULA
O presidente Luís Inácio Lula da Silva, que, por força do texto constitucional, está, em tese, se não houver modificação ou aprovação de uma PEC, impedido de disputar um terceiro mandato, seria um dos beneficiários. Alguns congressistas diriam que está a merece o cargo de presidente e, “a posteriori”, de Senador Vitalício, por comandar um governo que prioriza ações sociais meritórias nas áreas de educação, saúde, habitação, saneamento, moradias populares, progressos na Reforma Agrária, distribuição de renda, enfim, ações que estão a contribuir para diminuir índices de iniqüidades sociais ou estão a melhorar o Índice de Desenvolvimento Humano-HDI dos nacionais ou de todos os residentes neste país.
JOSÉ SARNEY E FERNANDO COLLOR
Os outros dois beneficiados seriam: José Sarney (PMDB-AP) –atual presidente do Senado e que sempre tem reeleição garantida no Amapá- e Fernando Collor de Melo (PTB-AL), eleito com majoritária e histórica aprovação, votação e legitimidade assegurada pela população de Alagoas.
COLLOR DEIXOU “SUPERÁVIT FISCAL” E SANCIONOU A LEI ORGÂNICA DO SUS
Certa vez, durante entrevista a revista Veja, o ex-ministro da Fazenda ou do Planejamento, Delfin Neto, afirmou: “Collor fez o dever de casa. Quando saiu da presidência, deixou “superávit fiscal”, ou seja, segundo uma fonte: “resultado nominal, que é a diferença entre as receitas totais e as despesas totais”. Teria mesmo Delfin Neto feito tal afirmações à excelente e semanária revista Veja???
O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE-SUS
É sempre importante não esquecer que antes do governo Fernando Collor, milhões de brasileiros desempregados ou sem Carteira de Trabalho assinada, eram indigentes nos hospitais da rede pública. Quando sancionou a Lei Federal 8.080, de 19 de setembro de 1990, quando o ministro da Saúde era Alcenir Guerra, de uma só "canetada" Collor estendeu a todos os brasileiros ou a todas as pessoas em visita ou residentes no Brasil o direito ou acesso à rede do Sistema Único de Saúde-SUS e à Previdência Social, sem prejuízo de outras abrangentes diretrizes contidas na supramencionada lei.
EXEMPLOS NA AMÉRICA DO SUL E NA EUROPA
O cargo de ex-presidente Senador Vitalício não é inovação, nem exclusividade do Brasil. Ao contrário, existem em vários países da América do Sul. Entre estes estariam Argentina, Equador, Peru, Uruguai. Há exemplo da Itália e em outros países, sistemas e formas de governos.,Fontes ou alguns cientistas políticos, sociólogos e observadores diriam que em alguns momentos vigora no Brasil um “paradoxo” que seria uma espécie de “parlamentarismo branco”, ou seja, alguns presidentes são transformados em “reféns” das vontades de alguns deputados e alguns senadores. Nesta hipótese, presidentes eleitos pelo voto secreto e universal, legitimados pela vontade da nação, estaria no comando do poder político e da “máquina administrativa”, órgãos, em resumo, no comando de um poder público, sem condições de exercê-lo na sua plenitude. Sempre a depender da aprovação da maioria, nem sempre fácil de reunir ou conseguir ou o que, em algumas oportunidades, teria sido o “pano de fundo” de alguns episódios lamentáveis, envolvendo suspeitas de tipicidades ilíticas ou eventuais práticas condenáveis a envolver agentes públicos, em tese ou prática, infelizmente...
GARANTIAS
Com a garantia do mandato de Senador Vitalício após deixar o cardo de Presidente da República, o cidadão que estiver de “plantão no Palácio do Planalto” pode ou poderá governar sem receio de que ao deixar o cargo, quando não tiver mais foro privilegiado, imunidade e proteção do mandato, ser alvo de calúnias, difamações, injúrias achaques, processos criminais meramente eleitoreiros ou que objetivariam promoção pessoal ou dividendos eleitorais, fama, conquistada na esteira de e/ou dos ataques contra pessoas que estiveram no Presidência ou que, em períodos transitórios, foram responsáveis pelos destinos deste país, sua nação e assumiram ou subscreveram acordos comercial, tratados, convenções ou leis internacionais ou de vigência transnacional.
AUMENTO DE DESPESAS???
Não há como alegar que a aprovação da PEC dos ex-presidentes conduzidos automaticamente, independente de eleição, ao cargo de Senadores Vitalícios, iria “onerar” ou criar despesas absurdas ao erário público ou aos cofres públicos. É claro que poderia constar na PEC, por exemplo, proibição de acumulação de vencimentos ou manutenção do teto salarial que serve de parâmetro ao Executivo, Legislativo e Judiciário.
OBRAS FARAÔNICAS ABANDONADAS
Verbas maiores foram empregadas, no recente pretérito, em obras faraônicas. Exemplos: a Transamazônica, hoje literalmente intransitável; a construção das Usinas Angra I, II e III (essas espécies de “pirilampos”); centenas ou milhares de obras licitadas, contratadas, inacabadas, abandonadas, conforme contam em diversas auditorias, relatórios e denúncias do Tribunal de Contas da União-TCU, Ministério Público da União-MPU (engloba o MPF/Procuradoria da República e outros), Supremo Tribunal Federal-STF, Superior Tribunal de Justiça-STJ. Acredita-se que parte da nação ainda não esqueceu agora “fantasmagórico” escândalo versando sobre real ou suposto superfaturamento nas obras de construção do Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo.
QUESTIONA-SE...
O que é mais barato, mais viável aos eleitores e contribuintes: pagar tributos ( a carga tributária no Brasil é uma das maiores do planisfério) ou realocar ou "redirecionar" verbas do Orçamento da União ou aumentar o valor dos repasses dos duodécimos do Congresso) e este ter em seu elenco pronunciamentos, pareceres, votos e a experiência ímpar de ex-presidentes da República ou a aventura de relegar ao esquecimento homens que prestaram os mais relevantes serviços ao país, à pátria, à nação???? O Congresso Nacional possui condições de assegurar imunidade ou foro privilegiado ou as prerrogativas do cargo, por um período variável entre oito a dez anos (não é assim nos casos de perda dos direitos políticos, o cidadão não fica inelegível por esse período??? Então uma lei de compensação simetria também seria válida para manter “dois pesos e duas medidas”, conforme o ensinamento bíblico da Lei de Talião), aos ex-presidentes do Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça, Tribunal Superior Eleitoral, presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados e aos que exerceram cargos de Procurador-Geral da República. Esta tese, sobre aprovação da PEC dos Senadores Vitalícios, seria sonho, um delírio de um visionário ou é probabilidade que Deputados e senadores podem ou não apresentar para tramitação nas Comissões Permanentes e votação plenária???
TUDO MENOS “CEGUEIRA DEMOCRÁTICA”
Há talvez um pouco de “miopia política” a bloquear iniciativas desse porte ou missão para quem tem coragem e dignidade de defender essa PEC no Congresso. os benefícios seriam extensivos à nação, é ou não é???, questionaria-se.
EX-PRESIDENTES VENCEM ELEIÇÕES
Há casos de ex-presidentes sequer precisam de mandato de Senador Vitalício porque venceram e vencem qualquer eleição. Mas não seria demais assegurar o direito ao Mandato Vitalício e suas prerrogativas, para garantir liberdade de ação aos governos no cumprimento das suas promessas, metas, programas, orçamento e o exercício do poder político sem “as mordaças” ou os “grilhões” impostos por setores governistas ou oposicionistas, direta ou indiretamente ou na forma invertida, simétrica, combinada ao sabor das circunstâncias e oportunidades.
***Fonte: Brasilina Oliveira “I Mmoriam”
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Terça-feira, Agosto 18, 2009

Presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, faz duras críticas ao Ministério Público

Segundo reportagem de Fausto Macedo, em "O Estado de S.Paulo" desta terça-feira (18/08), o presidente do Conselho Nacional de Justiça-CNJ, ministro Gilmar Mendes, "cobrou uma retratação do Ministério Público perante o País pelo que considera excessos e erros praticados por promotores de Justiça e procuradores da República".
”PESADAS CRÍTICAS OU EXPRESSÃO DA VERDADE”???
Mendes voltou a criticar o Ministério Público Federal e o Ministério Público dos Estados, desta vez algumas oitavas acima, no que o repórter classificou de "o mais pesado ataque do presidente do STF jamais deferido à categoria que recebeu da Constituição o papel de guardião da democracia e fiscal da lei".

MPU TERIA USADO FORÇA DE TRABALHO PARA FINS PARTIDÁRIOS

"Que peçam desculpas, que digam que usaram e até indenizem o Estado por terem usado indevidamente força de trabalho paga pelo poder público, paga pela sociedade, para fins partidários", declarou o ministro, em São Paulo, ao ser indagado sobre a legitimidade de ação de improbidade proposta contra a governadora Yeda Crusius, do Rio Grande do Sul.
ATUAÇÃO DO MPF DURANTE O GOVERNO FERNANDO HENRIQUE
Mendes disse, ainda segundo o jornal: "Eu vivenciei muito isso no governo Fernando Henrique, quando uma parte do Ministério Público era braço judicial dos partidos de oposição. Funcionava como tal e propunha todo tipo de ação. Tenho a impressão que no plano federal isso mudou, mas é preciso que o Brasil faça uma reflexão".
CRÍTICAS CONTRA MPE E JUDICIÁRIO NOS ESTADOS DO BRASIL
A crítica de Mendes também alcança alguns MPEs. "Em alguns lugares, para ficar ruim o Ministério Público precisa melhorar muito". Segundo ele, "em alguns Estados o Judiciário não vai bem, mas também o Ministério Público está em um estágio abaixo do Judiciário, não funciona, não recebe os processos".

MAU FUNCIONAMENTO DO JUDICIÁRIO E DO MINISTÉRIO PÚBLICO
O ministro diz que o mau funcionamento do Judiciário decorre do mau funcionamento do MP. Segundo o presidente do CNJ, "processos criminais prescrevem porque ficaram abandonados no âmbito do Ministério Público".

SUSPEITAS DE “LENTIDÃO” OU “OMISSÃO” OU “PREVARICAÇÃO” OU “CONCUSSÃO”
"Se prescrevem processos na mão de promotores é porque juízes não estão trabalhando", contestou o promotor José Carlos Cosenzo, presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público.
Ainda segundo o jornal, Cosenzo "crê em retaliação do ministro 'por causa de ação movida contra ele e um irmão dele em Mato Grosso'".

ENTIDADES DO MP REPUDIA CRÍTICAS DE GILMAR MENDES
Cinco associações nacionais que representam carreiras do Ministério Público divulgaram "Nota de Repúdio" às declarações atribuídas ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, para quem há inércia e favorecimento político na atuação do MP. No documento, lamentam as palavras "injustas" e "inoportunas" e veem "ressentimento pessoal" nas críticas do ministro.

RELATÓRIO DA HUMAN RIGHTS WATCH DENUNCIA VIOLÊNCIA DAS FORÇAS POLICIAIS E VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS NO BRASIL

No dia 31/01/2008, um amplo e detalhado relatório da Human Rights Watch denunciou variadas, contínuas ou sucessivas violação dos Direitos Humanos no Brasil. A denúncia foi centrada em estatísticas comprobatórias ou casos constatados de violência ou violações da legislação praticadas por integrantes da forças policiais.

Um exemplo da eventual ineficiência ou deficiência das forças policiais no Brasil pode ser exemplificado não identificação ou localização dos autores de um assalto que teria sido praticado contra os ministros Hellen Gracie e Gilmar Mendes, na Linha Vermelha, no Rio de Janeiro. Até o momento o redator ou bloqueiro desconhece os resultados.
Os exemplos de corrupção policial podem ser localizados nos resultados das operações desenvolvidas pela Polícia Federal, cognominadas: “Anaconda”, “Dominó” e outras onde integrantes das forças policiais, inclusive da PF, Judiciário, Ministério Público de um Estado, Tribunal de Contas, deputados e outros foram surpreendidos praticando tipicidades ilícitas capituladas na legislação penal.

Outros exemplos constam dos anais dos jornais locais, regionais e nacionais de circulação no Brasil, desde o período da Monarquia de D. Pedro I até os dias atuais. Existem também inúmeros exemplos de crimes praticados por agentes públicos nos processos em tramitação em Varas Judiciárias e Tribunais, nos anais do Congresso Nacional e em escândalos envolvendo também autoridades do poder Executivo. Em suma ou resumo, há crimes diversos, quase diariamente, de reação circular e alto contágio espiral sucessivos envolvendo o poder público no Brasil, diria-se

***Fontes:
http://blogdofred.folha.blog.uol.com.br, Humam Rights Watch, Cruz Vermelha, STF, Varas Judiciárias e outros que constam nos arquivos da imprensa falada, escrita e televisada no Brasil e em outros países.

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Quinta-feira, Agosto 13, 2009

CNBB cria grupo de combate ao trabalho escravo na Amazônia

***Fundador da CPT, “doutor honoris causa” da UFAC, o arcebispo de Porto Velho-RO, Dom Moacir Grechi, há décadas denuncia e cobra providências dos agentes públicos e o poder público contra violações da Declaração Universal dos Direitos Humanos e dos Direitos Individuais e Coletivos dos seguidores dos Cristianismo e outras religiões...

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) formou terça-feira (11/08), um Grupo de Trabalho (GT) para estudar e desenvolver ações contra o trabalho escravo no Brasil. Ele [GT] será ligado a Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB. Foi escolhida como coordenadora do Grupo, Patrícia Audi, coordenadora nacional do Projeto Combate ao Trabalho Escravo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e será secretariada pelo assessor da Pastoral Afrobrasileira da CNBB, padre Ari Antônio dos Reis.
DOM DIMAS LARA BARBOSA
Atendendo ao pedido do secretário geral da CNBB , dom Dimas Lara Barbosa, aproximadamente 14 entidades compareceram a sede da Conferência, em Brasília para refletir o tema: trabalho escravo. Segundo dom Dimas já há um trabalho sendo realizado pelo setor Pastorais da Mobilidade Humana da CNBB sobre o tema, e com ele [o trabalho] dar partida para ações em âmbito nacional a respeito de trabalho escravo na região da amazônica. “O importante é que possamos definir como ajudar, enquanto Igreja, a combater o trabalho escravo na Amazônia. Podemos fortalecer as comunidades para que essas pessoas expostas à escravidão se conscientizem do perigo em se tornarem escravos, pois este crime [escravidão] anda ligado com outros dois, prostituição e exploração sexual”.
COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO
A coordenadora nacional do Projeto Combate ao Trabalho Escravo da OIT, Patrícia Audi explica que é importante a CNBB entrar no debate a este tema. Segundo Patrícia, o trabalho escravo foi esquecido pelo Governo Federal, já que a imagem de país escravagista não é bem vista pela comunidade internacional. Esta é, na sua opinião, a causa do Brasil ter se omitido no combate ao trabalho escravo. “Devemos focar as nossas ações e os nossos trabalhos na prevenção do trabalho escravo, e utilizar a influência da Igreja Católica como um método para alertar esses indivíduos do risco em se tornar escravo”, destacou a coordenadora.
NOVAS VIOLAÇÕES DOS DIREITOS HUMANOS NO XINGU-PA
Para o bispo do Xingu (PA), dom Erwin Kräutler o trabalho escravo no Pará é uma “praga”. “É quase impossível que a polícia federal consiga extirpar esse mau que assola o Pará, pois além da conivência de alguns setores sociais, como os governantes, políticos e policiais com os fazendeiros, a condição geográfica da Amazônia dificulta uma ação constante de fiscalização destas fazendas”, explicou.
PEC 438
A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) número 438 foi apresentada em 1999. Ela propõe nova redação ao Art. 243 da Constituição Federal, que trata do confisco de propriedades em que forem encontradas lavouras de plantas psicotrópicas ilegais, como a maconha. A nova proposta estende a expropriação – sem direito à indenização - também para casos de exploração de mão-de-obra análoga à escravidão. A PEC 438/2001 define ainda que as propriedades confiscadas serão destinadas ao assentamento de famílias como parte do programa de reforma agrária.
A “PEC do Trabalho Escravo” é considerada pelos órgãos governamentais e entidades da sociedade civil que atuam nas áreas trabalhista e de direitos humanos como um dos projetos mais importantes de combate à escravidão, não apenas pelo forte instrumento de repressão que pode criar, mas também pelo seu simbolismo, pois revigora a importância da função social da terra, já prevista na Constituição.
Trâmite:
No Senado Federal, a PEC tramitou durante dois anos e foi aprovada em 2001. Na Câmara, permanece parada desde 2004. No mês de agosto daquele ano, a matéria foi aprovada em primeiro turno no Plenário da Casa - com 326 votos favoráveis ( 18 a mais que o necessário: emendas constitucionais exigem a anuência de 3/5 do total de 513 deputados federais), dez contrários e oito abstenções. Desde então, permanece à espera da votação em segundo turno.
Em setembro de 2007, parlamentares, representantes de instituições engajadas no combate ao trabalho escravo e o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi discutiram a retomada da mobilização pela aprovação da PEC 438/2001. Em janeiro deste ano, entidades da sociedade civil e parlamentares criaram o Movimento Nacional pela Aprovação da PEC do Trabalho Escravo.
***Fonte: CNBB
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Sexta-feira, Agosto 07, 2009

UMA IGREJA “TOMA” DINHEIRO DOS POBRES. PASTORES VIVEM COMO MARAJÁS E PEDINTES SÃO SUBMETIDOS A CONSTRANGIMENTO ILEGAL

A OUTRA FACE DA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM RONDÔNIA E OUTROS ESTADOS

Volto hoje a escrever sobre uma parte “negra” da minha infância, em Manaus-AM.
Entre os anos de 1969 e 1974, fui obrigado a freqüentar a igreja Assembléia de Deus, esse ramo do Cristianismo ao qual meu avô, Luís Martins de Oliveira, filho de Josefa Martins de Oliveira, natural de Lavra da Mangabeira-CE.
Nesses anos, entre três e sete anos, eu era obrigado a assistir cultos diversos, inclusive os “de oração”, que duravam noites inteiras.
Por vezes, os cultos ou reuniões aconteciam à tarde. Nos fundos da igreja, no bairro São Lázaro, morava uma idosa “irmã”, de prenome Esperança. Ela costuma contar um hino com um trecho: (...) doce bom, doce à fé. A esperança do porvir(...).
Eu era considerado “o mais rebelde”, considerado indisciplinado e violento.
Não sem motivos. Quando fui matriculado na 1ª série, no colégio São José, também no bairro São Lázaro, acabei sendo expulso. Eu estudava numa sala. Meu irmão, Jorge Abelardo, em outra. Um dia, na hora do recreio, ele chegou a minha presença com o rosto banhado em lágrimas. Chorava muito. Perguntei o que tinha acontecido. Eu costumava andar armado com um prego. Ele tinha medo de dizer. Mas, ante a ameaça de eu ir até a sala e jogar uma “granada” que tinha achado perto do quartel da Aeronáutica, ele descobriu o rosto e mostrou um “V”, feito por outro estudante, um perneta, com uma gilete.
Fiquei “cego” de ódio. Fui até lá e comecei a destruição da sala, de quem aparecia pela frente. Uma freira tentou me segurar. Entrou na porrada também. Eu estava louco, uma fera sedenta de sangue.
Já havia avisado, várias vezes, que quem batesse no meu irmão ia para o inferno. Naquele dia, eu que tinha pouca instrução, mas já sabia ler, escrever e a tabuada de cor, estava literalmente foram de mim mesmo. Estava disposto a matar e morrer.
A polícia foi chamada. O delegado do bairro, de prenome “Sabazão”, um negro de alta estatura, mas muito correto, honesto, que morava a menos de cem metros da casa do meu avô, prendeu-me. Levou para uma cela na cadeia.
Meu irmão, sangrando, retornou à casa do meu avô, no bairro vizinho, o Lagoa Verde.
Ao saber da prisão, meu avô, desarmado, foi até a delegacia e disse “o diabo” ao delegado. Falou os palavrões possíveis. Lembrou-lhe que além de cearense, era filho e neto de cangaceiros e não lhe custava nada arrancar o couro do delegado, por parte ou tocar fogo nele vivo.
Nesse intervalo chegaram à delegacia três dos meus tios. Deixo de mencionar os nomes porque estão vivos, em Manaus e Rio Branco.
O delegado jogou as chaves e correu pelos fundos até sua casa. Passou mais de 72 horas trancado. Sua esposa, e sua filha (Josefa) imploraram a minha avó, Francisca Rego de Oliveira, “Chiquinha”, para acalmar a “fúria sanguinária” do meu avô.
Passada a raiva. Tudo voltou ao normal.
Mas eu e meu irmão fomos expulsos do colégio.
Passei a estudar em casa. Meu avô voltou “as boas” com o delegado. A filha do mesmo voltou a freqüentar nossa casa.
A COLETA DAS OFERTAS PARA ASSEMBLÉIA DE DEUS
Como “penitência”, por ser um garoto “mal”, era obrigado a assistir os cultos. “Alguns irmão tentavam“expulsar os demônios” que diziam ter se apoderado do meu corpo. Era o extremo do ridículo, do fanatismo, da ignorância, do analfabetismo maldito.
Durante os cultos, eu e meu irmão éramos obrigados a pegar duas sacolas, parecidas com coadores de café, de cor vermelha, e íamos por entre os bancos. Os irmãos colocam dentro desses sacos suas ofertas, enquanto outros cantavam hinos incentivadores. Isso durou até 1974, quando meu suposto pai me levou para Rio Branco-AC.
A ASSEMBLÉIA DE DEUS EM PORTO VELHO-RO
Os anos passaram. Na final da década de 70 ou início dos anos 80, minha tia Marta trabalhava de empregada doméstica do pastor José Reis. Foi ele quem construiu o tempo central da Assembléia de Deus, na Avenida José de Alencar. Naquela época, a casa do pastor, no bairro Caiari, ficava no lado oposto onde funcionava a oficina do jornal O Guaporé, de propriedade do Sr. Emanuel Pontes Pinto.
O antigo jornal O Guaporé, usava máquinas linotipo. Era impresso. De circulação diária.
Não tem nenhuma ligação com o site: http://www.oguapore.com/, de propriedade do estelionatário (reincidente e recalcitrante neste e em outros crimes), contra o qual move Representação Criminal no Ministério Público Federal-MPLF/Procuradoria da República-PR em Rondônia, e que resultou no Inquérito Policial Nº 403/2004. Esse Inquérito foi conduzido pelo delegado Carlos Eduardo Sobral, atualmente em Brasília-DF. Até a presente data não tenho conhecimento do julgamento da Ação Penal, seja no colendo Tribunal Regional Eleitoral, seja na Justiça Federal.
O estelionatário João Miguel do Monte Andrade, proprietário do site oguapore.com, tem longa ficha criminal. Uma edição do jornal O Estadão do Norte (cópia anexada ao Inquérito) publicou mais de trinta e cinco processos criminais desse bandido, que continua a agir livremente em Porto Velho, com auxílio do presidiário e envolvido no assalto de um posto bancário da Ceron, de nome Ricardo, que vive maritalmente com uma mulher que tem sobrenome “Anita” e trabalha no Shopping Cidadão, em Porto Velho.

Mas, voltando ao tema da Assembléia de Deus. Minha tia, Lina de Oliveira Feijó, que morava na Rua União, no bairro Socialista, morta durante uma das minhas ausências, quando estava acompanhada de um dos meus primos (Eliezer, um imprestável, ladrão, viciado em tóxicos, ganancioso, um bandido) e sua segunda amásia, que minha tia detestava.

Freqüentadora do setor 22 da Assembléia de Deus, na Rua Princesa Isabel, bairro Socialista, minha idosa tia tinha uma rotina: todas as manhãs ia abrir a igreja e fazer orações. Voltava aos afazeres domésticos. À noite ia aos cultos. Passava a madrugada inteira ouvindo a rádio Boas Novas.
Por causa dessa “mania” da minha saudosa tia, comecei a ouvir um programa apresentado pelo pastor-presidente da Assembléia de Deus, Joel Holder, a partir das 23hs30 min ou a partir da meia noite, diariamente. Depois a programação seguia com um jornal noturno, em rede nacional.
Minha tia se foi. A última vez que a vi foi numa segunda-feira, quando fui trocar de roupas (eu passava de quinze dias nas ruas porque meus primos, Eliezer e sua amásia, Maria e outros, não me deixavam dormir).
Quando voltei, numa quarta-feira, fui informado que minha tia tinha tido um infarto. Havia sido levada ao hospital João Paulo II e de lá transferida para Rio Branco-AC.
Fiquei literalmente arrasado. Quando chegava, tarde da noite, ela me preparava um jantar (ovos e baião). Rezava um salmo. Esperava eu tomar banho e deitar no chão para dormir. Mas, pouco tempo depois de eu deitar, Eliezer e sua amásia (primeiro uma de nome Rosa, depois outra de nome desconhecido) faziam o possível para eu não dormir.
No dia seguinte, era seqüenciada a campanha difamatória de que eu (morto de sono e de cansaço) era drogado, viciado, dependente químico.
Quero acreditar que esse “fuzilamento moral” tinha algum objetivo secreto. Mas um dia ainda vou descobrir. E nesse dia a espada da lei fará a Justiça merecida, devida. Há crimes que somente pessoas comparecendo perante Deus podem pagar, ajustar contas, pedir perdão dos pecados. Esses meus parentes, filhos da minha falecida tia, sem exceções, todos estão convidados a participar desse julgamento divino, perante Deus, Senhor dos Céus, da Terra, dos Mares. Escrevo isto sem dó, sem piedade, sem remorsos, mas apenas para que tudo o que porventura tenham feito contra uma idosa cerva de Deus, com objetivo de ficar com um pedaço de terra improdutivo e imprestável, sequer documentado, cheio de dívidas de IPTU, sem escritura pública, seja devidamente reparado, punido, consertado, lavado com o puríssimo e plural sangue de Cristo, desse célebre judeu, Jesus de Nazaré. Devem comparecer perante Deus todos os residentes em Rondônia, os residentes em Rio Branco-AC e o filho mais velho, Sr. Aarão, que estaria a residir em Fortaleza-CE, e nada fez para defender a pobre e religiosa mãe. Ao contrário, foi o primeiro a exigir o “desmembramento” de um pedaço de uma área comprada ilegalmente, com recibos frios, sem validade jurídica. Vendeu. Mudou-se para Rio Branco e depois da para o Ceará.
Tendo uma panificadora alugada, no cruzamento das ruas José Amador dos Reis com Princesa Isabel, no bairro Tancredo Neves, o Sr. Aarão jamais contribuiu com um único pão para matar a fome da sua idosa e religiosa mãe. A Justiça precisa ser feita, custe o que custar, não importa o preço. As flores do mal são um mal em si. São ervas daninhas. Essa área deve ser desapropriada pela prefeitura. Deve ser doada a uma instituição de caridade. A algum órgão ou entidade filantrópica, sem fins lucrativos, que tenha objetivos sérios e não a ganância, essa desgraça humana que toma conta desse ramo dessa desgraçada e maldita família...

BANDIDOS CERCAM UMA ESPÉCIE DE MONGE HARE KRYSHNA NA ASSEMBLÉIA DE DEUS

No início desta semana, fui visitar a sede da Assembléia de Deus, a mesma construída pelo pastor José Reis, na Rua José de Alencar.
Quando entrei e caminhava em direção a um antigo banheiro e lavatório, fui cercado por cinco elementos que se dizia “soldados” da Assembléia de Deus.
Eles exigiram informações sobre meu nome completo, exigiram documentos de identificação e, pior de tudo, exigiram uma “carteira de sócio da Assembléia de Deus”. Até aquela data eu não sabia que isso existia. Sentado numa cadeira, um cidadão idoso completou: “Isso aqui é igual a um Quartel. Só entra quem tem identificação e carteira de sócio”.
Um outro, mais alterado, disse: “Você está perturbando. Eu vou chamar a polícia”.
Eu respondi:-Você pode chamar a PM, a Civil, a Federal, O Exército, a Marinha, a Aeronáutica. Eu não tenho o que esconder. Durmo de pontas abertas, sem chaves, estou à disposição 23 horas.
Ao contrário desses patifes travestidos de religiosos, desde criança freqüentei quartéis, fui preso dezenas de fezes, aprendi a usar armamento, tive acesso a depósitos de explosivos. Se me comporto pacificamente, é por promessa a um bispo, a um padrinho.
Mas eu não tenho medo de uma “caterva”, quadrilha de malfeitores, que tira dinheiro de pessoas pobres, transitam em carros último modelo, vivem com mesa farta, usam roupas de luxo, tudo às custas do sacrifício de pessoas humildes, de pessoas dominadas pela crença na salvação divina, numa vida melhor, depois da morte.

Um exemplo: minha tina Lina, retromencionada, ganhava um salário-mínimo mensal. Algumas vezes deixou de comprar comida, pediu para eu conseguir medicamentos e dava as parcas moedas, o pouco dinheiro depositava na caixa de coleta da Assembléia de Deus, no setor 22 e quando visitava o tempo na José de Alencar.
Isto, meus irmão, merece JUSTIÇA! A JUSTIÇA DIVINA IMEDIATA!.

UM PASTOR ABRE UM COFRE, MOSTRA UMA MONTANHA DE DINHEIRO E ESNOBA UM PEDINTE

No início do corrente ano, integrantes da Assembléia de Deus mandaram consertar veículos na Compel Autoelétrica, de propriedade de Edson Ferreira Lima. Este cidadão, de grandessíssima honestidade, exemplo extremo de probidade e de importações de outro em pó, de caixa-2, de contas maquiadas, de sonegação, de manter funcionários em cárcere privado e outros que falarei em breve. Edson Ferreira Lima é irmão de Edízio Ferreira Lima (que está em Rio Branco-AC) e é pai de dois filhos da radialista Socorro Velasques, que trabalha na rádio Boas Novas e faz programa matinal, de segunda a sexta-feira. Tem residência nas proximidades da Delegacia Regional do Trabalho-DRTE/RO, próximo à 2ª Delegacia da Polícia Civil e da Secretaria de Segurança Defesa e Cidadania.

O Sr. Edson da Compel pediu para eu acompanhá-lo na cobrança de duas faturas devidas pela Assembléia de Deus.
Lá chegando, ficou dentro de um gol cinza.
“Vai até lá e recebe”, disse.
Fui. Mandaram eu subir ao segundo andar, numa sala onde estava um pastor chamado Davi. Nesta sala, o pastor abriu um cofre, tamanho gigante, cheio de notas de 100, 50, 20, 10, 5, 2, etc. Pilhas de dinheiro.
Mentalmente, questionei: “porque não depositam num banco??? Será para “driblar” a Receita Federal??? O Imposto de Renda??? Será Caixa-2??? Será “lavagem” de ilícitos???
O pastor abriu gavetas da mesa. Vi mais dinheiro. Pilhas de dinheiro.
Paga a nota, o pastor me acompanhou pelo corredor.
Um rapaz vestindo andrajos pediu dois (2,00) para comer. O pastor negou. Disse-me: “Ele está drogado. Quer dinheiro para comprar drogas”. Olhei o pobre rapaz e vi a fome instalada no seu olhar. Quanta pena meu Deus.
Eu tinha dinheiro. Mas era da fatura da Compel. Não podia fazer nada. Guardei essa dor.
Eu poderia dizer que na Assembléia de Deus, inclusive com conhecimento do pastor-presidente, existem bandidos. Diria-se. Por que qual é a outra explicação para tamanho estoque de dinheiro dentro de um tempo religioso???
Na rádio Boas Novas, além do alto salário de diretor, o pastor Jônathas Trajano, ex-vereador, estaria a receber dinheiro como “assessor da Assembléia Legislativa”, como “assessor da Câmara Municipal” e de outros órgãos.
Perguntaria: meus irmãos, isso é religião??? É a pregação dos ensinamentos de Cristo??? Ou será que é exploração da fé, exploração da crença de humildes e pouco letradas famílias, hipossuficientes, para acumular dinheiro usado no financiamento da luxúria, luxo, carros do ano, boas roupas, termos da moda, casas mobiliadas, dispensas cheias, mulheres com cartões de crédito, enquanto fiéis passam fome nas periferias, nos setores, comparecem aos cultos de barriga vazia e dão as últimas moedas para financiar uma espécie de casta que usa a palavra de Deus para tirar o pão e o leite da boca de crianças, de velhos, idosos, doentes, esses fantoches de Deus???
Eu insisto em requerer ação do “Punho de Deus” contra esses pecadores. Todos, sem exceção, devem pagar, devem devolver o que roubaram ou obrigaram pobres fiéis a doar após “lavagem cerebral” em cultos.
Das profundezas onde me encontro, do lamaçal em que fui mergulhado com ajuda de parentes e de pessoas que freqüentam essas igrejas, eu clamo a ti, o Deus dos Exércitos e seus anjos: A Justiça não deve falhar.
No Gênesis temos o exemplo de Sodoma e Gomorra, da mulher de Ló, do desterro de Caim. Dos Salmos de Davi contra os seus inimigos e opressores.
A todos a sentença descrita no capítulo 5º do bíblico livro do profeta Daniel.
Assim falou o profeta Oséias (8:7): “Os que semeiam ventos, colhem tempestade”.
Assim diz o Eclesiastes (3:15): “o que foi feito se fará novamente...Aquilo que é, já foi, e o que será, já foi anteriormente”.
Quando a essa família da minha falecida tia, a todos, a mensagem sempre atual do profeta Miquéias: “Os inimigos do homem são pessoas da sua própria casa”. É o mesmo em Matheus 10:21, 35, 36...

Sempre defendi a Constituição Federal, sempre procurei cumprir a legislação infraconstitucional.
Sou católico, mas respeito e não tenho nada contra as demais igrejas do Cristianismo, ecumênicas ou não, nem contra os ensinamentos das outras religiões e filosofias.
O que eu não posso aceitar é a exploração. É o acúmulo de dinheiro às custas dos mais pobres. É o lucro em cima da fé.
A Igreja Universal faz um excelente trabalho. Nunca vi nenhum pastor desta igreja fazendo exibicionismo de dinheiro. Assisti cultos e palestras nas igrejas Batistas, Luteranas, Metodistas, todas de alto nível.
Hoje, por exemplo, visitei a Igreja Deus é Amor. Costumo ouvir o pastor Davi Miranda, nos programas radiofônicos, nas madrugadas. Ele costuma dizer que a Deus é Amor tem mais de 48 anos. Está instalada próxima da Praça da Sé, em São Paulo, e costuma brincar dizendo que para tirar fotografias é preciso “autorização” porque ele mandou fazer a patente.
O que relatei sobre a Assembléia de Deus é verifico. Sei que existem pessoas bem intencionadas. Artistas. Excelentes cantoras. Moças verdadeiras jóias, puras, interessadas em louvar a Deus, em construir um mundo melhor.
Mas qual é o rebanho que não tem suas ovelhas negras???
Jesus tinha 12 apóstolos e não conseguiu unanimidade: Judas era ladrão e traidor...
Na Igreja Católica, a minha igreja, também tem pessoas que eu mesmo fui encarregado, pelo bispo da antiga Diocese, de fazer punição exemplar. Uma vez um levou uma surra inédita e teve a casa destruída. Reconheço, até porque só houve danos, e isso há muito está prescrito, que exagerei, mas depois dessa lição houve o fim das farras, da bagunça, da falta de respeito.

Outro, o atual vigário da Catedral, Pe. Emílio, por exemplo, foi denunciado em anos pretéritos. Motivo: quando era vigário da paróquia São Cristóvão, na época de D. João, recebeu dinheiro dos padres residentes em Monetize, na Alemanha.
O dinheiro é para montar uma carpintaria ou marcenaria. Pergunta-se: ele prestou contas desse dinheiro???
Transformou parte da Catedral em residência, sem autorização do bispo e sem autorização do coadjutor.
Isso também é inadmissível.
Esse espaço era usado para o encontro de casais com Cristo e outras atividades.
O que não serve ou serve mal, deve ser substituído.
Na época em que o Pe. Zenildo Gomes da Silva foi vigário da Catedral, a igreja vivia superlotada.
Zenildo tem seus defeitos. Eu não apoio, nem compactuo, mas, por dever e promessa ao bispo, devo protegê-lo. As qualidades desse professor universitário são maiores que os defeitos.
Qual de nós não tem um defeito???
Quem nunca pecou, quem não tem nenhum pecado, atire a primeira pedra...
A Catedral é a igreja do Bispo. Há espaço para alternar Luiz Ceppi e Zenildo Gomes, cada um em seu estilo.
Da minha parte, vou escrever uma carta ao Vaticano, em breve, vou pedir mudanças no Código ou Direito Canônico.
O arcebispo não será obrigado a renunciar. Ficará no cargo. Se cansado, terá um coadjutor.
Jamais vai para um quartinho isolado no colégio Dom Bosco, como foi D. João, quando eu era estudante.
O Atual arcebispo terá aposentadoria alta, motorista, médicos, empregados, tudo o que tem um cardeal.
Assim eu penso. Por isso, na última audiência com D. João mencionei o nome desse santo homem.
A minha família vai cumpri o que eu disser e garantir a segurança, a incolumidade física do meu bispo.
Em troca, a liberdade, segurança, cargos, o que há de melhor nesta vida, embora eu tenha que viver como um monge e tenha que fazer tamanho esforço mental para mudanças, remanejamentos e tudo que às vezes me mata de cansaço, estava, desilusão, mas não diminui a fé em Deus.
A causa e obra de Deus requisita ações imediatas. Força. Fé inabalável. Confiança em Deus e reencontro dos pecadores com o Pai Eterno.
Vou pedir a Deus para dar-lhes tudo. Para que sejam grandes, gigantescos, obreiros dessa causa divina coordenada pela mão invisível de Deus, nosso pai, nosso orientador, servo dos servos, o mais humilde entre os homens, poeira ao vento perdida no tempo: Jesus de Nazaré...Amém, meus irmãos...
***Obs: o texto foi adaptado para este diária virtual por...***Abelardo Jorge 9957- 6033:।"Nós acreditamos em Deus e seus profetas": We believe in God and his prophets , Creemos en Dios y sus profetas, Noi crediamo in Dio e la sua profeti, Nous croyons en Dieu et en ses prophètes,Wir glauben an Gott und seinen Propheten ,Πιστευουμε στο Θεο και του προφητες, ونحن نؤمن بالله وبلدة الأنبياءابيلاردو خورخي ....Leia mais nos links:http://www.amazoniaviva.zip.net/, http://www.brasiline.zip.net/, http://www.globorondonia.blogspot.com/, http://www.agloborondonia.blogspot.com/

Quinta-feira, Agosto 06, 2009

AS CONSEQUÊNCIAS DA LEGALIZAÇÃO DO SERVIÇO DE MOTOTÁXI NO BRASIL

***Na foto: o governador Ivo Cassol, Elexandre Brito, e Expedito Júnior (à direita)

***O deficitário e sobrecarregado Sistema Único de Saúde-SUS, criado por constituintes, em 1988, e colocado em prática, por "Lex" infraconstitucional, de iniciativa do presidente Fernando Collor de Melo, pode pagar a conta desse projeto populista, diria-se, se for sancionado pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva...

Ao que consta, e eu não ando acompanhando votações no Senado, Câmara ou sessões conjuntas do Congresso, um projeto de autoria do senador Expedito Jr (sem partido) foi aprovado pela CCJ ou em votação plenária.
Em Rondônia houve comemorações, passeatas. Chegaram a interditar o trânsito de automóveis em avenidas centrais, tamanha euforia das dezenas de milhares ou centenas de beneficiários.
A iniciativa de Expedito teve um aspecto meritório: teria sido tentativa de tirar da economia subterrânea (a que não paga nenhum imposto aos municípios, estados e à União. Outro benefício seria geração automática de empregos. O resultado final seria um “exército de eleitores” em eventuais, senão programadas, campanhas eleitorais.
No entanto, o exercício da cidadania e os direitos sociais.
O Art. 1º da Constituição Federal-CF, de 88, enumera (...)II-a cidadania; III-a dignidade da pessoa humana.
Na mesma Carta Magna, o Art. 5º, no “Caput”, assegura aos nacionais e internacionais residentes neste país (...) o direito à vida (...) à segurança (...).
Segundo estatísticas da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego, divulgadas em 2007 (aqui exemplificada apenas como parâmetro), em oito anos pretéritos o Brasil registrou 2,5 MILHÕES DE ACIDENTES, COM 254 MIL MORTES.
É claro que nessa estatística não foram computados os milhões de pacientes que sofreram fraturas, ficaram paraplégicos, incapacitados para atividades trabalhistas e sociais. A mesma “amostra” não mencionou o número de leitos ou ortopedias e traumatologias, clínicas de fisioterapia e outras práticas médicas e hospitalares, na maioria das vezes pagas com verbas do SUS.
É válido lembrar que até os adeptos dos jogos de prognósticos (loterias da CEF) contribuem para o SUS e Previdência Social.

Essas mortes de 2,5 milhões de pessoas no trânsito brasileiro superam estatísticas de algumas guerras ou conflitos bélicos. Seria esse número superior aos mortos na guerra entre iranianos e curdos, entre israelenses e palestinos, e soldados dos E.U.A "versus" a famigerada, senão dominada por ortodoxia ou variação de fanatismo de alguns integrantes da milícia Talibã, para repor a democracia e a dignidade subtraída de pessoas indefesas, reféns de alguns bandidos, outros extremistas, nacionalistas, e uma salada nefasta típica dos países subdesenvolvidos.

Esses e outros motivos e razões merecem “alta consideração” dos 513 deputados federais e do Palácio do Planalto, antes da aprovação e sanção presidencial.

Em boa verdade, o serviço de mototáxi existe em Jí-Paraná (RO), Rio Branco (AC), Fortaleza (CE), Manaus (AM) e em outros municípios.
Porém, por que não divulgam o número de mortos e feridos em colisões ou acidentes envolvendo o serviço de mototáxi???
Por que não divulgam quanto o Ministério da Saúde-MS gasta anualmente com internações, atendimentos ortopédicos, instalação de próteses, compra de cadeiras de roda, medicamentos e o custo social das famílias: pais, esposas, filhos, netos, parentes, quando dos acidentes???

Há outro aspecto negativo nesse projeto ainda não sancionado: A LEI No 10.741, DE 1º DE OUTUBRO DE 2003.

Assegurou aos idosos “passe livre” em viagens intermunicipais e interestaduais (se é que não estou sendo traído pela péssima memória).
Pergunta-se: pessoas com mais de 60, 70, 80 anos ou mais reúnem condições físicas e emocionais para uso do serviço de mototáxi???
Quero acreditar que a segurança aos idosos é mais viável dentro de ônibus coletivos e não na garupa de mototaxistas, nem sempre responsáveis e lúcidos.
Durante mais de quatro anos pilotei motos nas ruas de Porto Velho, entre 1982 a 1986. Sofri oito acidentes.
O último, antes de trocar a motocicleta por um cordão de ouro, de baixo preço, com o radialista e cobrador da rádio Caiari (Luís Inácio) aconteceu na ladeira do bairro Tucumanzal.
Num domingo, por volta das 19 horas, eu descia aquela ladeira a mais de 100 quilômetros/hora.
No meio da ladeira, no escuro, por falta de luminárias públicas, igual ao que acontece hoje ruas dos mais populosos bairros de Porto Velho, estava estacionado um caminha transportador de toras de madeira.
Sujo de lama, sem nenhuma luminária. Vi o caminhão quando estava a menos de quinze (15 metros), pisei no freio e apertei o frei dianteiro, com a mão direita, até travar a roda. Baixei a cabeça e mesmo com velocidade reduzida, mas com a força da energia cinética (a massa vezes o quadrado da velocidade, dividida por dois, acho que é isso), entre embaixo do caminhão e “encaixei a roda dianteira no meio das duas rodas traseiras. O “guidon” ficou retorcido, pior que oito. Não arranquei a testa e quebrei toda a cabeça porque tive o reflexo de me abaixar a pontos centímetros da colisão.
De lá, fui tentar atendimento no Pronto Socorro, que na época ainda funcionava ao lado do Hospital São José, ao lado do excelente e incomparável Colégio Maria Auxiliadora, e onde está instalado um hospital ou clínica da PM.
Escrevo este resumo como memória, para um livro no futuro. Não com objetivo de denegrir ou diminuir méritos da iniciativa do senador, que também é proprietário de uma empresa de Segurança e possui bom estoque de armamentos.
Mas eu nasci HOMEM, como disse o Fernando Collor, também tenho “AQUILO ROXO”. E prá mim existe pouca diferença entre uma escopeta 12 de dois canos e uma metralhadora FN MAG ou uma TNT. Sou bastante homem para tirar o “grampo” e ir ao céu ou inferno, se precisar.
Na minha família, muito boa por sinal, com vários militares de carreira, poucos são os que estariam dispostos a morrer por uma causa ou colocar a “cabeça no alvo”. Eu coloco quantas vezes for necessária.
Dedo em riste, ameaças, cara feia, nada disse me assusta. Fui praticamente criado por um bispo. Assisti casos de extrema unção, velórios, etc.
Não tenho mulher, não tenho filhos, enfim, nada a perder. E se precisar sou capaz de dar o braço a minha mãe, aos mais de 26 irmãos e incontáveis parentes para uma audiência com Deus, a qualquer momento, não importando se é manhã, tarde, noite ou madrugada.
E ensina a Bíblia: “Não tentarás o Senhor teu Deus”
E o profeta Oséias, homem que viveu cerca de 752 anos a.C, assim falou: “(...) os que semeiam ventos, colhem tempestade(...).
Escrevi o que penso desse projeto, considerando a realidade social, as estatísticas, os prejuízos aos cofres dos municípios, estados e União. Escrevi pensando em milhões de famílias enlutadas por acidentes.
Escrevi porque na ordem constitucional vem, na forma descendente, o exercício da cidadania, a dignidade da pessoa humana, o direito à vida e à segurança.
Perguntaria: um acidentado, quebrado, doente, cego, com dores terríveis e pesadelos causados por acidentes exerce, na integralidade a cidadania??? É exemplo de dignidade da pessoa humana???
Goza o “direito à vida” (os constituintes esqueceram de dizer a quem devemos recorrer para assegurar esse direito. Será que existe uma via de ligação entre o mundo físico e o mundo metafísico? Se existe, eu gostaria de saber onde está. Talvez, com muito esforço, existe no campo da Parapsicologia, Xamanismo, religiões afro-brasileiras. O direito à vida existe nos ensinamentos do Judaísmo, Cristianismo, Islamismo, Budismo, Hinduismo, Taoísmo e demais religiões e filosofias.
É o que penso. Não vou fazer correções. Estou sem o cansaço de rotina. Hoje, uma espécie de tia me colocou para dormir, com tanta tranqüilidade, que recuperei parte das energias perdidas por extremo esforço mental, em dias anteriores.
Uma última ressalva: em nenhum momento o governador de Rondônia, Ivo Cassol, incentivou ou se pronunciou favorável a esse serviço. O motivo é simples: o estado não iria lucrar absolutamente nada com isso. O que recolhe de ICMS é das transportadoras de petróleo e não das oficinas clandestinas de motocicletas, a maioria funcionando sem alvará, sem inspeção do Corpo de Bombeiros, sem inspeção da Secretaria Municipal de Fazenda do governo petista de Roberto Sobrinho.
A defesa que faço da minha mãe, faria do governador, por dívida e ausência do depoimento do seu pai, Reditário Cassol, num processo já prescrito.
Qualquer tentativa tem resposta imediata e não importa as conseqüências.

***Obs: o texto foi adaptado para este diária virtual por...***Abelardo Jorge 9957- 6033:।"Nós acreditamos em Deus e seus profetas": We believe in God and his prophets , Creemos en Dios y sus profetas, Noi crediamo in Dio e la sua profeti, Nous croyons en Dieu et en ses prophètes,Wir glauben an Gott und seinen Propheten ,Πιστευουμε στο Θεο και του προφητες, ونحن نؤمن بالله وبلدة الأنبياءابيلاردو خورخي ....Leia mais nos links:http://www.amazoniaviva.zip.net/, http://www.brasiline.zip.net/, http://www.globorondonia.blogspot.com/, http://www.agloborondonia.blogspot.com/



Quarta-feira, Agosto 05, 2009

STF: Gilmar Mendes comemora lei que cria mais 230 novas varas federais no Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, comemorou a sanção, pelo presidente Lula, da lei que cria 230 novas varas federais no interior do Brasil. O ministro declarou que já havia uma reivindicação, há algum tempo, da necessidade de expansão da Justiça Federal, especialmente no que diz respeito aos juizados especiais federais. Segundo ele, essa área está sobrecarregada com as demandas por conta da facilidade com que se pode litigar no juizado especial. Como não é necessário advogado para entrar com ações no Juizado, o limite da causa é de sessenta salários-mínimos e o valor a ser recebido não depende de precatórios, essa é a forma mais procurada da Justiça. Além disso, o resultado é obtido em seis meses, o que é um recorde para o Brasil, de acordo com o ministro Gilmar Mendes.
LULA SANCIONOU A LEI APROVADA NO CONGRESSO
Na manhã de terça-feira (4/8), o ministro participou de cerimônia realizada na Presidência da República em que o presidente Lula sancionou o projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional. A previsão é de que sejam instaladas 46 varas por ano até 2014.
“Então é fundamental que nós possamos dar atenção a essa população carente que não tem onde bater às portas" disse o ministro, que defendeu swer fundamental o avanço dentro da esfera da Justiça Federal de primeiro grau, principalmente no que diz respeito à assistência social e Previdência Social em geral, para que haja uma melhor Justiça no país.
"A expectativa inicial, quando os juizados especiais foram criados, era de que se julgasse 180 a 200 mil processos por ano, mas logo eles chegaram a dois milhões, causando uma sobrecarga. Por isso a necessidade de expansão", completou.
CONSELHO DA JUSTIÇA FEDERAL
De acordo com o ministro Gilmar Mendes, a grande vantagem desse projeto é que ele definiu que cabe ao Conselho da Justiça Federal a fixação das varas, portanto, a alocação deve ocorrer de forma adequada de acordo com a necessidade de cada região.
II PACTO REPUBLICANO DE ESTADO
A ampliação das varas faz parte das ações previstas no II Pacto Republicano de Estado, firmado entre os Três Poderes da República para tornar o sistema de Justiça mais acessível, ágil e efetivo.
MAIS AÇÕES DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA
O ministro Gilmar Mendes também falou sobre ações do Conselho Nacional de Justiça, que mantém um diálogo com a Advocacia-Geral da União e a Previdência Social para solucionar conflitos sem a necessidade de judicialização em temas já pacificados. O objetivo é que as entidades estabeleçam critérios de modo a não haver indeferimentos sistemáticos de pedidos que depois desaguam na Justiça. Da mesma forma, o CNJ está em contato com setores como bancos e telefonia, de modo que o que o Judiciário já firmou entendimento seja de logo reconhecido dispensando processos que oneram as pessoas e o Judiciário.
ESCUTA TELEFÔNICA E MUDANÇAS NA LEI 4.898/65
Questionado sobre a possibilidade de o Congresso Nacional aprovar uma nova lei de escutas telefônicas, o ministro disse que apoia e que defende uma aprovação célere, inclusive um substitutivo da lei de abuso de autoridade. “Nós precisamos resolver isso no Brasil”, finalizou. Com informações da Assessoria de Imprensa do STF.
***Fonte: Consultor Jurídico

***Obs: o texto foi adaptado para este diária virtual por...***Abelardo Jorge 9957- 6033:।"Nós acreditamos em Deus e seus profetas": We believe in God and his prophets , Creemos en Dios y sus profetas, Noi crediamo in Dio e la sua profeti, Nous croyons en Dieu et en ses prophètes,Wir glauben an Gott und seinen Propheten ,Πιστευουμε στο Θεο και του προφητες, ونحن نؤمن بالله وبلدة الأنبياءابيلاردو خورخي ....Leia mais nos links:http://www.amazoniaviva.zip.net/, http://www.brasiline.zip.net/, http://www.globorondonia.blogspot.com/, http://www.agloborondonia.blogspot.com/

Terça-feira, Agosto 04, 2009

OLAVO PIRES: UMA PÁGINA VIRADA NA HISTÓRIA DE RONDÔNIA

UMA CIDADE VELHA SERIA PALCO DE UM FILME NUMA REDE DE INTRIGAS, TRAIÇÕES, RASTEIRAS, INIMIZADES, MEGALOMANIA E ACERTO DE CONTAS ENTRE QUADRILHAHS DE NARCOTRÁFICO INTERNACIONALÁFICO INTERNACIONAL. TUDO UMA ENGENHOSA MONTAGEM EPIGRAMÁTICA CHEIA DE SAÍDAS, REORDENAMENTO DE POSIÇÕES. NEM A IGREJA ESCAPA DA TEIA POLÍTICA E UM FINAL SURPREENDENTE E FELIZ...

O retrato de uma cidade velha...
Um político de mente brilhante, acreano, usa “serragem” como maquiagem...
Uma pobre menina rica é exemplo de vida...
Um religioso cria um padre num mosteiro...
Um rapaz é furtado no primeiro mandato. Renuncia ao segundo. Senta-se numa mesa cheia de ouro...
O Substituto, que figura como adversário é uma moça injustiçada...Transforma-se em importante aliado...
Um delinqüente faz uma saída de emergência: é “morto em via pública”, vítima de um passado tenebroso e um rastro de estupefaciente irresponsabilidades, tapas em adversários, e um exercito de inimigos, entre os quais os correligionários...
Um médico irresponsável e que não exerce a profissão chega ao poder com auxílio de um “campeão” de obras públicas...
A polícia se perde. O crime prescreve sem. Inocentes são chantageados, alvo de achaques, calúnias, leviandades...
LIMITES DA MENTE HUMANA

Escrevo usando a primeira pessoa. Fora do estilo comum das petições; representações; recursos. A síntese não exige uso dessa técnica. Neste texto há uma distância entre justos e injustos, perfeitos e imperfeitos. Não existem criminosos. Ao contrário, vítimas de circunstâncias pretéritas. Uma solução seria possível se a mente humana, capaz de criar o Leviatã (de Thomas Hobbes) fosse também capaz de repetir milagres descritos na Bíblia. Exemplos: ressurreições Lázaro e a filha de Jairo. Cura de leprosos. Multiplicação de pães e peixes. Utopia do renascimento ou juventude eterna. O céu na terra. A convergência do certo e errado num só. Um ponto de encontro de retas paralelas. O inferno mera ficção num dos círculos de Dante. O purgatório, uma prisão vazia. O fim da dúvida entre o ser ou não ser. A morte em vida, em simetria, “pro rata” ao merecimento dos simples mortais.
UMA CIDADE VELHA
Depois de dez anos em Manaus-AM, levado ao Acre, numa fuga desesperada retornei a Porto Velho-RO, em 1974.
Na chegada, ao desembarcar na antiga Rodoviária, na Avenida Sete de Setembro, entre Salgado Filho e João Goulart, fui preso pela Polícia Federal. Tinha apenas dez anos. Naquela época A PF estava instalada onde hoje funciona o Juizado da Infância e da Adolescência, em frente a Praça das Três Marias, no bairro Caiari. O diretor era o Dr. Carbone.
Após 24 horas, fui entregue a minha mãe. O responsável pelo pedido de prisão foi meu pai, um irresponsável na juventude, extremo arruaceiro, ex-campeão de luta livre, uma espécie de bandoleiro dentro da lei, muitas vezes preso, mas solto na esteira da amizade entre o meu avô, Luís Martins de Oliveira, e o general Oscar Passos, subscritor da carteira de filiação do meu avô ao PTB, em 1958. Ao contrário do meu avô, meu pai sempre teve “paixão” pela esquerda, o comunismo ou socialismo científico. Mas isso são outros quinhentos. Eu também simpatizo com políticos de esquerda, centro, direita, “camaleões”, enfim, com todas as espécies cabíveis se construíssem nos dias atuais outra Arca de Noé.
Sempre fico irritado quando não consigo dormir. Acordado, tenho uma espécie de mente voadora. Quase sempre estou no mundo da “maiêutica”. No mundo da lua. Seria igual ao poema do Imperador Adriano: “Animula vagula blandula...”...Uma pequena alma terna flutuante. Poeira ao vento, guiada por mãos invisíveis, vozes do além, proteção de mortos, muitos dos quais me consideravam a síntese de Teilhard de Chardin. Eu não sou nada disso. Tenho mais defeitos que qualidades. Há uma face oculta da violência. A moça e o monstro. O que muitos latinos classificariam de “angie” ou “diablero”...
Em 1974, Porto Velho era pequena. Tinha poucos bairros. O Alto do Bode (triângulo), Baixada da União, Caiari, Arigolândia, Pedrinhas, Areal, Quilômetro Um eram os mais antigos e populosos.
Tinha dois aeroportos: um, o atual Jorge Teixeira de Oliveira (nome dado por projeto do saudoso deputado Sérgio Carvalho, esposo de Cláudia Carvalho, uma vice-prefeita massacrada, colocado no ostracismo por esse irresponsável prefeito Sobrinho. Aliás, sou obrigado a reconhecer que desenvolveu algumas ações meritórias, mas a retórica, a propaganda é sempre maior que a realidade quotidiana. Em tudo é inferior ao governador Ivo Calçou. Este tem apenas uma face, um único rosto, diz verdades abertas. Não tem preocupação de usar o verniz de polidez e cultura para “alfinetar” adversários, nem para tentar formação delituosa de currais eleitorais. Também não praticou fraudes na prestação de contas à Justiça Eleitoral. Foi arrolado porque bandidos queria extorquir dinheiro. Vou retornar ao tema...
O transporte coletivo eram seis Kombis, de propriedade de um antigo morador do bairro Caiari. Se não estou a ser traído pela memória, o Sr. Santos.
O prefeito daquela época era Luís Gonzaga Farias. O presidente da Câmara Municipal (ainda na ladeira Comendador Centeno) era Luís Lessa Lima. Gonzaga Foi quem determinou a construção do Mercado Central ou Mercado Modelo, reformado durante o governo do prefeito Francisco Erse, o Chiquilito, e agora submetido a nova reforma por ordem de Sobrinho, que parece não ter preocupação em fazer a construtora cumprir o prazo de 180 dias ou seis meses, há muito ultrapassados...
Vamos ao passado. A Estrada de Ferro Madeira Mamoré, a “Mad Maria” global, ainda funcionava, precariamente.
Uma pobre menina rica é exemplo de vida...
A cidade tinha três cinemas: O cine Brasil, o Lacerda (de propriedade de um seresteiro) e o cine Reski.
Quase sempre na bilheteria do Reski ou do Brasil ficava uma senhora que vou cognominar “Casta e Doce Hortelã”. Desde a juventude, filha de família rica, dona de prédios, imóveis, panificadora, cinemas, mas de simplicidade incomparável.
Eu era aluno do bispo D. João e do Pe.Zenildo Gomes da Silva, quando escapava da rádio Caiari e ia até o Brasil ou Reski assistir filmes de Karatê, artes marciais e similares. No Cine Brasil trabalhavam Roney, o “índio Savedra” e uma senhora que hoje trabalha na Semusb.
Na bilheteria do Cine Reski ficava a Sra. Reski. Sempre fui um moleque “atrevido” e curioso. Um dia, vendo a senhora de roupas simples, sandálias, sem nenhuma maquiagem, contando moedinhas e, num calor, sem ventilador, sentada num banco de madeira vendendo ingressos, perguntei ao porteiro quem era. Ele respondeu: “É irmã dos donos e dana do cinema”.
Fiquei entre estarrecido e “apaixonado”. Eu era apenas um garoto. Naquele dia, à noite, pensei: “meu Deus, essa senhora seria capaz de ter um reino e manter tamanha simplicidade. Como alguém com tantos imóveis, dinheiro tinha opção por comida simples do Almanara, trabalho diário, tarde e noite, quando poderia pagar funcionários??? E o irmão, na panificadora Reski, na esquina da Sete com José de Alencar, numa mesinha de madeira, sendo também um dos atendentes. Um outro, dono de uma Willys, parecia boêmio. Eu sou muito pequeno. Era simplicidade demais. Naquela época alguns padres gostavam de perfumes. Alguns tinha automóveis modernos. Consumiam bons vinhos. Mas D. João e o Pe. Paulo (foi missionário na África durante mais de 15 anos) costumava usar apenas uma batina.
Há poucos dias, sem saber, adormeci andando. Acordei no Cemitério. Deitei em cima de uma tumba, ao lado da família Reski. Sonhei com a senhora simples, que morreu vítima de um atropelamento, quando eu estava na faculdade.
Quando eu fazia programas na Caiari (anos depois), ela ouvia. Quando eu tinha onze anos, muitas vezes, após vender ingressos e uns cinco minutos após o início de filmes, ela mandava eu entrar. Um dia um porteiro disse: “ela gostou do teu jeito. Não é qualquer um que entra aí sem pagar”. Foi a mais bela flor dessa família tão tradicional nesta cidade. Um exemplo de renúncia a vaidades humanas...
UMA REDE DE INTRIGAS, TRAIÇÕES, RASTEIRAS, INIMIZADES, MEGALOMANIA NA CAMPANHA ELEITORAL DE 1982
Ontem relatei que gravei todas as fitas da propaganda eleitoral do PDS, em 1982. Uma ressalva: gravei como sonoplasta, técnico. O locutor oficial era Luís Raimundo Rivoiro, excelente profissional que se transferiu de Marília-SP para Porto Velho, a serviço da OANA Publicidade. Morto há mais de uma década, até hoje Luís Rivoiro fala na rádio Caiari, todos os dias. Declama o poema “rádio”, no encerramento da programação. Era esposo da professora universitária Oneide Aparecida e do locutor Marcos Vinícius. Tinha duas filhas excepcionais. Morreu quando eu estava em outro estado.
Durante o dia eu gravava fitas para o PDS. À noite, depois da meia-noite, ia de bicicleta até o bairro Areal buscar o locutor Cesário Pereira para gravar escondido fitas para candidatos do PMDB. Eis alguns nomes: Amir Lando, Tomás Correia, Clotter Motta, todos eleitos na primeira Legislatura. Eu também cometi pecados. A rádio estava arrendada para a OANA. Era paga pelo Teixeira. Era proibido gravações para a oposição. Mas eu tinhas as chaves da estação. Era perito em gravações. Tinha um corredor que ligava a rádio ao interior da Catedral. Eu saia pelos fundos. A vigilância em frente a emissora “dançava”. D. João sabia. “Você não tem jeito. É terrível. Vai para um lado, joga do outro, corre para o centro. Já nasceu assim”. Ria. Achava até divertido. Há moleque travesso. Ele, os irmãos maristas Lauro Pazeto e Balduíno José Frantz (diretores da estação) sabiam de coisas que eu tramava. Mas já estavam acostumado.
Padres da época ficavam preocupados com o “mau humor” do coadjutor D. Antônio Sarto. Foi ele quem trouxe o Mobral para Porto Velho. Ensinou centenas, milhares de pessoas a ler e escrever. Era enérgico. Eu sempre tive “lundum”. Um tipo de mau humor que surge do nada. Tem dias que já acordo irritado e sem explicação. Os padres comparavam em código: “Cuidado. O D. Antônio tá uma fera hoje. É um perigo”. O bispo não era nada disse. É educado. De fino trato. Culto. Probo. Honesto. Apresentava o programa: “A Voz do Pastor”, aos sábados. Detalhe: na abertura mandava tocar a “Oração de São Francisco”, interpretada pelo pastor Irala (protestante). Dom João trajava sempre batina preta. D. Antônio, batina branca. Eram opostos em quase tudo. Um, de altíssima patente, se fazia simplório. O outro, não escondia a cultura, não admitia erros. Era a perfeição. Exemplo de disciplina, pontualidade. Tinha uma brincadeira: chegava no estúdio e mandava colocar na abertura o “hino” da Campanha da Fraternidade e depois o Irala. Se o operador seguia, no final ele ia até lá e dava uma bronca: “Foi tudo invertido. Não é assim”. Virava e saia rindo pelos corredores...
EXPEDITO JÚNIOR É FURTADO E FICA SEM O MANDATO
O atual senador Expedito Júnior já foi vítima de um golpe, durante a campanha eleitoral comandada pelo governador Jorge Teixeira. Naquela época, teria ganho uma vaga de deputado federal, mas foi “atropelado” pela influência de um ex-comandante do 5º BEC, o coronel Arnaldo “Martins”. Amargou a suplência? Mas, se não estou enganado, ao lado de outro deputado paraibano, foi um dos mais jovens integrantes da Assembléia Nacional Constituinte, quatro anos depois.
Atualmente, é alvo de um processo de cassação. Foi traído por pessoas próximas e por funcionários.
UMA DENÚNCIA DE COMPRA DE VOTOS
Um exemplo: quando minha tia Lina de Oliveira faleceu (é por isso que passei a usar o codinome “brasilinaoliveira”), durante uma das minhas ausências da residência, quando ela estava acompanhada de um primo marginal, Eliezer e sua amásia, fui morar num pequeno quarto de propriedade de um cidadão identificado pelo prenome Edmundo. Este trabalhava, à noite, na oficina do jornal Alto Madeira.
O filho desse elemento, de nome Anderson, seria funcionário de uma empresa de vigilância de propriedade de um irmão do senador Expedito. Trabalha na escola estadual Jânio Quadros, no bairro Mariana.
Edmundo tinha como “chefe” o elemento identificado pela alcunha de “Pato Preto” ou PP, motorista e depois testa-de-ferro dos irmãos Tourinho, no Alto Madeira.
Faltando 24 horas para as eleições estaduais, proporcionais e majoritárias, eu ia saindo quando a esposa de Anderson me chamou e disse: “Tú não quer fazer “boca-de-urna” para o Expedito?? O meu marido vai fazer e já recebeu duzentos (200,00) ou trezentos (R$ 300,00) na sua conta bancária.
Eu respondi que não e recomendei não fazer esse tipo de comentário porque poderia causar prisões e processo. Avisei que se o MPF e a PF soubessem haveria prisões, inquérito, denúncia e julgamento. Tudo em vão.
Até hoje me pergunto se essa informação foi ou não encomendada por Luís Tourinho ou PP para tentar me forçar a escrever ou denunciar o eventual ilícito no jornal.
Na dúvida, sem provas concretas, palpáveis, tipo cópia do contracheque ou depósito, optei pelo silêncio.
Essa nora de Edmundo ( da oficina “Tourinho”) era outra que não me deixava dormir. Gritava. Batia, Fazia o possível. Motivo: no jornal todos sabiam que quando ficava no limite da irritação ficava cego, saia do “chão”, passava a flutuar e isso pode causar coisas graves. Eu não vou falar. Psicólogos e psiquiatras dizem que o inconsciente humano é “um monstro”. Lê e vê entrelinhas, propaganda com técnica subliminar, etc.
É esse técnica que a excelência Sobrinho vem usando para atingir o governador Ivo Cassol, a Segurança Pública e setores do governo estadual.
Não sei porque comecei a desconfiar da existência de algum acordo entre Sobrinho, um diretor do Hospital de Base e o proprietário de uma autopeças. Acho que também pode ser produto da minha mente doentia, acostumada a fazer associações automáticas ou montagens sobre fatos e acontecimentos.
Diria, se pudesse, que neste momento o senador Expedito Júnior teria uma saída honrosa: a renúncia ao mandato. Tenho quase certeza de que o governador Ivo Cassol seria capaz de colocar esse meu irmão na sombra, protegido, no comando da Secretaria de Finanças. Numa entrevista, que publiquei no Alto Madeira (e pode conferir que está lá), na mesma contendo informações sobre a Dívida Ativa, “Dívida Tombada”, “rombo em estatais, entre as quais a Caerd, Beron e outros, o secretário José Genaro me disse que estaria no cargo não por necessidade. “Nesse cargo deixo de administrar minhas empresas, fazendas, etc”.
Se o Odacir Soares, esse “cara-de-pau” (mas é muito inteligente e meu conterrâneo, ex-prefeito de Porto Velho, em 1971), ficou dezesseis anos no Senado e hoje é Chefe da Casa Civil, por que Expedito não poderia assumir a Sefin? Ficaria perto da lindíssima esposa (Val Ferreira, com todo respeito, é claro e verdadeiro, o Jô cairia na gargalhada).
Por que a Sefin? Segundo Genaro, num governo anterior (de José Bianco) um secretário importado do Acre teria transformado aquela secretaria “num balcão de negociatas”. Algumas empresas deviam milhões de ICMS ao Estado. Não foram poucos os que negociaram, renegociaram, teriam sido “anistiados”, etc.
Acho que entre o sacrifício de ficar num plenário correndo risco de condenação, preocupações, a família numa cidade onde tudo é caro, difícil, tudo é visibilidade, a privacidade quase não existe, no Estado, estaria perto do eleitorado, próximo da base eleitoral, poderia ser o futuro governador, inclusive com apóio do senhor Gurgacz, que ao longo de quase vinte anos vem sendo alvo de achaques, chantagens e outras bandidagens comandadas por pessoas que querem ou exigem dinheiro para campanhas eleitorais.
Detalhe: Expedito não fez e conseguiu aprovar o projeto de lei dos mototáxistas com objetivo de atingir essa ou aquela empresa. A preocupação maior foi assegurar uma forma de trabalho, alguma espécie de renda para centenas de país de família. Essa saída é bem melhor do que a formação de um exército de reserva de mão-de-obra a serviço de narcotraficantes, “bocas-de-fumo”, assaltos, crimes, furtos, latrocínio, assassinatos e crimes conexos...
Ao substituto, Acir Gurgacz, até por gratidão, para finalizar essa litígio na Justiça Federal, não custaria nada deixar ou dividir a base eleitoral do PDT entre prefeituras (minoria) e a maioria com o governador Ivo Cassol.
Estou cansado, mas vou repetir, mais uma vez, que o atual governador deve cumprir todo o mandato, sem nenhuma espécie de interferência, até eleição para o cargo que bem lhe convier no Congresso. O contrário é inaceitável, inadmissível.
O que há de mais ruim na política não é “engolir sapos”, como teria dito Nereu Ramos. É a traição. A tocaia. Descumprimento de acordos. Quebra da confiabilidade. Deslealdade com adversários.
O bom político nunca fecha todas as portas. A melhor técnica é fechar uma porta, mas deixar aberta uma janela. Se tranca a porta da frente, deixa entreaberta uma lateral para diálogo. Sem isso é o mesmo que retornar ao Paloelítico inferior, à era dos tacapes. Isso é não deve fazer parte do mundo civilizado, globalizado...
ANGELO ANGELIM E GERÔNIMO SANTANA
Durante o fragilizado governo do ex-seminarista, filósofo, professor e deputado Ângelo Angelim, o então ex-deputado federal (por três legislaturas consecutivas) Jerônimo Santana (PMDB) venceu, em 1985, o deputado federal Francisco Erse (PFL) e assumiu a prefeitura de Porto Velho. Foi sucessor do último prefeito biônico: o ex-deputado federal-constituinte José Guedes, nomeado prefeito quando foi eleito vereador, com a menor votação, igual ao Angelim.
Jerônimo passou apenas seis meses na prefeitura. Passou o cargo ao promotor de Justiça (licenciado, ex-jornalista do jornal O Guaporé, perseguido por Jorge Teixeira), Tomás Correia.
UM ERRO DE ESTRATÉGIA E UMA DERROTA HISTÓRICA
Na disputa pelo governo, em 1986, Jerônimo venceu a chapa de Odacir Soares e do então presidente da Assembléia Legislativa (o probo) José de Abreu Bianco (PFL).
Nessa campanha houve um acidente: o PMDB montou “sub-legendas” para disputar as duas vagas no Senado Federal.
O então deputado Chiquilito Erse não seguiu conselhos do seu suplente, o ex-delegado da Polícia Federal, João Lucena Leal, nem do geólogo Djalma Lacerda e outros, para também montar uma sub-legenda. “Vou ganhar sozinho”, repetia. Eu falei, também, mas o Chico me considerava um imbecil. Um “inocente últil”, tipo “boi-de-piranha”. Mas, de uma janela lateral, eu via o que ele não conseguiu ver e nem saber...
Chico, que era cunhado do ex-senador e atual deputado Moreira Mendes, enfrentou as nominatas encabeçadas por Olavo Pires, Ronaldo Aragão, Antônio Morimoto, Djair Prieto e cia.
Teve mais de 115 mil votos, mas não se elegeu. Olavo e Ronaldo Aragão conduzidos ao Congresso. Chorava. Gritava. Dava Murros nas paredes. Ameaçava greve de fome dentro do Congresso. Não havia como reverter os resultados. Errou e pagou o preço.
Durante o governo Jorge Teixeira, Chiquilito foi secretário de Administração. Nesse cargo, contratou entre quinze a vinte mil funcionários, antes e depois da criação do Estado. Confiava na popularidade e nesse “capital eleitoral” para vencer o maquinário pesado de Olavo e a medicina de Ronaldo Aragão. Se deu mal.
No governo, Jerônimo deixou uma marca que somente agora, décadas depois, vem sendo superada: o número de obras. Não estava em Rondônia na época, mas, por terceiros, soube que transformou Rondônia num canteiro de obras.
MEGALOMANIA E SUSPEITAS DE ACERTO DE CONTAS ENTRE QUADRILHAHS DE NARCOTRÁFICO INTERNACIONALÁFICO INTERNACIONAL
Durante o governo Jerônimo Santana aconteceu um fenômeno pouco convencional: o PTB cresceu mais do que o PMDB do governador.
Comandado com “mão” de ferro pelo ex-deputado Federal e então senador Olavo Pires, o PTB elegeu quase todos os deputados federais: Raquel Cândido, Nobel Moura, Jabes Rabelo e outros que não consigo lembrar ou faço questão de não mencionar. Não vem e nem estão no contexto.
Olavo queria ser o substituto de Jerônimo. Dono de uma fundação instalada no cruzamento das ruas Amazonas e Nações Unidas, onde também funcionava uma gráfica, dizia que ia mandar no estado durante mais de vinte anos. Ia “quebrar monopólios” (quais???) Nunca houve monopólio de nenhuma empresa em Rondônia. Quem fizer uma pesquisa vai constatar que existiam várias atuando simultaneamente e até a presente data a cinemática é a mesma...
Quem pesquisou os antecedentes de Olavo, descobriu algumas “pérolas”: era estúpido. Tinha fama de mal caráter. Existiam denúncias desde sedução e estupro. Dívidas trabalhistas não quitadas. Agressões verbais e físicas contra funcionários, adversários e inimigos, em Goiás, no Acre, em vários municípios de Rondônia.
Pior, o crescimento desproporcional ao Imposto de Renda gerava comentários sobre envolvimento do senador com cartéis de exportadores de cocaína instalados na Colômbia ou em outro país.
Somava-se deslealdades, traições, ditadura interna no PTB. Exemplo: na convenção de 1990, realizada no clube Botafogo, houve de tudo nos bastidores: gritos, ameaças, agressões verbais.
Já na sede da Vepeza, na Jorge Teixeira, novos confrontos e ameaças porque Olavo queria impor nomes e candidaturas. Na Ata que seria enviada ao TRE, por exemplo, o nome do deputado Antônio Morimoto (era suplente quando Jabes Rabelo foi cassado, após denúncias comandadas por setores do próprio PTB, teriam partido de Raquel Cândido ou outros).
O secretário do PTB, Nagato Kakashira, pegou o livro de Ata e desapareceu. Olavo ficou uma fera. Gritava. Ameaçava. Esbravejava. Estava fora de si.
Superada essa fase, tornou-se candidato oficial e com maior chance de eleição.
O que poucos sabiam é que acumulava dívidas gigantescas de compra de maquinário, aluguéis de imóveis, transações imobiliárias, dívidas trabalhistas. Havia um passivo de rasteiras e traições em Goiás. Caixa-2; suspeitas de sonegação tributária. E até teria até mesmo namorado ou abusado de uma filha do empresário e ex-senador Mário Calixto Filho. Havia uma história pouco esclarecida envolvendo troca de ameaças mortais entre importadores de Guajará-Mirim e de filiais da sua empresas, em vários estados, suspeitas de intermediação ou de tráfico de influência em direcionamento de licitações e, para o cúmulo e espanto do eleitorado, foi divulgada uma denúncias de que duas “Mercedes” teriam sido fotografadas numa garagem do Senado Federal ou do apartamento de Olavo, carregadas de cocaína. Verdade ou não, o trabalho da PF foi dificultado ao extremo, talvez para evitar ou impedir eventual flagrante.
Em Rondônia, Olavo também tinha a dívida da rasteira da sub-legenda prejudicial a Chiquilito. As conseqüências foram evitadas por conselhos do deputado Moreira Mendes. Ele cedeu uma residência na BR 364 para o Chico descançar e esfriar a cabeça. Mendes e Maria Helena bancavam.
Uma tarde, cheio de remorso, Olavo foi buscar Chico para a convenção do PTB. Transformou-o em candidato e ajudou na eleição para o comando da prefeitura de Porto Velho.
A disputa com o atual senador Valdir Raupp ( na época apadrinhado ou “protegido” Jerônimo) e Oswaldo Piana. Este, vai me perdoar, mas é irresponsável. Nunca se interessou em exercer a medicina. Quando primeiro secretário da Assembléia, prestava “tanta atenção” ao que assinava que funcionários aproveitaram e fizeram um “rombo” descoberto muito depois.
Filho de família rica, nos anos 70 a irmã e o cunhado eram donos da Rondasa, a maior revendedora de automóveis de Porto Velho, instalada na Lauro Sodré, Piana estava mais interessado em beber whisky ballantine, Natu Nobilis no bar Bangalô, na Avenida Pinheiro Machado.
Sempre levou “vida mansa”. Independente de ser deputado ou não, de qualquer espécie de disputa, tinha dinheiro para sobreviver confortavelmente.
Segundo fontes, até hoje, Piana, que ganha salário de ex-governador costuma deixar a residência para ir comprar marmitex em feiras, pequenos restaurantes. Não sei como um sujeito desses chegou ao governo. Só pode ter sido falta de sorte de Raupp.
Piana “se empenhou” tanto na campanha eleitoral que ficou fora do segundo turno. Sinceramente, teria sido excesso de desleixo. Consta que em plena campanha passava noites de farras numa casa no bairro Ipase, junto com assessores, um radialista e uma cambada de incompetentes. O trabalho pesado da campanha, que era a publicidade, ficava a cargo da maquiagem do publicitário Toca. Piana tava era “se lixando” para a disputa. Sabia que poderia voltar para Assembléia ou tentar outra candidatura.
Valdir Raupp, por sua vez, é simplório na essência. Foi para o segundo turno com Olavo por um golpe de sorte do destino.
Já no segundo turno, Olavo intensificou críticas e insinuações criminosas contra várias pessoas. Objetivo: crescer nas pesquisas.
Um ano antes, em 1989, eu e o dono do jornal e revista Painel de Rondônia, Geraldo, residente em Ji-Paraná, estivemos em Cacoal. Eu fiz duas entrevistas: uma, com Jabes Rabelo, dentro de um galpão cheio de carrinhos e brinquedos de um parque de diversões.
Me pareceu extremamente simples. Uma espécie de tropeiro. Falava com erros de português, falhas de concordância verbal e nominal, enfim, em nada demonstrava inteligência. Eu acho que a imagem é genuína. Como se explicaria uma cassação por causa de uma credencial dada ao irmão, sem que tenha recorrido ao Supremo, sem que tenha usado os recursos da legislação???
No Brasil, um bom advogado pode fazer até 120 recursos num processo criminal. Se for bom pode emperrar uma instrução e fazer passar os 81 dias e libertar o paciente com HC, Recurso em Sentido Estrito, Carta Testemunhável, Recurso Ordinário, Adesivo e por aí vai. Jabes sequer reagiu.
Dono da verdade, poderoso, Olavo cometeu um pecado mortal: esqueceu antigos inimigos deixados em Goiás, Mato Grosso, Acre e dos que agrediu, caloteou, trapaceou.
Em pleno segundo turno, numa noite, saiu da redação do jornal O Estadão do Norte, dispensou a segurança, comandada pelo coronel Ferro, homem de extrema competência, muito elogiado por Jorge Teixeira, reconhecido até por governadores adversários pelos relevantes serviços prestados à Segurança Pública e a PM.
Em frente a Vepesa, um assassino esperava Olavo. Esperou ele descer da caminhonete. Saiu do carro calmamente e descarregou “em cruz” várias rajadas mortais. Era o fim do mito político. O fim do sonho de comandar o Estado.
Eu estava em Rio Branco-AC, preparava-me para ir a Universidade Federal do Acre-UFAC, quando assisti a chamada do Jornal Nacional noticiando o bárbaro assassinato do senador, que também tinha uma filial da Vepesa, na rodovia AC-40, em Rio Branco.
Depois do assassinato, uma ampla campanha de especulações, calúnias, difamações, injúrias foi iniciada. Uma parte da imprensa tentou a toda custo atribuir o crime ao empresário Assis Gurgacz. A manobra objetivava “arrancar” , extorquir dinheiro do riquíssimo empresário.
Pergunta-se: um homem que trabalho em Rondônia desde os anos 60, que tem empresas de ônibus no Amazonas, Roraima, Acre, Rondônia, Paraná, linhas intermunicipais, interestaduais, que pode lucrar ou ganhar dinheiro dez, vinte, cem, duzentas, trezentas ou seja lá quantas vezes for a mais do que os vencimentos do cargo de governador iria lucrar o que com uma coisa dessas???
Se tivesse empresa apenas em Rondônia, tivesse “enforcado” em dívidas, talvez teria motivos. Ao contrário, com tamanho patrimônio, empresas de ônibus, jornal, emissoras de rádio, canais de TV, faculdade, empresas de construção civil, ações, investimentos, imóveis e Deus sabe mais o que, que pode viver confortavelmente a vida inteira, que fez fortuna trabalhando duro, transportando passageiros numa época em que a BR 364 sequer era asfaltada e que a maioria dos municípios era interligada apenas por ramais, que motivos teria para se envolver com um elemento da espécie de Olavo???
Eu acho que nenhuma. Mário Calixto, de quem também fui funcionário (sou ex-funcionário do jornal Diário da Amazônia, de onde fui demitido e abandonado a própria sorte em Rio Branco-AC), é outro que desde a inauguração do Estadão teve uma única preocupação: tirar o ditador Jorge Teixeira do Palácio.
Em certa edição chegou a receber ameaças veladas depois de publicar uma charge em que Teixeira aparecia “crucificado”, na primeira capa. Motivo: Teixeira não quis atender ao pedido de Chiquilito para assinar ficha de filiação ao recém fundado PFL.
A preocupação de Mário era com dinheiro para modernizar o Estadão. Essa era a prioridade. Não queria já tinha experiência de que promessas “(...)e os ventos do norte não movem moinhos”.
Olavo fez uma saída de emergência e heróica da vida pública. Saiu porque quis. Saiu porque esqueceu que quem deixa uma esteira de inimigos, seja onde for, jamais deve baixar a guarda. Quem tem inimigos não dorme. Sempre anda cheio de escoltas. Eu já vi diversas vezes o empresário Assis Gurgacz, de calça jeans, no balcão de atendimento da Rodoviária de Ji-Paraná. Encontrei-o uma vez na sala do prefeito Nico do PT (substituiu Acir Gurgacz no cargo) e não vi esse cidadão andar com escolta.
Acir, que pode assumir a vaga de Expedito no Senado, chegou a participar de desfiles da banda do Vai Quem Quer, onde a concentração de foliões costuma superar cem mil ou mais. Pergunta-se: se tivesse dívidas ou culpabilidade ficaria em tal exposição???
Só se fosse algum louco igual a mim, que durmo até dentro de cemitérios e tenho proteção e carinho até de quem já morreu.
Quando as forças policiais em Rondônia, só resta uma saída: nenhum policial, seja o mais especializado consegue fazer milagres. E não boa técnica, coisa não boa, tirar conclusões sobre hipóteses. Por duas razões mínimas: uma, para não praticar culposa ou dolosamente eventual indiciamento ou condenação de inocentes.
Outra, por dever de consciência, este Deus particular existente dentro de cada homem, de cada ser humano, o melhor juiz, o melhor sensor moral, o que se confessa com o travesseiro.
Quando quero e estou cansado, durmo em cemitérios, na tumba de uma espécie de tia, que não esqueço e admiro eternamente o exemplo de simplicidade.
Considero este triste espetáculo macabro da política rondoniense e nacional superado. Como diz a Gal Costa, na música “Negro Amor”: (...esqueça os mortos, eles não levantam mais).
Nesta conclusão uma pergunta: um filho de Olavo Pires foi eleito deputado federal. Fez toda uma campanha prometendo “profunda investigação” ou elucidação do crime. Cumpriu todo o mandato no Congresso. Até hoje espero o resultado das investigações. Por que não cumpriu a promessa??? Por que não investigou??? Talvez porque sabe que o saudoso senador tinha dívidas de todas as espécies, formas e matizes e/ou porque preferiu a sombra, a porta lateral, o fim das disputas, das lutas, das ameaças, das dívidas, das ameaças dos cartéis. Enfim, a paz dos cemitérios. A paz eterna. A presença de Deus, o dono da permissão para nascer e da concessão para existir, diária Chico Buarque.
***Obs: o texto foi adaptado para este diária virtual por...***Abelardo Jorge 9957- 6033:।"Nós acreditamos em Deus e seus profetas": We believe in God and his prophets , Creemos en Dios y sus profetas, Noi crediamo in Dio e la sua profeti, Nous croyons en Dieu et en ses prophètes,Wir glauben an Gott und seinen Propheten ,Πιστευουμε στο Θεο και του προφητες, ونحن نؤمن بالله وبلدة الأنبياءابيلاردو خورخي ....Leia mais nos links:http://www.amazoniaviva.zip.net/, http://www.brasiline.zip.net/, http://www.globorondonia.blogspot.com/, http://www.agloborondonia.blogspot.com/





Terça-feira, Julho 28, 2009

Porto Velho-RO: pacientes falta de medicamentos, reagentes químicos denunciam e filas quilométricas na policlínica Hamilton Godin

Pacientes, bioquímicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem reiteraram nesta terça-feira (28/07) denúncias contra endêmica falta de medicamentos, reagentes químicos no laboratório, filas quilométricas, violação de direitos individuais e coletivos e direitos sociais, descumprimento da Lei Federal 8.080/90 (do governo Fernando Collor), e suspeitas de variadas ações delituosas, em tese, senão em prática cinética, na policlínica municipal Hamilton Godin, integrante da Secretaria Municipal de Saúde-Semusa da prefeitura de Porto Velho. As reiteradas denúncias estão a requerer investigação ou inquérito civil público do Ministério Público Federal-MPF/ Procuradoria da República, Ministério da Saúde, Ministério Público do Estado-MPE, Tribunal de Contas do Estado-TCE e da “caríssima” Câmara Municipal, para esclarecer se verdadeiras ou não as denúncias de fontes contra o governo do prefeito Roberto Sobrinho (PT).
FARMÁCIA BÁSICA
Fontes e pacientes confirmaram falta dos medicamentos: Plasil; Dexametazona; Neomicina; Metronidazol; Nistatina (pomada); o antiinflamatório Ibuprofeno; medicamentos usados indicados aos pacientes hipertensos ou portadores de cardiopatias: Neofidipina, Hidroclorotiazida; e os analgésicos Dipirona (gotas e comprimidos); Paracetamol (comprimido); antibióticos Cefalexina e Ciprofloxacino, este de amplo aspecto eficaz contra letais bactérias gran positivas e gran negativas e outros.
LABORATÓRIO
Talvez com medo de represálias, retaliações e “fuzilamento moral”, prática comum e subliminar Bioquímicos técnicos e auxiliares negaram falta de reagentes químicos para realização de hemograma completo, pesquisa de “plasmodium”, glicemia, TGP e TGO. “Existem estoques de reagentes neste laboratório”, disse uma bioquímica. Ela indicou à reportagem uma caixa de papelão cheia de lâminas onde foram coletados sangue de pacientes para pesquisa de malárias vivax, falsiparum e mista.
RAIOS-X
Um aparelho de Raios-X continua “empacotado” dentro de uma das salas da Hamilton Godin. Quando clínicos gerais ou pediatras solicitam esse tipo de exame, os pacientes são enviados ao Hospital de Base-HB. Mas, segundo fontes, estariam a figurar nas estatísticas como se tivessem recebido atendimento completo ou variados procedimentos pagos pelo Sistema Único de Saúde-SUS.
MÉDICOS E ENFERMEIROS
A falta de medicamentos, reagentes e de outros serviços de responsabilidade da prefeitura causa revolta aos mais de cem mil moradores dos bairros da zona leste de Porto Velho. Por vezes, médicos, enfermeiros e atendentes são alvo de ofensas verbais, palavras impublicáveis e de reações imprevisíveis de pacientes em “estado de necessidade” gerado a partir da inadimplência culposa ou dolosa da prefeitura.
INFILTRAÇÕES NAS PAREDES
Há denúncias de pacientes e funcionários versando sobre goteiras no telhado, infiltrações” e vazamento de água dos aparelhos de ar-condicionado dentro de enfermarias e “gatos” nas instalações elétricas e hidráulicas. Parte das denúncias foram confirmadas por José Maria França Lima, administrador hospitalar e diretor da Hamilton Godin.
“A CULPA É DE TERCEIROS”
Numa das vezes em que a reportagem esteve na policlínica, França Lima explicou que a reforma da policlínica não foi concluída e nem inaugurada pelo prefeito Sobrinho, que não teria conhecimento das denúncias dos pacientes. Segundo França, todos os dias uma média de 700 pacientes são “atendidos” na policlínica e recebem os medicamentos prescritos pelos médicos plantonistas. Ao contrário, a reportagem constatou, na tarde desta terça-feira, a falta de medicamentos prescritos e crianças não receberam analgésicos e antibióticos inexistentes na farmácia básica.
SAÚDE FUNCIONA NA PROPAPGANDA
Uma fonte confidenciou à reportagem uma espécie de “inovação” incluída no cumprimento da Lei de Diretrizes Orçamentárias e na Lei Orçamentária na administração e governo do prefeito Roberto Sobrinho. Seria a solução das deficiências, falhas, descumprimento da Constituição Federal e da Lei do SUS através de propaganda muito bem remunerada, que seria planejada ou arquitetada pelo publicitário Antônio Augusto, da Agência Nacional. Ele, que estaria a residir numa cidade do Paraná, teria conseguido solucionar um “teorema” desafio à física e a metafísica: o dom da ubiqüidade, onipresença, nos postos de saúde e policlínicas da prefeitura para suprir a falta de medicamentos e deficiências. Como se fosse mágico, teria poder de transformar o caos, eventual omissão de socorro, prevaricação, irresponsabilidade, crimes contra lei orçamentária e outros ilícitos, de reação circular e alto contágio, diria-se, em exemplo de eficiência da prefeitura, bem estar social. Porto Velho teria uma população feliz, com direito à vida assegurado pelos constituintes de 1988, direito à saúde e pleno gozo dos direitos e garantias fundamentais, coletivos, sociais e verdadeiro exercício da cidadania. De acordo com a propaganda da prefeitura (com as cores usadas na campanha eleitoral do prefeito) a saúde municipal é exemplo de perfeição e bom funcionamento. As denúncias não passam de “simetria”, porém inversa, ao pesadelo que atinge pacientes, médicos, enfermeiros e os que dependem do SUS na capital de Rondônia. A verdade somente virá à luz do dia, após ações saneadoras do MPF, MPE, MS, Câmara e o Poder Judiciário, estes “Aparelhos Repressivos” que podem sopesar as denúncias e afirmar se verdadeiras ou inverídicas, caluniosas e difamatórias ou se podem ser constatadas diariamente na saúde municipal.
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Segunda-feira, Julho 13, 2009

MPF denuncia piloto e mecânico de avião boliviano interceptado pela FAB

***A aeronave transportava 176 quilos de cocaína; piloto e mecânico se esconderam em uma mata após pouso

O Ministério Público federal denunciou à Justiça Federal, nesta segunda-feira (13/07), os bolivianos Ramon Ruiz Suarez e Gualberto Borda Mendez. Em um pequeno avião, eles entraram sem autorização em território brasileiro e foram interceptados pela Força Aérea Brasileira (FAB). Na aeronave foram encontrados mais de 176 quilos de cocaína. Se condenados, os denunciados podem cumprir penas de até 15 anos de prisão e pagamento multa.
Segundo a denúncia feita pelo Ministério Público Federal-MPF/Procuradoria da República no Município de Ji-Paraná, Ramon Suarez foi contratado para transportar cocaína de uma fazenda próxima a Trinidad, na Bolívia, até Rondônia. Pelo serviço, eles receberiam três mil pesos bolivianos. Ramon contratou o mecânico de aeronaves Gualberto Mendez para que o ajudasse a arremessar a cocaína em território brasileiro, enquanto pilotava o avião.
No dia 03/06, os dois entraram no espaço aéreo brasileiro com a droga. A aeronave boliviana foi detectada por um avião radar da FAB e, em seguida, interceptada por dois aviões Super Tucano. Houve tentativa de conduzir a aeronave boliviana até o aeroclube da cidade de Cacoal (RO), mas o piloto conseguiu desviar o curso e pousar em uma estrada rural, próximo ao distrito de Izidrolândia, na cidade de Alta Floresta do Oeste, também em Rondônia.
Na ocasião a polícia apreendeu sete pacotes de cocaína no avião, mas os tripulantes fugiram, entrando na mata fechada. Somente após ininterrupta busca realizada pela Polícia Federal e pelas Polícias Militar e Civil os dois foram localizados, no dia cinco de junho, e foram presos em flagrante. O procurador da República Rudson Coutinho afirma na denúncia que essas ações delituosas caracterizaram narcotráfico transnacional de drogas ilícitas.
O piloto Ramon Suarez e o mecânico de aeronaves Gualberto Mendez ainda estão presos na Casa de Detenção de Pimenta Bueno, onde aguardarão o julgamento. Os dois confessaram os crimes e assinaram “nota de culpa”.
Fonte: MPF/RO (www.prro.mpf.gov.br)***Obs: o texto foi adaptado para este diária virtual por...***Abelardo Jorge 9957- 6033:।"Nós acreditamos em Deus e seus profetas": We believe in God and his prophets , Creemos en Dios y sus profetas, Noi crediamo in Dio e la sua profeti, Nous croyons en Dieu et en ses prophètes,Wir glauben an Gott und seinen Propheten ,Πιστευουμε στο Θεο και του προφητες, ونحن نؤمن بالله وبلدة الأنبياءابيلاردو خورخي ....Leia mais nos links:http://www.amazoniaviva.zip.net/, http://www.brasiline.zip.net/, http://www.globorondonia.blogspot.com/, http://www.agloborondonia.blogspot.com/



Quarta-feira, Julho 08, 2009

Senadora Kátia Abreu, presidente da CNA, confirma presença na reunião de Ji-Paraná/RO

Considerada o maior expoente do agronegócio brasileiro, a presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), confirmou ao deputado Moreira Mendes, na manhã desta quarta-feira (08/07), sua presença na audiência pública que a Comissão de Agricultura e Pecuária da Câmara realiza nessa quinta-feira, às 3h da tarde, no Parque de Exposições de Ji-Paraná. O encontro é uma iniciativa do deputado Moreira Mendes, que é vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária para a Região Norte e um dos membros titulares da Comissão.

Além da presidente da CNA, estarão presentes no evento os deputados Abelardo Lupion (DEM-PR), Giovanni Queiroz (PDT-PA), Homero Pereira (PR-MT) e Valdir Colatto (PMDB-SC), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária.

Kátia Abreu tem se destacado no cenário político nacional por sua postura crítica em relação ao governo federal, e, principalmente, por sua coragem em defender os interesses do homem do campo. No Senado, como relatora, ela pôs fim à cobrança da CPMF – Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, o chamado ‘imposto do cheque’. Já à frente da CNA, ela protocolou na justiça um pedido de intervenção no Governo do Pará, contra a governadora Ana Júlia Carepa (PT), por descumprimento de mandados judiciais de reintegração de posse. Além de sua competência como senadora e agora como presidente da maior entidade da agropecuária brasileira – ela é a primeira mulher a presidir a CNA -, Kátia Abreu é apontada pelo Partido Democratas para ocupar a vaga de vice numa eventual chapa com o governador José Serra (PSDB-SP) para disputar a presidência da República no ano que vem.

O debate
O objetivo da reunião, de acordo com Moreira Mendes, é debater os temas atuais que estão na pauta de discussão do Congresso Nacional e da sociedade, e que envolvem diretamente o segmento rural, como a proposta de criação do novo Código Ambiental, a lei de regularização de terras públicas na Amazônia, as ações da justiça que culminaram com o fechamento de frigoríficos e empresas comercializadoras de carne, a legislação ambiental, entre outros. “Queremos saber o que pensam os nossos produtores de Rondônia, os pecuaristas, os donos de frigoríficos, os pequenos agricultores, as autoridades estaduais, os representantes de entidades ligadas ao tema e, a partir desse debate, tirar conclusões substanciais para o nosso trabalho aqui na Câmara”, diz o deputado.

Ele ressalta que a presença dos parlamentares em Ji-Paraná também irá abrilhantar ainda mais a EXPOJIPA – Exposição Agropecuária, Industrial e Comercial, que este ano chega à sua trigésima edição.

Claudivan Santiago – Assessor de Imprensa
www.moreiramendes.com.br
Foto: Portal CNA

Comandante-geral da PM afirma: “ruas de Porto Velho-RO danificam dezenas de viaturas diariamente”

Falta de iluminação pública, milhares de crateras ou solo lunar dificultam o policiamento ostensivo e impedem o trânsito de viaturas da Polícia Militar na maioria das ruas e bairros de Porto Velho. “Todos os dias a Gerência de Transportes Oficiais-GTO (onde é feita manutenção e conserto) libera dez viaturas. Todos os dias, à noite, dez viaturas voltam ao GTO danificadas”, disse, nesta quarta-feira (08/07), a comandante-geral da PM, Angelina Ramires, durante entrevista ao “Comando Policial”, transmitido pela TV Allamanda/SBT.
POPULAÇÃO DENUNCIA PREFEITURA
Multiplicam-se nos veículos “mas media”, rádios, jornais, TVs, sites, jornais eletrônicos e diários virtuais, em progressão geométrica, diariamente, denúncias dos moradores dos mais populosos bairros contra as péssimas condições de trafegabilidade nas ruas e avenidas de Porto Velho.
MÚLTIPLAS DENÚNCIAS RÁDIO CAIARI
Todos os dias o programa “A Bronca é sua a Ajuda é nossa”, na rádio Caiari, transmite telefonemas de moradores, presidentes de associações de moradores e líderes comunitários contrários ao péssimo estado das ruas, falta de terraplanagem, asfalto e iluminação pública em bairros dos quadrantes sul e leste da capital de Rondônia, onde residem mais de duzentas mil nacionais. A inadimplência da prefeitura poderia configurar falta de contrapartida social ao pagamento de impostos ou eventual omissão, prevaricação, desídia, descumprimento da lei orçamentária, sem prejuízo de hipotéticos ilícitos sucessivos conexos, pretéritos ou não, de reação circular a contagiar agentes públicos, o poder público, diria-se.
VERSÃO DE ROBERTO SOBRINHO
Em sucessivas entrevistas, o prefeito Roberto Sobrinho (PT) tenta responsabilizar o governo Ivo Cassol: “Ele (Cassol) é incompetente na área da Segurança Pública”, disse terça-feira (07/07), durante entrevista ao programa “Falando A Verdade”, apresentado Rita Furtado, ex-deputada federal constituinte, o economista Eudes Lustosa. O programa é transmitido pela FM 95.1MHz, instalada em Candeias do Jamari.
"A CULPA É DA CAERD"
Sobrinho também explicou que a Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia-Caerd esta a fazer obras de saneamento e distribuição de água potável, incluídas no PAC da ministra Dilma Rousself, e danifica ruas e avenidas. Em recente entrevista, na Cultura FM/Uniron, Sobrinho prometeu asfaltar “cem quilômetros de ruas em Porto Velho”, disse. (A/J)
***Fonte:QSO
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Terça-feira, Julho 07, 2009

Papa Bento XVI divulga encíclica: "Caridade na Verdade"

***o sistema econômico "deve ser orientado para dar apoio a um verdadeiro desenvolvimento"...

O papa Bento XVI divulgou nesta terça-feira (07/07), no Vaticano a terceira encíclica, intitulada “Caritas in Veritate”, que do latim significa “Caridade na Verdade”. O pontífice defende uma nova ordem política e financeira internacional em seu texto e pede alterações do modelo econômico vigente.
“Caridade na verdade, que Jesus Cristo testemunhou com a sua vida terrena e, sobretudo, com a sua morte e ressurreição é a força propulsora principal para o verdadeiro desenvolvimento de cada pessoa e da humanidade inteira”, assim começa e terceira encíclica de Bento XVI, que é dividida em seis capítulos. A maior característica desta em relação às anteriores é que está voltada para o fato social, atual e global, como a crise financeira internacional.
Segundo o papa, a prioridade para superar a crise em que o mundo se encontra é “reformar a Organização das Nações Unidas e, principalmente, a atual arquitetura econômica e financeira global, na qual estamos mergulhos em uma crise sem precedentes”, afirma um dos trechos da encíclica.
O pontífice diz também que a “verdadeira autoridade política tem como objetivo prioritário a vigilância sobre a economia, o desarmamento, a segurança alimentar e o comprometimento com a paz, a defesa do meio ambiente, a regulamentação dos fluxos migratórios e ajudar as economias atingidas pela crise econômica de modo a prevenir o agravamento, em consequência, maiores desequilíbrios financeiros”.
O papa Bento XVI considera ainda que os "princípios tradicionais da ética social", como a transparência, a honestidade e a responsabilidade, continuam a ter lugar nos dias de hoje para enfrentar "problemáticas do desenvolvimento neste tempo de globalização", em especial perante a crise do setor financeiro.
O Santo Padre considera que todo o sistema econômico "deve ser orientado para dar apoio a um verdadeiro desenvolvimento". "Há que considerar errada a visão dos que pensam que a economia de mercado necessitam estruturalmente de certas quantias de pobreza e subdesenvolvimento para poder funcionar do melhor modo", afirma.
O pontífice encerra o seu texto afirmando que a palavra de Deus é o caminho para toda humanidade. “Sem Deus o homem não sabe para onde ir e não consegue sequer compreender quem seja”.

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FHC: Congresso improdutivo leva à divulgação de "detalhes constrangedores"

***Sobre a crise no Senado: “(...)em casa de enforcado não se fala em corda”

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse nesta terça-feira (07/07), após sessão solene do Congresso para comemorar os 15 anos de lançamento do Plano Real, que o Senado está diferente de sua época. Segundo ele, um Congresso improdutivo ressalta a divulgação de “detalhes constrangedores” dos parlamentares.
“SENADO MUDOU...”
Questionado se o Senado estava diferente do tempo em que foi senador, FHC concordou. “Mudou. Pelo que vejo nos jornais mudou muito. Na época que fui senador, tínhamos um debate mais vivo e de idéias. Hoje em dia, tem preocupação com detalhes constrangedores”, comentou.
“É PRECISO PROPOSTAS...”
Segundo ele, todos concordam que o Congresso está pouco produtivo e isso faz com que outras coisas fiquem mais importantes. “Nisso [Congresso pouco produtivo] não há dúvidas, todos sabem disso. Mas é preciso ter uma agenda e propostas. Quando o Congresso fica menos ativo, acontece que as questões que não deveriam ser as mais importantes se tornem as mais importantes”, argumentou.
LULA E O PLANO REAL
O ex-presidente voltou a reclamar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, na avaliação dele, não reconhece os benefícios do Plano Real e do governo tucano para os avanços do país.
“Eu seria injusto com ele [Lula] se dissesse que ele está apenas surfando a onda do Plano Real. Ele usou [o plano] e não reconheceu. Até agora, não disse uma palavra sequer sobre o Real e tudo o que fizemos no meu governo que funcionou em benefício para o Brasil. Eu não quero fazer o que o PT fez comigo. Ele seguiu quase tudo na política econômica e também fez as coisas dele. Ele tem que entender que uma nação não é feita por um homem, mas é uma construção”, lamentou o ex-presidente.

ELOGIO AO GOVERNO PETISTA

Apesar da reclamação pelo não reconhecimento por parte de Lula, FHC disse que o “Brasil está avançando”.
***Autor: Jeferson Ribeiro, http://g1.globo.com

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Segunda-feira, Julho 06, 2009

Congressistas querem regulamentar todas as profissões

***Do sempre festejado ex-senador Roberto Campos (1917-2001):

"Nossa Constituição é uma mistura de dicionário de utopias e regulamentação minuciosa de efêmero”...

***“No Brasil, a burrice tem passado glorioso e futuro promissor”...

*** “Tudo que é rigorosamente proibido é ligeramente permitido"...
Se você ainda não sabe o que fazer na vida, não se desespere. O Congresso Nacional certamente vai regulamentar um ofício que atende aos seus anseios profissionais. Os repentistas, por exemplo, podem respirar aliviados. A Comissão de Constituição e Justiça-CCJ da Câmara dos Deputados aprovou, no dia 23 de junho, o projeto de lei para regulamentar a profissão. Foi o primeiro passo para a categoria conseguir um lugar no extenso ordenamento jurídico brasileiro e, assim, garantir os direitos da profissão. Para tanto só precisa entrar na fila onde já aguardam vaqueiros, depiladores, garçons, maitres, “sommeliers”, professores de ioga, parteiras e dezenas de outras categorias que terão também uma lei específica.
240 REGULAMENTAÇÕES
Segundo levantamento feito pela revista Consultor Jurídico, tramitam na Câmara e no Senado 240 propostas para regulamentar profissões.
DIPLOMA PARA EXERCÍCIO DO JORNALISMO
Um dos últimos atos para regulamentar profissões deu entrada no Senado, na última semana, na forma de Proposta de Emenda Constitucional de autoria do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), com o propósito de restabelecer a exigência de diploma para o exercício do jornalismo.
PSB DEFENDE LEI DA DITADURA
A exigência, estabelecida em decreto-lei dos tempos da ditadura militar, acaba de ser extinta pelo Supremo Tribunal Federal. Não que os ministros da alta corte tenham alguma aversão especial pela regulamentação profissional em geral. No caso específico, eles entenderam que exigir diploma para quem quer escrever em jornal ou falar na televisão fere o princípio constitucional da liberdade de expressão. O que indica que a PEC do senador sergipano não terá vida longa por ser inconstitucional.
DEM: “IN VINO VERITAS”
Entre as 240 propostas de regulamentação profissional, algumas chamam atenção pelo caráter, no mínimo, inusitado. Existe, de fato, a necessidade de uma lei para regulamentar a profissão dos sommeliers? Sommelier é o profissional responsável pela composição da carta de vinhos dos restaurantes. O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) acha que sim. “Esse profissional sabe como fazer de qualquer ocasião à mesa um acontecimento inesquecível através da escolha dos vinhos certos para cada prato”, justifica o deputado do DEM.
REGISTRO NO MEC
Lorenzoni não está sozinho em sua luta em defesa do bom vinho nos bons restaurantes. O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) apresentou um projeto semelhante, por razões idem. Se um dos dois virar lei, somente poderão exercer a profissão de sommelier os portadores de certificado de habilitação em cursos ministrados por instituições privadas nacionais ou estrangeiras reconhecidas pelo Ministério da Educação, ou aqueles que estejam exercendo a profissão há mais de três anos.
DEPUTADA DEFENDE DOMÉSTICAS
Quem também poderá ganhar mais direitos é a empregada doméstica. Para isso, no dia 4 de março, a deputada Luciana Costa (PR-SP) apresentou o PL 4.787/2009 . Luciana quer mudar o nome da classe para “funcionário do lar”. “Todo preconceito é fortalecido e realimentado no nível vocabular. Espera-se, com isso, a valorização dos trabalhadores domésticos, retirando-lhes a carga de subserviência”, escreveu a deputada na justificativa. A crise é grave: o PL está parado na Comissão de Trabalho desde que foi apresentado.
SALÃO DE BELEZA
Mas se há quem atenta pelo bem das funcionárias do lar, muitos mais se esmeram em defesa dos profissionais da beleza. São 14 projetos para regulamentar a atuação de manicures, pedicures, cabeleireiros, barbeadores, maquiadores, depiladores e afins. O mais antigo tramita há sete anos e ainda não saiu da Comissão de Constituição e Justiça.
CURSO TÉCNICO PARA CABELEREIROS E MANICURES
O deputado Marcelo Teixeira (PR-CE), autor de um dos projetos, usa como justificativa as exigências do mundo moderno. “O mundo contemporâneo, cada vez mais, exige cuidados especializados no trato com a aparência pessoal. A inadequada manipulação de produtos químicos, por profissionais inabilitados, pode colocar em risco a saúde dos consumidores desses serviços. Urge, portanto, regulamentar a atividade em questão”. Pela lei, só pode trabalhar quem tiver curso técnico ou um ano de experiência.
CF: “É LIVRE O EXERCÍCIO DE QUALQUER TRABALHO, OFÍCIO OU PROFISSÃO...”
Para tentar reverter essa enxurrada de projetos de lei, o deputado Fernando Coruja (PPS-SC), apresentou em 2007 o PL-2686/07 para dificultar a insistência dos colegas deputados. “Nos projetos de regulamentação dessas atividades e profissões, em muitos casos, constam atribuições que já fazem parte de leis regulamentadoras de outras atividades”, justifica. “Existem inúmeras profissões que, apesar de não regulamentadas, são exercidas de forma eficaz. À exceção de algumas poucas atividades, a maioria pode ser exercida livremente independentemente de qualquer regulamentação, conforme autorização expressa na Constituição Federal”, prossegue o deputado.
EXTINÇÃO DE “SÚMULA”
O projeto é, na verdade, a reedição de uma súmula criada, em 2001, pela Comissão de Trabalho da Câmara. Quatro anos depois, os deputados revogaram o verbete. Os deputados reclamavam da pressão que sofriam, uma vez que eram considerados “inimigos” de uma categoria, sempre que um PL era derrubado pela comissão. A proposta de Coruja aguarda votação há um ano na Comissão de Trabalho.
RÉGIS CONTRA “BUROCRACIA CONTAGIOSA”
No mesmo sentido, o deputado Régis de Oliveira (PSC-SP) também é contra mais leis para as profissões. O deputado, um dos membros da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, classifica os PLs de “loucura. “Tenho rejeitado na Câmara todo tipo de disciplina de profissões. Outro dia foi a de manicure. Ela já realiza seu trabalho por instinto. E agora querem que ela vá fazer um curso para ter um papelzinho. Agora, quem não tiver um papel, comete um crime por exercício ilegal de profissão. Veja como estamos burocratizando tudo. É loucura”, disse o deputado, em entrevista à ConJur.

Autor: Filipe Coutinho, do: http://www.conjur.com.br
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Sexta-feira, Julho 03, 2009

Ministro Gilmar Mendes discute projetos no Congresso Nacional

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, se reuniu na manhã de quinta-feira (2/6) com os presidentes da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP) e do Senado Federal, José Sarney (PMDB-AP) para tratar de projetos que tramitam no Congresso sobre o Pacto Republicano. Na ocasião, ele também falou da crise pela qual passa o Senado.
II PACTO REPUBLICANO
Acompanhado de presidentes das associações regionais da Justiça Federal, o ministro tratou de temas relevantes que interessam à categoria como férias no Judiciário e subsídios.
Sobre o II Pacto Republicano, assinado em abril deste ano pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário com o objetivo de tornar a Justiça brasileira mais rápida e eficaz, Gilmar Mendes informou que os projetos estão avançando.
CÂMARA DOS DEPUTADOS
A Câmara aprovou, por exemplo, o projeto que permite a convocação de juízes para atuarem junto com o STF nos processos com prerrogativa de foro, evitando a tramitação, cartas de ordem e tudo que contribui para a demora nos julgamentos. Os juízes poderão trabalhar na parte de instrução dos processos e ouvir testemunhas, por exemplo.
CCJ DO SENADO
O projeto também foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e deverá ser submetido ao Plenário para então ser sancionado pelo presidente da República. A partir daí, segundo o ministro Gilmar Mendes, começará realmente uma nova fase nessa área.
LEI 1.533/51
A reunião também tratou da Lei do Mandado de Segurança e outras pautas do Poder Judiciário.
“CRISE POLÍTICA”
O presidente do STF foi questionado sobre a crise que passa o Senado Federal e a possível saída do cargo do presidente da Casa, senador José Sarney. “Crise política se resolve com política", disse. Ele relatou que, durante a conversa, o senador apenas falou da evolução da crise.
“As crises no ambiente político normalmente são passageiras e eu acho que o Brasil tem uma classe política extremamente competente que tem sabido superar as mais diversas crises”, afirmou Gilmar Mendes. Segundo ele, o país só tem um modelo constitucional estável porque soube superar as crises que ocorreram ao longo dos anos.
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Presidente Barack Obama: “Cresci ouvindo Michael Jackson”

O rei do pop tinha um fã na Casa Branca. O presidente Barack Obama disse quinta-feira (02/07) ser um seguidor de longa data de Michael Jackson. "Eu cresci com a música dele. E ainda tenho tudo no meu iPod", afirmou o presidente dos E.U.A em entrevista à agência "Associated Press". Ele acrescentou que Jackson irá "para a história como um de nossos maiores artistas."

Obama disse não ver nenhuma controvérsia pelo fato dele não ter divulgado uma declaração pública formal sobre a morte de Jackson, e afirmou não estar ciente de nenhuma insatisfação na comunidade negra por causa disso. "Conheço muitas pessoas na comunidade negra", destacou.
***Fonte: yahoo.com.br
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Terça-feira, Junho 30, 2009

Prefeitura de Porto Velho-RO paralisa “reforma e revitalização” do Mercado Central

As obras de reforma e revitalização do Mercado Central de Porto Velho estão paralisadas. Há mais de quatorze meses os feirantes trabalham, em condições precárias, dentro de um barracão, de madeira, construído no cruzamento das ruas Euclides da Cunha e Henrique Dias. No contrato Nº 196/PGM/2007, pactuado entre a administração do prefeito Roberto Sobrinho (PT) e a construtora Eletrix Engenharia Ltda, consta o prazo de seis meses ou 180 dias para a conclusão da “reforma”, avaliada, inicialmente, em mais de R$ 1.299.231,31, financiada pelo Ministério do Turismo e Caixa Econômica Federal-CEF.
PÉSSIMAS INSTALAÇÕES E RISCO DE INCÊNDIO
No barracão onde o governo Roberto Sobrinho abrigou os feirantes é constatável ligações elétricas improvisadas e sem isolamento, “gatos” na rede de fornecimento de energia elétrica interligando dezenas geladeiras, "freezeres", televisores; esgotos a céu aberto; botijas de gás ao lado de calçadas, estabelecendo probabilidade de explosão e incêndio; feirantes preparam e vendem refeições sem uso de tocas; em várias barracas não existem copos descartáveis; excesso de sujeira ou lixo acumulado e outras irregularidades que denunciam eventual ineficiência ou prevaricação da Vigilância Sanitária municipal.
POMBOS E RATAZANAS
Consumidores denunciam que a “lentidão” ou atraso inexplicável da “reforma e revitalização” obriga feirantes e consumidores disputar espaço com ratazanas, baratas e pombos. “Há sempre risco de transmissão de leptospirose, hepatite A ou outras doenças causadas por vírus ou bactérias aeróbias e anaeróbias”, disse uma fonte. A presença de ratazanas não estaria restrita aos mercados de Porto Velho. De acordo com o termo de liberação Nº 03/2009, publicado no. Diário Oficial do dia 04/05, a prefeitura teria gasto mais de R$ 7.000,00 (sete mil reais) na extinção de baratas e algumas espécies de ratazanas freqüentadoras do gabinete de Sobrinho.
DESCASO E BANDIDAGEM
Inconformados, alguns feirantes dizem que o atraso na conclusão das obras é “descaso” ou “irresponsabilidade”. Denunciam a presença de marginais e consumidores de drogas nas imediações do mercado. “Constantemente, no período noturno, “noiados” tentam furtar ou roubar as barracas. A péssima iluminação pública e as ruas interditadas dificultam e impossibilitam o trânsito de pedestres e viaturas policiais. Os bandidos praticam crimes impunemente”, disse uma feirante. “Desde que fomos instalados aqui há um único benefício: a prefeitura suspendeu a cobrança das taxas. Não estamos pagando contas de água e luz”, disse a feirante “Leninha”.
SECRETÁRIO NÃO ATENDE REPORTAGEM
Entre 15 e 16 horas desta terça-feira (30/06), a reportagem tentou contato telefônico com o secretário municipal de Obras, Marcelo Fernandes. A atendente do telefone 3901-3170, identificada pelo prenome Ivonete, transferiu a ligação para o gabinete do secretário. Após perguntar “de onde é?”, “de qual órgão?”, “qual o assunto”, “vou ver se o secretário pode atender”, a secretária Michelle informou: “o doutor Marcelo está muito ocupado, em reunião. Ele só concede entrevista quando é agendada com muita antecedência”, disse. (A/J)
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Sexta-feira, Junho 26, 2009

MICHAEL JACKSON


***(1958-+25/06/2009)

Quinta-feira, Junho 25, 2009

STF: o voto do ministro Carlos Britto contra diploma de jornalista

***O ministro Carlos Britto (presidente do TSE) acompanhou o voto do presidente do STF, Gilmar Mendes...

***Sindicatos de Jornalistas defendem Lei da Ditadura e querem contribuição sindical...


O ministro Carlos Britto foi um dos que votou pelo fim da exigência do diploma de jornalismo. O julgamento aconteceu no Supremo Tribunal Federal no dia 17 de julho deste ano. Além de concordar que a bagagem intelectual e ética do profissional vão além do diploma, Britto também discursou sobre o conceito de liberdade de expressão. Clique aqui para ler o voto.
“DIPLOMA NÃO SALVAGUARDA A SOCIEDADE...”
Para o ministro, quem quiser cursar uma faculdade para adquirir o diploma tem liberdade para isso e só tem a ganhar com a formação. Segundo ele, o que não pode ocorrer é que profissionais diplomados monopolizem o direito de exercer a profissão, frente a pessoas que possuem vocação para o jornalismo, mesmo sem o certificado. "A exigência do diploma não salvaguarda a sociedade a ponto de justificar restrições à liberdade de exercício da atividade jornalística, expressão sinônima de liberdade de imprensa."
DIREITO CONSTITUCIONAL
Para justificar seu voto, Britto defendeu o conceito de liberdade de imprensa, que ele entende ser "peculiaríssimo". "O regime jurídico constitucional da liberdade de imprensa é exclusivo, não há como fazer a menor comparação com qualquer outra matéria versada pela Constituição." Para o ministro, a idéia se justifica no tratamento da matéria pelo nome de "comunicação social", ou seja, aquela dirigida a toda a sociedade.
“LIBERDADE DE IMPRENSA É DIREITO ABSOLUTO”
Argumentando contra o voto de Menezes Direito, que defendeu o diploma, Britto afirmou que entende a liberdade de imprensa como direito absoluto, comparado ao da proibição da tortura e da extradição de brasileiros de seu próprio país.
EXEMPLO DE GRANDES ESCRITORES E JORNALISTAS
O ministro citou famosos escritores brasileiros como Carlos Drumond de Andrade, Vinicius de Moraes e Otto Lara Rezende que não poderiam ter trabalhado como jornalistas se tivessem sido obrigados a apresentar o diploma, que não tinham.
MINISTRO GILMAR MENDES
A polêmica do diplomaA decisão do Supremo ratificou liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes em novembro de 2006, que garantia o exercício da profissão por aqueles que não são formados em jornalismo. Os ministros se debruçaram sobre recurso apresentado pelo Ministério Público Federal e pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no estado de São Paulo. Prevaleceu a alegação do MPF de que o jornalismo é uma atividade intelectual, que prescinde de obrigação de formação superior.
LEI DA DITADURA
A polêmica em torno da necessidade de diploma de jornalismo para o exercício da profissão esteve presente na imprensa desde a edição do Decreto-Lei 972/69 — em plena ditadura militar — que regulamentou a atividade, mas ganhou força em outubro de 2001, quando o Ministério Público entrou com ação para derrubar a exigência de diploma.
JUÍZA CARLA ABRANTKOSKI RISTER
No dia 23 de outubro de 2001, a Justiça deu liminar para suspender a obrigação de ter diploma de curso de jornalismo para a atividade jornalística. A decisão foi da juíza da 16ª Vara Cível de São Paulo, Carla Abrantkoski Rister. Ela acolheu argumento do procurador da República André de Carvalho Ramos de que o decreto que regula a profissão não foi recepcionado pela Constituição de 1988. A exigência foi cassada.
SINDICATOS DEFENDEM LEI DA DITADURA
A União e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) recorreram ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região. No final de 2005, a 4ª Turma do tribunal derrubou a sentença de primeira instância e restabeleceu a obrigação dos jornalistas terem curso superior na área específica. O relator da matéria, desembargador Manoel Álvares, entendeu que o Decreto-Lei 972/69 foi sim, recepcionado pela Constituição. Foi a vez, então, de o MPF recorrer ao Supremo e sair vitorioso.
***Autora: Por Fabiana Schiavon, do: http://www.conjur.com.br
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MPF e MP/RO cobram agilidade na instalação de detectores de metal no presídio Urso Branco

***O presídio Urso Branco já foi alvo de denúncias da OEA, palco de chacinas e suspeitas de corrupção ou eventuais crimes sucessivos envolvendo agentes públicos, agentes penitenciários, integrantes das forças policiais...

Representantes do Ministério Público Federal e Ministério Público de Rondônia estiveram terça-feira (23/06) no presídio Urso Branco para verificar a instalação de seis detectores de metal e um equipamento de raio-X na unidade prisional. O procurador da República Ercias Rodrigues de Sousa e a promotora de Justiça Andréa Waleska Nucini Bogo (foto) cobraram da direção do Urso Branco mais agilidade na instalação dos equipamentos de segurança.
DEPEN
Segundo o procurador, os dispositivos vieram do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e são fundamentais para evitar que celulares, drogas e armas brancas ou de fogo entrem naquela unidade prisional. “Outra ponto importante é que as revistas vexatórias deixarão de ser necessárias. Atualmente esta prática ainda é feita e é motivo de constrangimento, principalmente para as mulheres”, disse.
SALAS DE AULA
Outro problema verificado é a ausência de salas de aula suficientes para os presos que querem e necessitam aproveitar o tempo de reclusão para aprender a ler e escrever ou avançar nas séries escolares. “A promoção de atividade educativa para os presos é fundamental. Este assunto já está sendo objeto de averiguação e acompanhamento por parte dos Ministérios Públicos”, afirmou o procurador Ercias Rodrigues.
Fonte: MPF/RO (www.prro.mpf.gov.br)
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Segunda-feira, Junho 22, 2009

Amado Rahhal afirma: “prefeitura de Porto Velho-RO é responsável pela superlotação do Hospital de Base”

O diretor-geral do Hospital de Base-HB de Porto Velho, Amado Rahhal, reiterou nesta segunda-feira (22/06) críticas contra o que pode configurar inadimplência da prefeitura de Porto Velho na execução da atenção básica, saúde da família ou atendimentos de baixa complexidade. “Das 4.925 internações feitas no Hospital de Base-HB entre janeiro e maio deste ano, 3.954, ou seja, 80,28% pacientes residem em Porto Velho, onde não existe hospital municipal. No mesmo período, houve apenas 971 (ou 19,72%) internações de pacientes dos municípios do interior. Estatísticas provam que a prefeitura da capital é responsável pela superlotação do HB, hospital e Pronto Socorro João Paulo II e o hospital infantil Cosme e Damião”, disse.
ATENDIMENTOS DE BAIXA COMPLEXIDADE NO HB
Amado Rahhal disse que a prefeitura não cumpre integralmente a Atenção Básica e a Saúde da Família. Exemplificou: “Entre janeiro e maio foram feitas 648 mamografias; 12.131 exames de Raios-X; 6.050 ultra-sonografias. Estes exames são de responsabilidade da prefeitura”, disse.
DINHEIRO DAS HIDRELÉTRICAS
Amado Rahhal disse que no prazo de quarenta dias o governo Ivo Cassol vai investir verbas do estado, somadas aos R$ 18 milhões de repasses de construtoras responsáveis pela construção da hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira, na construção de uma clínica médica com 70 leitos; unidade de Oncologia, Radioterapia, Quimioterapia e Braquiterapia; reforma no estacionamento interno e externo; construção de uma cozinha; construção de auditório; biblioteca; salas de aula; alojamento; lavanderia; sistema de esgoto e local para lixo hospitalar. “Onde a prefeitura de Porto Velho vai investir os R$ 18 milhões que recebeu pela construção das hidrelétricas?”, questionou Amado Rahhal.
RÉPLICA DA PREFEITURA
A réplica do prefeito Roberto (PT) aconteceu durante sua participação no programa “A Hora do Povo”, na rádio Cultura FM. Sobrinho fez críticas “virulentas” contra o governador Ivo Cassol e disparou: “O governador não arrumou um tostão para a cidade de Porto Velho, na área de Saúde”, disse.
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Sábado, Junho 20, 2009

A incomparável Mirela Santos

-Precisa comentar???

***Foto: paparazzo

Ministro Gilmar Mendes: registro de jornalista perdeu sentido

***Constituição Federal: Art. 5º, IX: “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

***Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
§ 1º Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5º, IV, V, X, XIII e XIV.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, disse que o registro profissional de jornalista no Ministério do Trabalho perdeu o sentido após decisão da Corte que acabou com a exigência de diploma. A informação é da Agência Brasil.
O Supremo decidiu, na quarta-feira (17/6), que é inconstitucional a obrigatoriedade do diploma em curso superior específico para o exercício da profissão de jornalista no Brasil. O presidente do Supremo disse que outras questões que refletem sobre essa decisão serão discutidas posteriormente, como por exemplo, as exigências em concursos públicos na inscrição de vagas para jornalistas.
O presidente do STF descartou a possibilidade de uma nova regulamentação elaborada pelo Congresso Nacional como proposto pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa. Ele reiterou que há possibilidade de outras profissões serem desregulamentadas, no entanto, não quis especificar quais são essa áreas.
***Fonte: http://www.conjur.com.br
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Sexta-feira, Junho 19, 2009

Ministra Dilma Roussef lança em Rondônia os programas “Terra Legal” e “Arco Verde”

O governador de Rondônia, Ivo Cassol e sua esposa, Ivone Cassol, recepcionaram, às 9:10 desta sexta-feira (19/06) a ministra-chefe da Casa Civil Dilma Roussef. Ela veio acompanhada dos ministros Marcio Fortes, das Cidades, Márcio Zimmermman, interino das Minas e Energia, e Alfredo Nascimento, dos Transportes.
Na Escola Estadual Marcelo Cândia, Dilma lançou o programa “Terra Legal”, para regularização fundiária.
Segundo fontes, nesta sábado (20/06), Dilma vai lançar o programa “Arco Verde”, que, em tese, objetiva reduzir o desmatamento também em Rondônia. Ela assinou uma ordem de serviço e de “parceria” com o governo Ivo Cassol, no valor de R$ 644 milhões, para obras de abastecimento de água tratada e construção de redes de esgotos em Porto Velho, onde, estima-se, que menos de 1% da população é residente em área de completa infra-estrutura.
PROTESTOS DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS
A visita da ministra Dilma Roussef coincidiu com protestos organizados pelo Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Rondônia-Sindsef. Desde quarta-feira (17/06), manifestantes da capital e do interior de Rondônia fazem passeatas de protestos contra a política salarial do governo Lula. Os funcionários públicos reivindicam: aprovação do Plano de Cargos e Carreira, “reajuste linear”, serviço público de qualidade e cumprimento de “acordos” ou promessas que teriam sido feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
***Fotos: www.oobservador.com.br
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Quinta-feira, Junho 18, 2009

Supremo Tribunal Federal decide que é inconstitucional a exigência de diploma para o exercício do jornalismo

***À luz da Constituição Federal-CF, o Ministro Gilmar Mendes julgou favorável a livre manifestação de pensamento e informação...

***CF: Art. 5º, IX: “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
***Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.

§ 1º Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5º, IV, V, X, XIII e XIV.


Por maioria, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira (17/06), que é inconstitucional a exigência do diploma de jornalismo e registro profissional no Ministério do Trabalho como condição para o exercício da profissão de jornalista.
O entendimento foi de que o Decreto-Lei 972/1969, baixado durante o regime militar, não foi recepcionado pela Constituição Federal (CF) de 1988 e que as exigências nele contidas ferem a liberdade de imprensa e contrariam o direito à livre manifestação do pensamento inscrita no artigo 13 da Convenção Americana dos Direitos Humanos, também conhecida como Pacto de San Jose da Costa Rica.
A decisão foi tomada no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 511961, em que se discutiu a constitucionalidade da exigência do diploma de jornalismo e a obrigatoriedade de registro profissional para exercer a profissão de jornalista. A maioria, vencido o ministro Marco Aurélio, acompanhou o voto do presidente da Corte e relator do RE, ministro Gilmar Mendes, que votou pela inconstitucionalidade do DL 972.
MINISTRO GILMAR MENDES
Para Gilmar Mendes, “o jornalismo e a liberdade de expressão são atividades que estão imbricadas por sua própria natureza e não podem ser pensados e tratados de forma separada”, disse. “O jornalismo é a própria manifestação e difusão do pensamento e da informação de forma contínua, profissional e remunerada”, afirmou o relator.
MPF X TRF 3ª REGIÃO
O RE foi interposto pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (Sertesp) contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região que afirmou a necessidade do diploma, contrariando uma decisão da 16ª Vara Cível Federal em São Paulo, numa ação civil pública.
DECRETO 972/69
No RE, o Ministério Público e o Sertesp sustentam que o Decreto-Lei 972/69, que estabelece as regras para exercício da profissão – inclusive o diploma –, não foi recepcionado pela Constituição de 1988.
OEA
Além disso, o artigo 4º, que estabelece a obrigatoriedade de registro dos profissionais da imprensa no Ministério do Trabalho, teria sido revogado pelo artigo 13 da Convenção Americana de Direitos Humanos de 1969, mais conhecida como Pacto de San Jose da Costa Rica, ao qual o Brasil aderiu em 1992. Tal artigo garante a liberdade de pensamento e de expressão como direito fundamental do homem.
Advogados das partes
ANTÔNIO FERNANDES DE SOUZA
Essa posição foi reforçada, no julgamento de hoje, pela advogada do Sertesp, Taís Borja Gasparian, e pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza. A advogada sustentou que o DL 972/69 foi baixado durante o regime militar e teve como objetivo limitar a livre difusão de informações e manifestação do pensamento. Segundo ela, o jornalista apenas exerce uma técnica de assimilação e difusão de informações, que depende de formação cultural, retidão de caráter, ética e consideração com o público.
DECRETO 972/69 CONTRARIA A CONSTITUIÇÃO FEDERAL
Em apoio à mesma tese, o procurador-geral da República sustentou que a atual legislação contraria o artigo 5º, incisos IX e XIII, e o artigo 220 da Constituição Federal, que tratam da liberdade de manifestação do pensamento e da informação, bem como da liberdade de exercício da profissão.
FENAJ
O advogado João Roberto Piza Fontes, que subiu à tribuna em nome da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), advertiu que “o diploma não impede ninguém de escrever em jornal”. Segundo ele, a legislação dá espaço para os colaboradores com conhecimentos específicos em determinada matéria e, também, para os provisionados, autorizados a exercer o jornalismo onde não houver jornalista profissional formado nem faculdade de Comunicação.
Segundo ele, o RE é apenas uma defesa das grandes corporações e uma ameaça ao nível da informação, se o jornalismo vier a ser exercido por profissionais não qualificados, assim como um aviltamento da profissão, pois é uma ameaça à justa remuneração dos profissionais de nível superior que hoje estão na profissão.
ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO
Também em favor do diploma se manifestou o a advogada Grace Maria Mendonça, da Advocacia Geral da União (AGU). Ela questionou se alguém se entregaria na mão de um médico ou odontólogo, ou então de um piloto não formado. Segundo ela, não há nada no DL 972 que contrarie a Constituição Federal. Pelo contrário, ele estaria em plena consonância com a Carta.
VOTAÇÃO PLENÁRIA NO STF
Ao acompanhar o voto do relator, a ministra Cármen Lúcia disse que a CF de 1988 não recepcionou o DL 972. “Não há recepção nem material nem formal”, sustentou ela. Além disso, a ministra considerou que o artigo 4º do DL contraria o artigo 13 do Pacto de San Jose da Costa Rica.
“O JORNALISMO PRESCINDE DE DIPLOMA”
No mesmo sentido votou o ministro Ricardo Lewandowski. Segundo ele, “o jornalismo prescinde de diploma”. Só requer desses profissionais “uma sólida cultura, domínio do idioma, formação ética e fidelidade aos fatos”. Segundo ele, tanto o DL 972 quanto a já extinta – também por decisão do STF – Lei de Imprensa representavam “resquícios do regime de exceção, entulho do autoritarismo”, que tinham por objeto restringir informações dos profissionais que lhe faziam oposição.
DIREITO À INFORMAÇÃO E LIBERDADE DE PENSAMENTO
Ao também votar pelo fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista, o ministro Carlos Ayres Britto distinguiu entre “matérias nuclearmente de imprensa, como o direito à informação, criação, a liberdade de pensamento”, inscritos na CF, e direitos reflexamente de imprensa, que podem ser objeto de lei. Segundo ele, a exigência do diploma se enquadra na segunda categoria. “A exigência de diploma não salvaguarda a sociedade para justificar restrições desproporcionais ao exercício da liberdade jornalística”, afirmou.
EXEMPLOS HISTÓRICOS
Ele ponderou, no entanto, que o jornalismo continuará a ser exercido por aqueles que têm pendor para a profissão, sem as atuais restrições. Ao votar contra elas, citou os nomes de Carlos Drummond de Andrade, Otto Lara Resende, Manuel Bandeira, Armando Nogueira e outros como destacados jornalistas que não possuíam diploma específico.
DIPLOMA NÃO PRESERVA DANOS À COLETIVIDADE
Por seu turno, ao votar com o relator, o ministro Cezar Peluso observou que se para o exercício do jornalismo fossem necessárias qualificações como garantia contra danos e riscos à coletividade, uma aferição de conhecimentos suficientes de verdades científicas exigidas para a natureza do trabalho, ofício ou profissão, o diploma se justificaria.
Entretanto, segundo ele, “não há, no jornalismo, nenhuma dessas verdades indispensáveis”, pois o curso de Comunicação Social não é uma garantia contra o mau exercício da profissão.
“Há riscos no jornalismo?”, questionou. “Sim, mas nenhum é atribuível ao desconhecimento de verdade científica que devesse governar a profissão”, respondeu, ele mesmo.
Ele concluiu dizendo que, “há séculos, o jornalismo sempre pôde ser bem exercido, independentemente de diploma”.
EROS GRAU E ELLEN GRACIE
O ministro Eros Grau e a ministra Ellen Gracie acompanharam integralmente o voto do relator, ministro Gilmar Mendes.
Último a proferir seu voto no julgamento, o decano da Corte, ministro Celso de Mello, acompanhou o relator do recurso. O ministro fez uma análise histórica das constituições brasileiras desde o Império até os dias atuais, nas quais sempre foi ressaltada a questão do livre exercício da atividade profissional e acesso ao trabalho.
“DECRETO 972/69 TERIA ORIGEM ESPÚRIA?”
Ainda no contexto histórico, o ministro Celso de Mello salientou que não questionaria o que chamou de “origem espúria” do decreto-lei que passou a exigir o diploma ou o registro profissional para exercer a profissão de jornalista, uma vez que a norma foi editada durante o período da ditadura militar.
Para o ministro, a regra geral é a liberdade de ofício. Ele citou projetos de lei em tramitação no Congresso que tratam da regulamentação de diversas profissões, como modelo de passarela, design de interiores, detetives, babás e escritores. “Todas as profissões são dignas e nobres”, porém há uma Constituição da República a ser observada, afirmou.
DIVERGÊNCIA DO MINISTRO MARCO AURÉLIO
Ao abrir divergência e votar favoravelmente à obrigatoriedade do diploma de jornalista, o ministro Marco Aurélio ressaltou que a regra está em vigor há 40 anos e que, nesse período, a sociedade se organizou para dar cumprimento à norma, com a criação de muitas faculdades de nível superior de jornalismo no país. “E agora chegamos à conclusão de que passaremos a ter jornalistas de gradações diversas. Jornalistas com diploma de curso superior e jornalistas que terão, de regra, o nível médio e quem sabe até o nível apenas fundamental”, ponderou.
O ministro Marco Aurélio questionou se a regra da obrigatoriedade pode ser “rotulada como desproporcional, a ponto de se declarar incompatível” com regras constitucionais que preveem que nenhuma lei pode constituir embaraço à plena liberdade de expressão e que o exercício de qualquer profissão é livre.
“A resposta para mim é negativa. Penso que o jornalista deve ter uma formação básica, que viabilize a atividade profissional, que repercute na vida dos cidadãos em geral. Ele deve contar com técnica para entrevista, para se reportar, para editar, para pesquisar o que deva estampar no veículo de comunicação”, disse o ministro.
“Não tenho como assentar que essa exigência, que agora será facultativa, frustando-se até mesmo inúmeras pessoas que acreditaram na ordem jurídica e se matricularam em faculdades, resulte em prejuízo à sociedade brasileira. Ao contrário, devo presumir o que normalmente ocorre e não o excepcional: que tendo o profissional um nível superior estará [ele] mais habilitado à prestação de serviços profícuos à sociedade brasileira”, concluiu o ministro Marco Aurélio.
***Fonte: STF (FK/LF)
***Fotos: G1

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Terça-feira, Junho 16, 2009

Justiça Federal condena Mário Calixto a mais de 7 anos de prisão – Confira sentença

O empresário Mário Calixto Filho, dono do jornal O Estadão do Norte, foi condenado na última sexta-feira, 12, a sete anos, 10 meses e 15 dias de prisão, sentença a ser cumprida no regime semi-aberto. A decisão é do juiz Pablo Coelho Charles Gomes, da 1a Vara Federal Criminal de Vitória, Espírito Santo. Mário Calixto, no entanto, encontra-se foragido há sete meses, desde que teve sua prisão decretada pelo mesmo magistrado. O dono do Estadão do Norte havia sido preso junto com o filho do governador Ivo Cassol, Ivo Júnior Cassol, e o sobrinho deste, Alessandro Cassol Zabott, além de outros envolvidos com a chamada máfia capixaba, especializada em importação de automóveis de luxo subfaturados. A Polícia Federal descobriu que Calixto usou sua influência e prestígio junto ao secretário estadual de Fazenda, José Genaro, para garantir isenção fiscal à empresa TAG, usada pela máfia no esquema de importações. Em troca, Calixto recebeu cerca de R$ 200 mil. Parte desse dinheiro se destinaria a pagar propina a José Genaro. De acordo com as investigações, Mário teria atuado - ou pelo menos prometido atuar - junto ao secretário para reativar os benefícios da TAG, que estavam suspensos pelo Estado.

Mesmo com Mário Calixto foragido, o juiz federal determinou, na última sexta-feira, sua intimação pessoal por oficial de justiça a fim de que certifique que o condenado não foi encontrado

Caso o Oficial de Justiça certifique que não o encontrou, a intimação deverá ser feita na pessoa do defensor constituído.

CONFIRA DECISÃO:

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2008.50.01.003704-0 21000 - ACOES PENAIS
Autuado em 17/04/2008 - Consulta Realizada em 16/06/2009 às 11:37
AUTOR : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL
PROCURADOR: LUCIANA FURTADO DE MORAES E OUTRO
REU : ADRIANO MARIANO SCOPEL E OUTROS
ADVOGADO : PAULO AMADOR THOMAZ DA CUNHA BUENO E OUTROS
1ª Vara Federal Criminal - SUB - PABLO COELHO CHARLES GOMES
Juiz - Sentença/Julgamento: PABLO COELHO CHARLES GOMES

Objetos: CRIME CONTRA A INCOLUMIDADE E A PAZ PUBLICA; CRIME PRATICADO POR PARTICULAR CONTRA A ADMINISTRACAO PUBLICA
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Concluso ao Juiz(a) PABLO COELHO CHARLES GOMES em 05/02/2009 para Sentença/Julgamento SEM LIMINAR por JESSMI
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SENTENÇA TIPO: D - Penais LIVRO 127/163 REGISTRO NR. SENTENÇA TIPO D -PASTA 12 FOLHA 796/832

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Ação Penal ¿ classe 21000
Autor: Ministério Público Federal
Réus: Adriano Mariano Scopel, Aguilar de Jesus Bourguignon, Mário Calixto Filho e Ronaldo Benevídeo dos Santos.
Registro: sentença tipo d

SENTENÇA

I. RELATÓRIO.
Cuida-se de ação penal proposta pelo MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL contra os nacionais ADRIANO MARIANO SCOPEL (empresário, nascido em 30/08/1978), AGUILAR DE JESUS BOURGUIGNON (economista, nascido em 24/12/1975), MÁRIO CALIXTO FILHO (empresário, nascido em 09/08/1946), RONALDO BENEVÍDIO DOS SANTOS (nascido em 21/10/1977) e SEBASTIÃO LOURENÇO (empresário, nascido em 01/04/1949).
A denúncia refere a dois fatos, ocorridos respectivamente em outubro e em dezembro de 2007, que capitulou como configuradores de delito de tráfico de influência.
Primeiro fato. A empresa TAG, de propriedade de ADRIANO, era instalada em Porto Velho-RO, local onde gozava de um regime tributário especial, que lhe concedia um crédito presumido de 85% do valor do ICMS devido pela saída interestadual de mercadoria importada. Referida empresa atuava na importação de veículos (carros e motos). Em outubro de 2007 a benesse fiscal foi suspensa, o que prejudicou a liberação de um veículo de luxo que se encontrava em recinto alfandegado no Estado de São Paulo (Lamborghini Murcielago Roadster). Seguem abaixo trechos da narrativa lançada na denúncia sobre este primeiro fato:
¿(...)
Em ligação realizada no dia 24/10/2008, ADRIANO MARIANO SCOPEL tratou com AGUILAR DE JESUS BOURGUIGNON, afirmando: ¿TEM UM SENADOR QUE TAMBÉM ENTROU NO CIRCUITO PRA PODER RESOLVER¿, sendo perguntado por AGUILAR DE JESUS BOURGUIGNON se seria ¿um cara de um negócio de uma gráfica, negócio de um jornal¿, o que foi confirmado por ADRIANO MARIANO SCOPEL.
Ato contínuo, ADRIANO MARIANO SCOPEL foi informado por AGUILAR DE JESUS BOURGUIGNON acerca do citado senador: ¿alguém tentou falar aqui com o GENARO também aqui agora, mas também teve que falar a mesma coisa para este cara do jornal, MARIO não sei o quê¿. Em seguida, foi confirmado por ADRIANO MARIANO SCOPEL que realmente ¿MARIO não sei o quê¿ iria ¿INTERVIR PELA GENTE¿(tópico 39.4 da Representação Policial ¿ ofício nº 3.333/2008).
Iniciaram-se, então, tratativas escusas entre ADRIANO MARIANO SCOPEL e o denunciado MARIO CALIXTO FILHO, ex-senador da República, no sentido de reativar o benefício tributário suspenso.
No dia 24/10/2007, foi interceptada ligação telefônica partida de SEBASTIÃO LOURENÇO para RODOLFO BERGO LEGANIOLI (despachante aduaneiro da TAG IMPORTAÇÃO e EXPORTAÇÃO LTDA). Na oportunidade, RODOLFO transferiu o terminal para ADRIANO SCOPEL, que passou a tratar diretamente com SEBASTIÃO.
Este noticiou a SCOPEL: ¿ô meu chefe, tem um senador lá em Porto Velho, Dr. MARIO CALIXTO, dono do jornal, é amigão meu, tá?¿. Na mesma ligação SEBASTIÃO desvelou a possibilidade de que MARIO CALIXTO ¿teria ... de resolver tudo¿ o que fosse preciso para que o benefício fosse restabelecido.
SEBASTIÃO LOURENÇO afirmou, ainda, que mantinha vínculo de amizade com o Secretário de Finanças do Estado de Rondônia, Sr. JOSÉ GENARO DE ANDRADE, chegando a afirmar: ¿o secretário lá também é meu amigo (...) o GENARO; e deve muita obrigação ao senador e, por sinal, o senador tá com ele lá agora¿.
Desvelada a íntima relação entre o ex-senador MARIO CALIXTO FILHO e o secretário de finanças de Rondônia, sr. JOSÉ GENARO, ADRIANO MARIANO SCOPEL sugeriu a SEBASTIÃO LOURENÇO que intercedesse junto àquelas autoridades, no sentido de que o benefício fiscal fosse restaurado, ao que foi respondido: ¿se depender disto aí, já está certo; o cara é amigo e deve obrigação... agora, pelo que eu senti, tá resolvido! Eu passei os dados prá lá viu¿.
No dia 25/10/2007, foi interceptada mensagem eletrônica remetida às 15:19h por ADRIANO MARIANO SCOPEL ao seu comparsa AGUILAR DE JESUS BOURGUIGNON, que se encontrava em Rondônia, contendo instruções sobre como proceder para entregar vultosos R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais) a MARIO CALIXTO. E mais, revelando que, além desta quantia, já havia realizado transferência eletrônica de R$ 117.000,00 (cento e dezessete mil reais), tudo com vistas a saldar uma suposta dívida para com o ex-senador da República. Vejamos a mensagem:
(...)
De pronto, ADRIANO MARIANO SCOPEL foi cientificado por MARIO CALIXTO FILHO: ¿EU ESTAVA COM O SECRETÁRIO, ENTENDEU? ELE MANDOU, NA MINHA FRENTE, ATIVAR DE NOVO até eu conversar com o rapaz em Brasília¿. Perguntado pelo proprietário da TAG IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO DE VEÍCULOS LTDA: ¿VAI ATIVAR ENTÃO DE NOVO?¿, MARIO CALIXTO FILHO reiterou: ¿JÁ FOI ATIVADO JÁ, TÁ?¿.
Na oportunidade, ADRIANO MARIANO SCOPEL afirmou que ¿SÓ PRA TE INFORMAR QUE AQUELE VALOR DE DÉBITO LÁ DA GRÁFICA QUE EU DEVIA JÁ TÁ NA CONTA, TÁ?¿, em explícita referência à malsinada transferência dos R$ 117.000,00 (cento e dezessete mil reais) que beneficiaram CALIXTO.
Ao ser cientificado da transferência, MARIO CALIXTO FILHO noticiou que ¿A SUA PESSOA tá me procurando aqui agora¿ (horário coincidente com a presença de AGUILAR DE JESUS BOURGUIGNON e RONALDO BENEVIDIO DOS SANTOS na empresa do ex-senador). Em resposta, ADRIANO MARIANO SCOPEL esclareceu ¿PODE ATENDER ELA QUE ELA TÁ COM O RESTANTE LÁ DOS DOCUMENTOS¿.
A Polícia Federal registrou fotograficamente o momento em que AGUILAR BOURGUIGNON e RONALDO BENEVIDIO DOS SANTOS adentraram no estabelecimento em que está localizado o Jornal Estadão (pertencente a MARIO CALIXTO FILHO) portando uma mala preta e, posteriormente, saindo do local sem a bolsa, tudo a demonstrar a efetiva entrega dos 50 mil reais referidos no e-mail supra citado.
(...)
No dia 26/10/2007, nova ligação telefônica havida entre ADRIANO SCOPEL e SEBASTIÃO LOURENÇO foi interceptada, ocasião em que este afirmou: ¿o amigo ligou¿, momento no qual ADRIANO MARIANO SCOPEL interrompeu, dizendo: ¿então, viu que ontem, tudo cer...conforme o combinado, né?". Em resposta, SEBASTIÃO LOURENÇO asseverou: ¿o amigo ligou, gostou das atitudes, elogiou e tá querendo conversar com nós pra levar nosso troço¿.
O proprietário da empresa TAG IMPORTAÇÂO E EXPORTAÇÃO LTDA então asseverou: ¿o negócio é na hora, é na hora. falei: Ó, VOU MANDAR O CARA AÍ, TE ENTREGAR O DOCUMENTO E TÔ PAGANDO O DÉBITO DA GRÁFICA. Já fiz logo tudo, entendeu.¿
No dia seguinte à entrega do numerário à MARIO CALIXTO FILHO, ou seja, em 26/10/2007, ADRIANO MARIANO SCOPEL recebeu, às 13:31 hs., telefonema de AGUILAR DE JESUS BOURGUIGNON, tendo este, de pronto, gritado, em tom de comemoração: ¿DETONAMOS, MOÇO!!! TÁ AQUI A PORRA DA EXONERAÇÃO!!!¿.
Em resposta, ADRIANO MARIANO SCOPEL asseverou que MARIO CALIXTO FILHO estabelecera contato com sua pessoa e teria relatado: ¿ontem VOCÊ DEVIA AQUI À GRÁFICA, você falou que em meia hora iria pagar, MEIA HORA PAGOU; falou que O DOCUMENTO QUE TAVA FALTANDO DO, DO, PRA ACERTAR A CONTABILIDADE seu funcionário iria trazer, O CARA TROUXE, passei isto pro GOVERNADOR, o governador falou: o que vocês precisarem, vocês podem contar comigo, entendeu? NINGUÉM BOTA A MÃO EM VOCÊS AQUI NESTA PORRA MAIS!!!¿.
Tais fatos demonstram às escâncaras que MARIO CALIXTO FILHO, após receber vantagem pecuniária indevida em benefício próprio, logrou êxito em influir no ato administrativo que culminou com a desoneração do veículo então retido em recinto alfandegado no Estado de São Paulo. (...)¿ (fls. 12/18).
O teor da narrativa transcrita sugere que MÁRIO teria, de fato, logrado obter influência junto à Administração Pública local, já que a liberação da guia de exoneração do ICMS (guia que até então não fora obtida por ADRIANO e que, por isto, até então não lograra concluir a importação do veículo Lamborghini antes referido) veio a ocorrer pouco depois da entrega de valores a MÁRIO (R$ 117 mil por via bancária e R$ 50 mil em espécie). Contudo, pouco depois se aferiu que MÁRIO estaria ludibriando (e não auxiliando) ADRIANO e seus subordinados (AGUILAR e RONALDO); é o que se depreende a partir da narrativa do segundo fato imputado.
Segundo fato. Em dezembro de 2007 houve mais uma remessa de valores feita por ADRIANO, através de seus subordinados (AGUILAR e RONALDO); desta feita, ADRIANO e seus subordinados perceberam que MÁRIO estava embolsando para si o numerário que estava deles recebendo a pretexto de exercer influência, em prol da empresa de ADRIANO (TAG) junto à Administração Pública de Rondônia. Seguem trechos da denúncia alusivos a este fato:
¿(...)
Outras mensagens eletrônicas empreendidas, posteriormente, entre os denunciados confirmaram que MARIO CALIXTO FILHO efetiva e permanentemente recebia vantagens indevidas a pretexto de influir em atos administrativos da órbita de competência do Poder Executivo Estadual.
Inicialmente, na data de 18/12/2007, às 08:38 hs., ADRIANO MARIANO SCOPEL solicitou a RONALDO BENEVIDIO DOS SANTOS ¿a conta do mario calixto¿ porquanto depositaria, em favor deste, a vultosa quantia de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) .
Em resposta, RONALDO BENEVIDIO DOS SANTOS indicou a conta bancária da empresa GRÁFICA E EDITORA DO NORTE LTDA (sabidamente pertencente a MARIO CALIXTO) mantida junto ao UNIBANCO, agência nº 0146, número 221236-4:
(...)
Transcorridas menos de três horas, em novo contato virtual mantido entre ADRIANO SCOPEL e RONALDO BENEVÍDIO, desvelou-se que o denunciado MARIO CALIXTO FILHO estaria tentando empreender contato com o também denunciado AGUILAR DE JESUS BOURGUIGNON, com vistas à solicitação de vantagem indevida. Curioso o conceito emitido por ADRIANO SCOPEL em relação a MARIO CALIXTO: ¿ELE É IGUAL PUTA PRA DINHEIRO¿.
Às 13:54 hs do dia 19/12/2007, ADRIANO MARIANO SCOPEL e RONALDO BENEVIDIO DOS SANTOS procederam a novo contato eletrônico, no qual este relatou que o benefício fora novamente suspenso. Em resposta, ADRIANO SCOPEL, sugerindo uma certa urgência na exoneração de algumas motocicletas, orientou seu subordinado a tratar diretamente com o denunciado MARIO CALIXTO.
Na mesma oportunidade, RONALDO demonstrou preocupação em relação à possibilidade de que MARIO CALIXTO não estivesse repassando a quantia que lhe era concedida. ADRIANO SCOPEL, então, orientou RONALDO BENEVIDIO que averiguasse a suspeita com JOSE GENARO DE ANDRADE:
(...)
Na mesma data, às 15:49 hs., ADRIANO MARIANO SCOPEL estabeleceu contato, via Messenger, com JUVENILTON MAXIMO DA FONSECA, pessoa profissionalmente ligada ao acusado SEBASTIÃO LOURENÇO, tendo transmitido a preocupação demonstrada por RONALDO BENEVIDIO DOS SANTOS.
Ressalte-se que ADRIANO MARIANO SCOPEL foi direto ao declarar: ¿pergunta ao tiao se o mario ta passando os valores para o secretario ... ele ta muito esperto¿:
(...)
Do conteúdo dos diálogos interceptados, inegável que o réu ADRIANO MARIANO SCOPEL, apesar das dúvidas, considerava que os valores então depositados na conta bancária da empresa de MARIO CALIXTO FILHO destinavam-se, não só ao ex-senador da República, como também para bancar a corrupção deste agente público.
Para comprovar o depósito de numerário em favor do denunciado MARIO CALIXTO, foi judicialmente determinado o afastamento do sigilo bancário da conta de sua empresa GRÁFICA E EDITORA DO NORTE LTDA., CNPJ 34.765.768/0001-78. Foi possível atestar que, também na data de 20/12/2007, foram transferidos R$ 30.000,00 (trinta mil reais), tendo como conta originária a da empresa titular do CNPJ 07.449.770/0001-30, a saber a TAG IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO DE VEÍCULOS LTDA.:
(...)
Noutro giro, convém destacar comunicação telefônica empreendida entre os denunciados AGUILAR e MARIO CALIXTO no dia 19/12/2007, através da qual, embora de forma velada e dissimulada, ambos trataram dos valores despendidos com a finalidade de desoneração de veículos retidos em razão da suspensão do malsinado benefício fiscal experimentado pela TAG em Rondônia.
Com efeito, na ligação interceptada, o diretor operacional da TAG IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO DE VEÍCULOS LTDA. de pronto relatou: ¿é o seguinte, NÓS LEVANTAMOS O QUE A GENTE TÁ DEVENDO AÍ À GRÁFICA, de acordo com nossos serviços aí, e tá progredindo de novo, porque a gente ficou meio parado aquele tempo, né; tá pegando DE 15 (QUINZE) MIL REAIS¿.
Em resposta, o denunciado MARIO CALIXTO afirmou que ¿ele falou 170¿, sendo esclarecido por AGUILAR DE JESUS BOURGUIGNON que este seria ¿o valor referência para tirar como base¿. Ademais, AGUILAR relatou que a empresa teria sofrido ¿diminuição na velocidade das coisas¿, o que ensejou o pagamento de apenas R$ 15.000,00 (quinze mil reais), tendo MARIO CALIXTO FILHO, absurdamente, reclamado do valor.
MARIO CALIXTO FILHO, então, perguntou se não seria possível que ¿ele conseguisse pelo menos cinqüenta e ano que vem a gente abate¿, sendo declarado por AGUILAR que poderia conversar com ADRIANO SCOPEL.
Quadra salientar que neste diálogo MARIO CALIXTO FILHO acabou por desvendar a inexistência de qualquer serviço prestado por sua gráfica em prol da TAG IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA, porquanto, para justificar o pagamento de, pelo menos, R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais), declarou: ¿aquele (...) de Brasília eu tô pra cima dele, o nosso pessoal lá pediu um pouco de calma porque eles tão debruçado para mexer nos negócios dos orçamento, entendeu? Então o senador que levar ele lá com calma pra falar com o secretário da Receita, para rançar todas as dúvidas da, da, que possa existir na possível instalação deles da indústria aqui, entendeu?¿.
A declaração de MARIO CALIXTO FILHO em referência à sua intermediação junto ao Senador da República Expedito Júnior na instalação de uma indústria com participação de ADRIANO MARIANO SCOPEL no Estado de Rondônia retrata, por si só, a completa ausência de relação de seus atos prestados com os serviços gráficos de sua empresa.
Não é desnecessário relembrar que, um dia após o diálogo interceptado, em 20/12/2007, ADRIANO MARIANO SCOPEL confirmou a RONALDO BENEVIDIO DOS SANTOS que efetuara o depósito de valores em favor de MARIO CALIXTO.
Ainda no dia 20/12/2007, às 16:39 hs., novo contato telefônico de AGUILAR DE JESUS BOURGUIGNON e MARIO CALIXTO FILHO, no qual este foi perguntado pelo diretor operacional da TAG IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO DE VEÍCULOS LTDA. se havia verificado o depósito de valores ¿na conta da gráfica¿, sendo explicado pelo exsenador que estaria muito ocupado, não tendo oportunidade de atestar o depósito em questão.
Inegável, pois, que MARIO CALIXTO FILHO recebeu significativo montante de ADRIANO MARIANO SCOPEL exclusivamente em decorrência de um suposto poder desse em influir em ato praticado pelo Poder Executivo Estadual de Rondônia.
(...)
Pois bem.
Às 12:41 hs. do dia 21/12/2007, ADRIANO MARIANO SCOPEL tratou com RONALDO BENEVIDIO DOS SANTOS via Messenger tendo este noticiado que se encontrara com o secretário JOSE GENARO DE ANDRADE, o qual declarou que não trataria com MARIO CALIXTO FILHO, uma vez que este não pertenceria ao Governo. Ademais, RONALDO BENEVIDIO DOS SANTOS consignou que o secretário de Estado desejava conversar com ADRIANO MARIANO SCOPEL ¿PARA SABER QUE HISTORIA E ESTA A RESPEITO DE DINHEIRO¿ (g.n.).
ADRIANO MARIANO SCOPEL perguntou a seu funcionário se o mesmo informara ao Secretário se este sabia dos pagamentos feitos ao denunciado MARIO CALIXTO, sendo reiterado por RONALDO BENEVIDIO DOS SANTOS que o Secretário desejava saber ¿que historia e esta¿.
RONALDO BENEVIDIO DOS SANTOS consignou: ¿ESTOU DESCONFIADO QUE MARIO ESTA METENDO A MAO NO DINHEIRO DOIDO...¿ (g.n.). Em resposta, ADRIANO MARIANO SCOPEL registrou ¿eu ja tenho certeza¿:
Apenas um minuto após as tratativas de RONALDO BENEVIDIO DOS SANTOS e ADRIANO MARIANO SCOPEL, este estabeleceu contato com SEBASTIAO LOURENÇO, o qual outrora lhe apresentara a MARIO CALIXTO FILHO, novamente se utilizando do programa Messenger.
Além de lamentar o fato de que MARIO CALIXTO não estava resolvendo os problemas da TAG, ADRIANO SCOPEL foi preciso em especificar: ¿TIVE INFORMACAO QUE O $$ NAO FOI PASSADO (...) O MARIO NAO PASSOU A GRANA¿ (g.n.). Em contrapartida, SEBASTIAO LOURENÇO afirmou que, caso fosse procedente esta informação, se deslocaria a Rondônia para tratar do assunto.
Em nova conversa procedida via Messenger entre SEBASTIAO LOURENÇO e ADRIANO MARIANO SCOPEL, ocorrida no dia 17/01/2008, a partir de 07:50 hs., este asseverou, em relação a conduta de MARIO CALIXTO FILHO: ¿que papelão (...) ELE VAI TER QUE ME PAGAR , FORAM 202.000 NA CONTA DELE¿ (g.n.). Em resposta, SEBASTIAO LOURENÇO registrou: ¿nao podia ter misturado as coisas ele vai pagar pode ter certeza dou minha palavra e sou responsavel vc vai ver como se faz negocios com homen (...) se vc nao resolver me diga - ai mando meus homens pra la - ai recebemos de qualquer forma com menos de 2 horas¿.
(...)
Por óbvio que, se de fato tivessem sido prestados serviços de natureza gráfica por MARIO CALIXTO FILHO para ADRIANO MARIANO SCOPEL, este jamais desejaria a restituição de R$ 202.000,00 (duzentos e dois mil reais) transferidos ao ex-Senador da República.
Inegável, pois, que MARIO CALIXTO FILHO recebeu vultoso numerário, a pretexto de influir em ato que seria perpetrado por funcionário público, in casu, o Secretário da Finanças do Estado de Rondônia, JOSE GENARO FILHO ou até mesmo o próprio Governador (frise-se que a legislação sobre o benefício fiscal não expressa quem é a autoridade competente para a concessão do benefício, daí a imprecisão sobre o suposto destinatário da propina).
Ressalte-se que, não obstante os indícios de que o Secretário de Finanças do Estado ou até mesmo o Governador de Rondônia tenham se beneficiado com a propina entregue a MARIO CALIXTO FILHO, o fato é que, além de não haver prova suficiente para tanto, posteriores ligações demonstraram que o Secretário não estaria recebendo o dinheiro e que MARIO CALIXTO teria embolsado toda a propina.
(...)¿
A denúncia foi recebida em 18/04/2008 (fls. 33).
Às fls. 38 contém um CD referente ao Ofício nº. 3333/2008 NIP
As atas de interrogatório seguem nas seguintes folhas: 46/51 (MÁRIO) e 121/127 (RONALDO).
Às fls. 90 consta decisão deste juízo deferindo a transferência do custodiado MÁRIO para Rondônia.
Os acusados ADRIANO (fls. 109/110) e AGUILAR (fls. 128/129) permaneceram em silêncio, quando da realização do interrogatório.
As defesas prévias constam nas seguintes folhas: 74/75 (MÁRIO); 132/134 (ADRIANO); 163/164 (AGUILAR).
A defesa de RONALDO não apresentou defesa prévia, conforme certidão de fls. 209.
Sumário de acusação realizado em 27/05/2008 (fls. 186/188) no qual foram inquiridas duas testemunhas: Rogério Moreira (fls. 187/188) e Maurenice Gonzaga de Oliveira (fls. 189/190).
Fls. 227: decisão que determina o desmembramento desta ação penal em relação ao acusado SEBASTIÃO LOURENÇO.
Termos de depoimento de três (03) testemunhas de acusação, inquiridas por carta precatória: Juvenilton Máximo da Fonseca (fls. 254/256) e Ciro Muneo Funada e José Genaro de Andrade (fls. 309/324).
As folhas de antecedentes criminais constam às fls. 265/295, 534/541.
Fls. 372/373: a defesa do réu ADRIANO requer desistência das testemunhas Marcelo Almeida Ribeiro e Valdinei Correia, sendo deferido por este juízo.
Fls. 387: Alvará de soltura em favor do acusado MÁRIO.
Às fls. 389/395 consta cópia da decisão do Supremo Tribunal Federal no HC 95324, no qual deferiu o pedido de medida liminar para suspender a eficácia do decreto de prisão preventiva do acusado MÁRIO CALIXTO.
Fls. 418: a defesa do acusado ADRIANO requer desistência das testemunhas de defesa Orozimbo Antonio de Freitas e Thiago Melo Fargas da Silva.
Fls. 420/426: Sumário de defesa do acusado ADRIANO, no qual foram ouvidas duas (02) testemunhas: Denise Pereira Gomes e Rodrigo Barroso Tramontana. A defesa requereu a desistência da testemunha Marcos Venício Vasconcelos Júnior, tendo sido deferido por este juízo.
Fls. 428/434: Sumário de defesa do acusado AGUILAR, no qual foram ouvidas três (03) testemunhas: Solângelo Simplício Bittencourt, Aloísio Costa Pinto Landeiro e Uziel de Jesus.
Fls. 450/489: Carta Precatória em que foram ouvidas quatro (04) testemunhas pela defesa do acusado MÁRIO CALIXTO: Marília do Carmo Cruz Zanin (fls. 483), Fábio Erlane Vilela (fls. 484), Milene Riva Calixto (informante, fls. 485), Carlos Alberto Canosa (fls. 486).
Fls. 492: despacho homologando a desistência das testemunhas de defesa Orozimbo Antonio de Freitas e Thiago Melo Fargas da Silva.
Interrogatórios: ADRIANO (fls. 542/549); AGUILAR (fls. 557/560); MÁRIO CALIXTO (fls. 608/611).
Diante das alterações introduzidas pela Lei nº. 11.719/2008, o juízo facultou aos réus MÁRIO e RONALDO a possibilidade de realização de novo interrogatório, às fls. 542/549.
Fls. 565/582-A: Carta Precatória em que foi ouvida a testemunha Maurício Ali de Paula pela defesa de ADRIANO.
As partes foram intimadas a formularem requerimentos na forma do art. 402 do Código de Processo Penal.
As petições relativas a requerimentos de diligências seguem às fls. 584/585, 620, 621 e 622/640.
Fls. 621: requerimento da defesa de ADRIANO insistindo na degravação de todos os áudios decorrentes de interceptações telefônicas realizadas na fase do inquérito policial até a propositura da presente ação penal.
Fls. 622/640: petição da defesa de AGUILAR alegando ilegalidade das interceptações telefônicas e mídias telemáticas realizadas e pleiteando desentranhamento das mesmas.
Às fls. 643 segue certidão relativa à tempestividade e decurso de prazo.
Às fls. 644 consta decisão onde se deliberou sobre as diligências requeridas pelos defensores.
As alegações finais do MPF constam às fls. 647/686, ocasião em que reiterou o pedido de condenação de todos os réus nos tipos referidos na denúncia, alegando o que se segue: (a) restou apurado que o denunciado ADRIANO utilizava-se de diversos expedientes fraudulentos para promover o ingresso de mercadorias de alto luxo em território brasileiro, sem que, para tanto, fossem cumpridas todas as obrigações tributárias decorrentes do exercício do comércio exterior; (b) as circunstâncias dos autos demonstram que ADRIANO e os demais denunciados contribuíram decisivamente para o cometimento do crime do tráfico de influência, uma vez que dispensaram pagamentos de quantias vultosas em favor de pessoa que prometia ingerência em ato que seria praticado por servidor público; (c) unindo esforços com o acusado MÁRIO, agiram como partícipes do crime de tráfico de influência; (d) os acusados ADRIANO, AGUILAR, RONALDO e SEBASTIÃO perpetraram condutas que incrementaram a lesão à credibilidade da administração pública, uma vez que dispensaram tratamento desprezível à atuação do poder público, negociando a prática de atos administrativos com se estes estivessem na órbita comercial da atuação das empresas que administravam; (e) a autoria e a materialidade restaram plenamente demonstradas nos autos, notadamente através das comunicações telefônicas e telemáticas carreados aos autos e, também da prova testemunhal produzida sob o crivo do contraditório.
A defesa do acusado ADRIANO, às fls. 706/730 apresentou memoriais escritos, que em síntese relata o que se segue: (a) o delito de tráfico de influência não pode ser imputado ao denunciado, uma vez que este não praticou qualquer dos núcleos típicos, tendo sido ludibriado pelo co-réu MÁRIO que alardeou influência que não possuía junto ao Governo do Estado de Rondônia; (b) ainda que à venda de influência pudesse sugerir uma conduta eticamente questionável, a verdade é que se estaria diante de uma corrupção ativa putativa e que ainda assim não se desqualifica a condição de vítima de tráfico de influência; (c) a condição do acusado é de sujeito passivo secundário, uma vez que a conduta que lhe é imputada não colocou em risco a imagem da administração pública; (d) ao efetuar os pagamentos ao co-réu MÁRIO jamais foi advertido de que parte do numerário seria destinado a funcionários públicos, no intuito de solucionar o sobrestamento dos benefícios fiscais da TAG.
A defesa do acusado MÁRIO CALIXTO, às fls. 731/764 apresentou memoriais escritos. Preliminarmente alegou o que se segue: (a) incompetência absoluta para julgamento da ação penal, uma vez que a circunstância do acusado ser ex-Senador da República não atrai a competência da Justiça Federal, haja vista a inexistência de lesão a interesses da União; (b) ilicitude da prova, visto que as interceptações que lastreiam a denúncia ocorreram por período próximo de um ano, mediante inúmeras prorrogações que se deram em flagrante violação aos artigos 2º e 5º da Lei nº. 9296/96 e art. 5º da Magna Carta, eis que não devidamente fundamentadas; (c) requer seja declarada a nulidade, determinando-se o desentranhamento das interceptações telefônicas e mídias telemáticas cuja duração tenha ultrapassado os 30 dias. No mérito alegou o seguinte: (a) não se extrai dos autos elementos a demonstrar que o acusado tenha se associado a ADRIANO, AGUILAR e RONALDO para a prática de um número indeterminado de crimes, de forma permanente e estável, de modo a se subsumirem suas condutas ao tipo penal de quadrilha ou bando; (b) ADRIANO contratou o acusado para realizar trabalho de divulgação de imagem de seu grupo econômico em Rondônia, no valor de R$ 202.000,00; (c) o acusado, no papel de vendedor de seus produtos jornalísticos, acabou por vender um certo trânsito junto aos órgãos estaduais que na verdade não dispunha; (d) os fatos tratados nos autos dizem respeito apenas ao âmbito da negociação privada, não havendo que se falar em prejuízo ou dano ao patrimônio público; (e) restou evidenciado que MÁRIO é inimigo político do Governo de Rondônia, o que tornaria impossível uma ingerência junto ao Secretariado; (f) mister se faz a aplicação do art. 17, do Código Penal, vez que o crime imputado ao acusado é impossível.
A defesa do acusado RONALDO, às fls. 765/767 apresentou memoriais escritos, que em síntese relata o que se segue: (a) o acusado não tinha autonomia em suas funções, apenas procurava ser bom empregado, fazendo o que lhe mandavam, dentro dos parâmetros inerentes ao seu trabalho; (b) o acusado tinha salário dentro dos padrões normais; (c) nunca se locupletou financeiramente, através de benesses, ou outro meio ilícito; (d) o acusado tem ficha ilibada, nunca tendo respondido a nenhuma ação penal ou de qualquer outra natureza.
A defesa do acusado AGUILAR, às fls. 768/781 apresentou memoriais escritos. Preliminarmente alegou o que se segue: (a) ilicitude da prova, visto que as interceptações que lastreiam a denúncia ocorreram por período próximo de um ano, dentre inúmeras prorrogações e em flagrante violação aos artigos 2º e 5º da Lei nº. 9296/96 e art. 5º, XII, da Constituição Federal; (b) demonstrada a ilicitude da prova que fundamenta a peça acusatória, torna-se imperioso o desentranhamento da mesma. No mérito, alegou o que se segue: (a) impossível almejar a qualificação do acusado como co-autor do crime de tráfico de influência, isso porque, ainda que estivesse configurada a prática do crime por terceiro, aquele que é coagido a conferir vantagem somente pode ser enquadrado na qualidade de sujeito passivo; (b) o acusado tinha plena consciência de estar atuando de forma lícita, conforme orientação de seu superior e não tinha conhecimento de tratar-se de quantia indevida; (c) denota-se a inexistência de qualquer comprovação de que o acusado tenha figurado mesmo na qualidade de partícipe no delito de tráfico de influência; (d) no que tange ao delito de quadrilha ou bando não houve comprovação de qualquer liame entre os denunciados e nem da existência de uma organização, preordenação dolosa, estabilidade ou permanência, requisitos essenciais para sua caracterização.
Fls. 782 : Certidão de prazo indicando que apenas as alegações finais do acusado MÁRIO foram apresentadas no prazo legal. Os memoriais dos demais acusados foram apresentados fora do prazo legal.
Fls. 783: Certidão informando que houve desmembramento em relação ao acusado SEBASTIÃO (Autos nº. 2008.50.01.008187-8).
Fls. 785/787: declarações de conduta apresentadas pela defesa de RONALDO.
É o relatório.
II ¿ FUNDAMENTAÇÃO.
II.1. Delimitação subjetiva da cognição.
Houve desmembramento do ação penal com relação ao acusado SEBASTIÃO LOURENÇO, que está sendo processado na ação tombada sob o n.º 2008.50.01.008187-8.
Em vista disto, a cognição que doravante se exercerá refere aos acusados Adriano, Aguilar, Mário e Ronaldo (não ao acusado Sebastião).
II.2. Preliminares.
II.2.1. Alegação de incompetência.
A investigação teve início em Vitória-ES e referia inicialmente a apurar registros irregulares de embarcações junto à Marinha do Brasil; as embarcações eram registradas especificamente na Capitania dos Portos de Vitória-ES; à luz do disposto no art. 70 do CPP é inequívoco que a competência para o processo e julgamento de eventual ação penal na qual se imputasse o referido delito seria do Juízo Federal de Vitória ¿ ES.
Contudo, a partir deste fato inicial foram sendo apurados outros, dentre os quais os fatos imputados na denúncia que deflagrou esta ação penal. Foram propostas, a partir das investigações, sete ações penais (esta n.º2008.50.01.003704-0 é uma delas), sendo que houve dois desmembramentos.[1][1]
Entre estas ações penais, há conexões intersubjetiva por concurso (art. 76, I, ab initio, do CPP), intersubjetiva por reciprocidade (art. 76, I, in fine, do CPP) e instrumental (art. 76, III, do CPP).
Dentro de tal contexto, entendo configurada a hipótese retratada na súmula 122 do Superior Tribunal de Justiça. E, com base no entendimento jurisprudencial sufragado pela referida Corte na mencionada súmula, rejeito a preliminar.
II.2.2. Alegação de ilicitude da prova pelo transcurso de as interceptações telefônicas haverem sido estendidas por período próximo a um ano (alegação formulada pelas defesas de MÁRIO e de AGUILAR).
A defesa afirmou que as interceptações telefônicas colhidas configuram prova ilícita, pelo seu longo lapso temporal. Referiu inclusive ao teor de um precedente oriundo da 6ª Turma do STJ, no qual aquela Corte concedeu ordem de hábeas corpus, por considerar ilícita a prova colhida mediante sucessivas prorrogações de interceptação telefônica.
Ocorre que o STF, em recente data, quando analisava o recebimento da denúncia proposta no Inquérito n.º 2.424, rejeitou preliminar fundamentada na suposta ilegalidade de prorrogações de interceptações telefônicas. Embora não tenha havido a publicação da ementa deste julgado, ocorrido em 20/11/08, ele está em consonância com a jurisprudência formada pelos Tribunais Regionais Federais sobre o tema [1][1]
Quanto à alegada falta de fundamentação, entendo que as decisões que determinaram as prorrogações foram fundamentadas, ainda que sucintamente.
Neste contexto, rejeito a preliminar levantada; e, por conseguinte, indefiro o requerimento de desentranhamento de material probatório.
II.2.3. Alegação da defesa de MÁRIO CALIXTO: inexistência de crime de quadrilha ou bando.
A defesa de MÁRIO afirmou que não houve descrição da conduta delitiva tipificada no art. 288 do CP.
Neste ponto, assiste razão à defesa de MÁRIO.
O MPF pediu a condenação dos réus também no art. 288 do CP (além de no art. 332 do mesmo código). Ocorre que a denúncia não descreve a configuração de associação estável e permanente entre os réus.
Ou seja: simplesmente não houve imputação de fatos que se amoldem à norma penal incriminadora contida no art. 288 do CP.
De outro modo não poderia ser, já que uma dentre as sete ações penais referidas (na nota de rodapé nº 1) versa apenas sobre o delito de quadrilha.
Em suma, no que refere à capitulação do delito tipificado no art. 288 do CP, o caso é de extinção sem julgamento do mérito (art. 267, IV, do CPC, por não cumprimento do disposto no art. 41 do CPP).
II.3. Mérito.
II.3.1. Da impossibilidade de a pessoa lesada figurar como partícipe do tráfico de influência.
Ao imputar os delitos de tráfico de influência, a denúncia assim encerra sua narrativa, às fls. 28, verbis:
¿(...)
Materializado está, portanto, o cometimento do crime de tráfico de influência por parte de MARIO CALIXTO FILHO, tipificado no artigo 332, parágrafo único do Código Penal.

No que tange aos demais denunciados, claro está que agiram como partícipes do crime de tráfico de influência. Vejamos neste pormenor também as esclarecedoras lições de Rui Stoco:
(...)¿

Enfim, o MPF afirma que MÁRIO foi autor do delito tipificado no art. 332 do Código Penal (no que está correto) e que os demais acusados (ADRIANO, AGUILAR, RONALDO e SEBASTIÃO) foram partícipes do mesmo delito.
Contudo, o MPF equivocou-se ao apontar que ADRIANO, AGUILAR, RONALDO e SEBASTIÃO foram partícipes.
É o que passo a explicar.
II.3.2. Do art. 332 do Código Penal; da participação no Código Penal.
II.3.2.1. O art. 332 do Código Penal, sob a rubrica tráfico de influência, incrimina a seguinte conduta:
¿ Art. 332. Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função: (...)¿
Afere-se facilmente que o sujeito ativo (autor) de tal delito é aquela pessoa que solicita, exige, cobra ou obtém ¿ de um terceiro ¿ a vantagem ou promessa de vantagem.
É induvidoso que MÁRIO CALIXTO enquadra-se na situação de autor do delito em enfoque, à luz da imputação que foi feita na denúncia.
II.3.2.2. Lendo-se a imputação feita na denúncia e o dispositivo penal acima transcrito, indaga-se: as pessoas que entregam a vantagem (ou seja: Adriano, Aguilar e Ronaldo) ao traficante de influência são partícipes do delito ?
A reposta é negativa. As razões seguem abaixo.
O tipo do art. 332 do Código Penal envolve aquilo que os doutrinadores denominam ¿venda de fumaça¿.
O traficante de influência (a pessoa que pede uma vantagem financeira, dizendo que com ela irá influir em ato a ser praticado por outra pessoa, funcionário público) está enganando, ou seja, ¿vendendo fumaça¿ (venditio fumi), para a pessoa que lhe entrega a vantagem.
Neste sentido, precisa é a lição de LUIZ REGIS PRADO:
¿ (...) ações essas que estão direcionadas a alguma vantagem objetivada pelo agente, para si ou para outrem, iludindo o adquirente da venditio fumi, alegando que irá influir junto ao exercício funcional de determinado agente público para que se atinja o fim colimado pelo aludido adquirente.
Trata-se de comportamento fraudulento, em que o artifício empregado é a inculcação do agente que afirma ter influência sobre o funcionário público e coloca a sedizente influência a serviço do interesse do iludido, em troca de vantagem ou da promessa de sua concreção. Exige-se evidentemente tal simulação, já que a participação dolosa do funcionário no caso implicaria a sua responsabilização por corrupção ou concussão. (...)¿
(Curso de Direito Penal Brasileiro, vol. 4. 4ª edição. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2006, p. 490).
Em suma: para haver delito de tráfico de influência, a pessoa que entrega (ou promete entregar) a vantagem ao traficante de influência está sendo enganada, ludibriada, iludida por este.
Por isso se diz que a pessoa que é enganada pelo traficante de influência não é punido porque comete um delito putativo, imaginário; e, por este motivo, não é punido (neste sentido é lição de Luiz Régis PRADO, op. cit., p. 489).
Não poderia ser de outra forma.
Com efeito, o tipo em questão ¿ art. 332 do CP ¿ envolve pessoas que têm representações distintas dos cursos causais que se seguirão a partir da entrega (ou promessa de entrega) da vantagem ilícita: (i) o traficante de influência diz que receberá a vantagem para influir no ato a ser praticado por servidor público, mas embolsará a vantagem para si ou a entregará a outrem, sem exercer qualquer tipo de influência no servidor público; (ii) a pessoa que dá (ou promete dar) a vantagem ilícita ao traficante de influência, pensa que o curso causal que se desenvolverá (a partir da entrega da vantagem) será a influência do ¿traficante de influência¿ no servidor público, fato que não ocorrerá. Em suma, a pessoa que dá (ou promete dar) a vantagem ilícita imagina uma situação inexistente, e por isto mesmo está sendo enganada pelo traficante de influência.
Ora: o concurso de agentes, no direito penal pátrio, supõe que os agentes envolvidos na empreitada criminosa tenham condutas direcionadas à realização de um mesmo tipo penal.
Decerto que pode haver a figura da cooperação dolosamente distinta, em que um dos agentes quer praticar um crime menos grave, e outro agente acaba por praticar um mais grave; dispõe o § 2º do art. 29 do CP que o agente que quis praticar o crime menos grave (e se supõe não ter tido domínio sobre o curso causal que redundou na prática de outro, mais grave, pelos outros agentes) responda pela pena deste.
Ocorre que neste caso, é impossível aplicar o § 2º do art. 29 do Código Penal aos co-réus Adriano, Aguilar e Ronaldo, pelo simples fato de que é impossível coexistir delito de tráfico de influência praticado pelo traficante de influência e delito de corrupção ativa praticado pelas pessoas que foram ludibriadas por aquele. Ou haverá um delito de tráfico de influência ou um de corrupção ativa, ou dois, de corrupção ativa e passiva.
II.3.2.3. Vejamos o que dizem os doutrinadores sobre o tema em enfoque.
É pacífico na doutrina que não há concurso de pessoas entre aquele que trafica a influência e a pessoa que lhe entrega a vantagem (que seria entregue por aquele ao funcionário público).
Vejamos.
LUIZ REGIS PRADO também afirma que a pessoa que entrega (ou promete entregar) a vantagem ao traficante de influência não responde pelo delito do art. 332 do CP:
¿(...) Sujeito passivo do delito é o Estado, titular do bem jurídico penalmente tutelado, (...) Secundariamente, figura como sujeito passivo aquele que, após ser ludibriado pelo agente, dá-lhe ou promete-lhe a vantagem, já que incide sobre ele o prejuízo material decorrente da vantagem obtida pelo agente. Apesar da conduta do sujeito secundário, não é ele punido, por se tratar de delito putativo. (...)¿ (Curso de Direito Penal Brasileiro, vol. 4. 4ª edição. São Paulo: RT, 2006, p. 489).
No mesmo sentido leciona FERNANDO CAPEZ:
¿Sujeito passivo principal é o Estado. Secundariamente, é também vítima aquele que compra o prestígio, isto é, que paga ou promete a vantagem, visando obter algum benefício, o qual pode ser lícito ou não. Ainda que ilícito o fim visado pela vítima, como no exemplo inicialmente citado da não-cobrança das penas de multa pelo Detran, ela continuará a figurar no pólo passivo do delito em estudo. Dá-se aqui o mesmo que sucede no delito de estelionato quando há torpeza bilateral (fraude bilateral), isto é, quando a vítima age de má-fé, com o intuito de obter proveito por meio de um negócio ilícito ou imoral. O fim ilícito do sujeito passivo não o torna sujeito ativo do crime.¿ (Curso de Direito Penal, vol. 3. São Paulo: Saraiva, 2004, p. 501).
Após referida citação, FERNANDO CAPEZ transcreve trecho extraído da obra de MAGALHÃES NORONHA (Direito Penal, vol. 4, p. 314), também no mesmo sentido daquilo que afirmara:
¿Realmente, ele [a pessoa que entrega ao traficante de influência a vantagem] se crê agente de um crime de corrupção em co-autoria com o vendedor de prestígio, mas dito crime não existe, é putativo. E co-autor do presente delito [tráfico de influência] também não será, porque, conquanto de certa maneira concorre para o descrédito administrativo, não pode ser co-partícipe de obter vantagem quem a dá ou dela se despoja.¿ (CAPEZ, Fernando, op. cit., p. 501).
No mesmo sentido é a lição de CELSO DELMANTO:
¿(...)Concurso de pessoas: A pessoa que dá ou promete vantagem não é partícipe, pois estaria praticando corrupção ativa putativa (...)¿. (DELMANTO, Celso, et alii. Código Penal Comentado. 4ª edição. Rio de Janeiro: Renovar, 1998, p. 568).
Em idêntico sentido é a lição de PAULO JOSÉ DA COSTA JÚNIOR:
¿(...) Sujeito passivo é o Estado, num plano principal. Num secundário, o particular, vítima da fraude.(...)¿ (Comentários ao Código Penal. 6ª edição. São Paulo: Saraiva, 2000, p. 1046).
Também no mesmo sentido é a lição de JÚLIO F. MIRABETE:
¿(...) Vítima secundária também é a pessoa que pretende ¿comprar¿ o prestígio que o sujeito ativo diz ter. Quanto a este, embora sua conduta seja imoral, por pretender satisfazer a um fim através de influência de terceiro, não é ele co-autor ou partícipe, pois está adquirindo influência inexistente. Supõe ele que está praticando um crime de corrupção ativa, que somente existirá se houver realmente a influência efetiva sobre o funcionário. Há, na hipótese, crime putativo quanto à participação na corrupção ativa.¿ (Manual de Direito Penal. 3º volume. 19ª edição. São Paulo: Atlas, 2004, p. 378).
Por fim, idêntica é a lição de DAMÁSIO E. DE JESUS, ao comentar o art. 332 do Código Penal:
¿Sujeitos passivos. Principal é o Estado. De forma secundária, a pessoa que compra o prestígio, que entrega ou promete a vantagem na ilusão de concretizar um interesse ilegítimo.¿ (Código Penal Anotado. 3ª edição. São Paulo: Saraiva, 1993, p. 850).
Há inequívoca semelhança entre o tráfico de influência (art. 332 do CP) e estelionato (art. 171 do CP). Ora, no delito de estelionato, não há dúvida de que a pessoa que entrega a vantagem indevida (esteja ela de boa ou de má-fé) é vítima do delito e, por isto, por ele não responde.
Nosso maior penalista, NELSON HUNGRIA (referido na obra de CAPEZ) leciona que o tráfico de influência é uma espécie de estelionato, que somente se encontra na parte do código que trata dos crimes contra a Administração Pública ¿em razão do detrimento que acarreta ou pode acarretar à dignidade ou insuspeitabilidade dos funcionários do Estado...¿ (CAPEZ, op. cit., p. 503).
Afere-se que o estelionato é gênero do qual o delito de tráfico de influência é uma espécie. E não há dúvida de que, no delito de estelionato, a pessoa que entrega a vantagem indevida é vítima do delito, e não co-autora do mesmo; e mantém o status de vítima mesmo nas hipóteses em que age de má-fé (torpeza bilateral).
Em suma: o entendimento de Rui Stoco, referido pelo Ministério Público na denúncia, não é um entendimento simplesmente minoritário; é um entendimento isolado, uma vez que penalistas de renome do passado (Nélson Hungria, Magalhães Noronha, Celso Delmanto e Júlio F. Mirabette) e do presente (Luiz Régis Prado, Damásio E. de Jesus e Fernando Capez) são uníssonos ao afirmar que a pessoa que entrega (ou promete entregar) um montante ao traficante de influência (aquele que afirma que irá influir em funcionário público) é um sujeito passivo secundário do delito; ou seja, tal pessoa é vítima do delito de tráfico de influência e, por isto, não pode responder por tal delito.
Dentro de tal contexto, a prevalecer o entendimento sufragado pela Autoridade Policial em sua representação e pelo Parquet, na denúncia, por questão de coerência o Ministério Público deveria passar a denunciar, nos casos de estelionato, as pessoas que entregam a vantagem indevida para o estelionatário (pessoas que, até hoje, são tratadas como vítima de tal delito).
II.3.2.4. Posição da jurisprudência.
O fato de a pessoa que entrega (ou promete entregar) uma vantagem econômica ao traficante de prestígio ser sujeito passivo (e não sujeito ativo) do crime previsto no art. 332 do Código Penal é uma questão tão pacífica que tal matéria raramente chega ao crivo do Judiciário, simplesmente porque tal pessoa (aquela que entrega ou promete entregar a vantagem) não chega a ser denunciada.
De fato, examinando a jurisprudência dos Tribunais Regionais Federais, encontrei apenas um julgado sobre o tema; julgado que, obviamente, referendou o entendimento no sentido de que a pessoa que entrega a vantagem é sujeito passivo do delito tipificado no art. 332 e, exatamente por isto, não responde por tal delito; eis o precedente, oriundo do Tribunal Regional Federal da 1ª Região:
Ementa PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE INFLUÊNCIA. ART. 332, CP. VÍTIMA. SUJEITO PASSIVO SECUNDÁRIO. TRANCAMENTO AÇÃO PENAL. INÉPCIA DENÚNCIA. ATIPICIDADE DA CONDUTA. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. PRESCRIÇÃO DA PENA IN ABSTRATO. CRIMES 172 E 299, CP. 1. O "comprador de prestígio", inobstante a imoralidade de sua conduta, é sujeito passivo secundário e não co-autor do crime de tráfico de influência. 2. Ocorrência de prescrição da pena in abstrato, quanto aos crimes previstos nos art. 172 e 299, CPB. 3. Ordem concedida e extinção da punibilidade decretada. (TRF da 1ª Região. 4ª Turma. HC n.º 200201000055595. Processo: 200201000055595. UF: DF. Data da decisão: 25/06/2002. DJ de 19/07/2002, p.:5).
II.3.2.5. Conclusão quanto à posição da pessoa que dá ou promete dar vantagem ao traficante de prestígio.
Por todo o exposto, conclui-se inexistir dúvida na doutrina (à exceção de um posicionamento, absolutamente isolado) nem na jurisprudência no sentido de que aquele que dá ou promete dar a vantagem ao traficante de influência é sujeito passivo secundário do delito do qual este (o traficante de influência) é o autor.
Em vista de tudo quanto expus, reitero aquilo que afirmei quando analisei as medidas cautelares requeridas no procedimento n.º 2008.50.01.002183-3 (antes do recebimento da denúncia que inaugurou esta ação penal), ao analisar a representação apresentada pela Autoridade Policial:
¿(...) A representação pormenoriza detalhes que configuram indícios veementes no sentido de que o suplente de Senador (por RO) MÁRIO CALIXTO praticou delito de tráfico de influência, ao receber valores do grupo de ADRIANO, a fim de que o benefício fiscal da TAG em Rondônia voltasse a ser restabelecido. Com efeito, ainda que formalmente não tenha sido suspenso, é induvidoso, pelas investigações, que as importações da TAG por Rondônia ficaram por um tempo suspensas, até o encontro de ADRIANO com o Governador daquele Estado, intermediado pelo filho deste.
Pois bem: pelo que nos autos há MÁRIO CALIXTO, embora tenha recebido valores de ADRIANO não atuou no sentido de favorecer a empresa deste (TAG) junto ao Governo de Rondônia, relativamente aos problemas enfrentados com o benefício fiscal. É o que decorre da leitura do item 39.4 da representação, que é explícita ao concluir que MÁRIO CALIXTO ludibriara ADRIANO (fls. 929/938).
Neste contexto, se MÁRIO CALIXTO foi sujeito ativo do delito de tráfico de influência, ADRIANO foi vítima secundária do delito (o Estado seria a vitima imediata).
Por tudo isto, e considerando que o delito em questão, que é o fato que há contra MÁRIO CALIXTO, foi fato praticado por este contra o grupo de ADRIANO (e não a favor do referido grupo), fica inviável concluir que MÁRIO integra a quadrilha deste. (...)¿ (trecho da decisão proferida em 1º/04/2008 nos autos n.º 2008.50.01.002183-3).
Em suma: ADRIANO e as pessoas que, agindo mediante ordens suas, entregaram a MÁRIO valores para que este supostamente exercesse influência sobre servidor público do Estado de Rondônia (AGUILAR e RONALDO) não podem ser considerados autores do delito de tráfico de influência; são sujeitos passivos secundários; conclui-se que a denúncia sequer deveria ter sido recebida com relação a esses três réus (ADRIANO, AGUILAR e RONALDO); como foi recebida, impõe-se a absolvição desses três, com base no disposto no art. 386, III, do Código de Processo Penal.
II.3.3. A conduta do acusado MÁRIO CALIXTO FILHO.
II.3.3.1. A tese da defesa técnica.
A defesa de MÁRIO quer fazer crer que não houve crime; alega-se que teria havido entre MÁRIO e ADRIANO, uma contratação de serviços publicitários; eis o que se afirma nas alegações finais de MÁRIO:
¿(...) A referida contratação fazia parte de um plano de expansão econômica no Estado, de modo que nada mais indicado senão o maior Jornal da região para a divulgação da marca.
O contrato foi celebrado e as partes anuíram que o contrato de publicidade para o período de novembro de 2007 a abril de 2008, teria o valor de R$ 202.000,00 (duzentos e dois mil reais).
Nas tratativas para o fechamento do contrato, como não poderia deixar de ser, o empresário Adriano comentou que naquele período o incentivo fiscal do qual sua empresa gozava estria suspenso pela Secretaria de Estado.
Mário Calixto, no papel de vendedor de seus produtos jornalísticos, acabou por vender um certo trânsito junto aos órgãos estaduais que na verdade não dispunha. Explica-se: estava fechando um ótimo negócio com um grande empresário de fora do Estado, o que certamente representava uma grande oportunidade para o jornal sair da crise, (...)¿ (fls. 759).
Após tal exposição, a defesa de MÁRIO transcreve trechos do interrogatórios de MÁRIO e de ADRIANO (fls. 760/761); argumentando também que MÁRIO era (ou seria) inimigo político do grupo que se encontra no governo de Rondônia: ¿(...) restou evidenciado que Mário Calixto é inimigo político do Governo, o que tornaria impossível uma ingerência junto ao secretariado (...)¿ (fls. 763).
II.3.3.2. A defesa quis enquadrar a situação prevista no art. 17 do CP (crime impossível), visando excluir a tipicidade da conduta. Para tanto, alega-se que era impossível a Mário exercer, de fato, influência junto ao grupo que se encontrava no Governo, já que era inimigo político.
Ad argumentandum, se era impossível MÁRIO exercer influência junto a servidor público incumbido de praticar ato favorável a ADRIANO (no caso, a emissão de documento que viabilizaria a conclusão da importação de um veículo de luxo) isto em momento algum inviabiliza a consumação do delito tipificado no art. 332 do CP.
Em primeiro lugar, não é elemento do tipo a possibilidade de o traficante de influência poder, de fato, exercer a influência que está a vender.
Em segundo lugar, o tipo penal em questão tem como suposto a existência de um engano, uma simulação: o traficante de influência, para receber a vantagem indevida, simula que irá exercer uma influência sobre servidor público que, afinal, não exercerá.
Em terceiro lugar, pelos elementos que há nos autos, depreende-se que os delitos foram praticados de forma unissubsistente e instantânea; e não havendo fracionamento de um iter criminis, não há como haver tentativa, de modo que é inviável configurar-se a causa excludente de tipicidade prevista no art. 17 do Código Penal.
Logo, se era de fato impossível ao traficante de influência exercer a influência, isto é questão que absolutamente não vem ao caso para fins de subsunção típica; em suma, não merece guarida a tese de que se teria configurado o art. 17 do CP.
II.3.3.3. É inviável, ante o teor do material probatório produzido, crer que havia uma mera contratação de serviços jornalísticos ou publicitários, feita por ADRIANO junto ao jornal de propriedade de MÁRIO.
Uma contratação de um serviço publicitário, principalmente em valor elevado (cerca de duzentos mil reais) supõe a existência de tratativas que durem algum tempo; por questão de segurança deveria haver um contrato escrito, em face do que dispõe o art. 227 do Código Civil; de todo como, admitindo-se a não existência do contrato escrito, era de se esperar que a empresa de MÁRIO (Jornal ¿O Estadão do Norte¿) emitisse notas fiscais representativas do serviço prestado; também por questão de segurança, não se entregaria dinheiro em espécie em vultosa quantidade.
Contudo, não obstante o elevado valor em jogo (mais de duzentos mil reais), não se detectaram tratativas prévias. Aqui registro a existência de interceptações telefônicas e telemáticas envolvendo os acusados; em face da distância que havia entre MÁRIO e ADRIANO (um reside em Porto Velho-RO e o outro em Vitória-ES), era de se supor que alguma tratativa fosse detectada, o que não se tem notícia de ter ocorrido.
Mais uma vez, apesar do elevado valor em jogo na suposta contratação, não há contratos escritos, e tampouco foram apresentadas notas fiscais; e também se detectou a entrega de numerário de elevado valor em espécie (R$ 50.000,00), o que é mais um elemento indicativo de que não se estava querendo contratar um serviço publicitário.
À luz deste contexto, não me parece que ADRIANO quis contratar serviços publicitários junto a MÁRIO para uma empresa que pretendia instalar em Rondônia e, de forma acessória, ganhar algum prestígio junto à Administração Pública de Rondônia para que não houvesse óbices às operações de importação empreendidas por sua empresa.
Ao contrário, tudo está a indicar que ADRIANO quis comprar o então suplente de Senador MÁRIO, angariando dele prestígio e influência junto à Administração Pública local, para o fim de liberar os óbices que estavam ocorrendo relativamente ao benefício fiscal de que gozava a empresa TAG; e, de forma acessória, ganhar alguma publicidade junto ao jornal de MÁRIO.
Com efeito, demonstra a ocorrência desta tese (qual seja: visou-se obter reais influências através da entrega de valores a MÁRIO; e, secundariamente, talvez algum serviço publicitário) o teor do e-mail que ADRIANO enviara a AGULAR e, tendo sido interceptado, consta às fls. 14 da denúncia; eis literal teor do referido e-mail:
¿ligar para Mario Calisto
Entregar os R$ 50.000,00
Fiz uma Ted para ele no valor de R$ 117.000,00 para matar toda a dívida que é de R$ 167.000
Vc pedirá ele para ligar para o genaro falando que esta tudo acertado e que o compromisso esta na mao dele, em seguida ira com ele para o genaro par exonerar o murcielago [[1][1]]. Depois de exonerado pegara um aviao e ira para santos liberar juntamente com o Zé a lambo, amanha ainda a embarcará ela na carreta (vc pessoalmente) saindo de lá se possível de carona com a plataforma até vitoria.
Assim que estiver com a exoneraçao me fale pois tenho que mandar a nota fiscal de transporte ainda hoje.¿
No e-mail não se fala de contrato de publicidade. Há apenas ordens de se efetivar um pagamento a uma pessoa (MÁRIO) e, de imediato, solicitar à mesma que telefone ¿para o Genaro¿.
Apurou-se que ¿Genaro¿ é Secretário das Finanças do Governo de Rondônia; ou seja, pessoa com ascendência hierárquica sobre servidores que detém atribuições para emitir guias de exoneração de um tributo estadual (ICMS).
É claro que a interpretação do teor do e-mail é um dado isolado. Contudo, aliado aos outros elementos probatórios já citados (ausência de tratativas; ausência de contrato escrito; ausência de emissão de notas fiscais; entrega de elevado numerário em espécie) tudo está a indicar que o que realmente aconteceu foi que a relação que ADRIANO pretendia empreender com MÁRIO era de obtenção de influência para destravar os óbices que estavam corriqueiramente acontecendo, na Administração Pública local (de Rondônia), com o processamento das importações dos veículos que sua empresa (TAG) empreendia.
Quando ocorreram os fatos ¿ 2007 ¿ MÁRIO era suplente de Senador; além disto, era proprietário de um jornal de circulação em Porto Velho, capital do Estado de Rondônia; espera-se que uma pessoa com tais credenciais seja alguém influente em seu Estado de origem, já que cada ente federado conta com apenas três senadores.
No mais, para espancar quaisquer dúvidas no sentido de que os valores em questão (R$ 202 mil) eram referentes a propina e não a pagamento de despesas publicitárias, vale transcrever os trechos da denúncia relativos aos diálogos mantidos entre ADRIANO e RONALDO e, depois, entre ADRIANO e SEBASTIÃO LOURENÇO; diálogos ocorridos via Messenger e logo depois daquele (ADRIANO) conscientizar-se de que estava sendo ludibriado por MÁRIO CALIXTO:
¿(...)
Às 12:41 hs. do dia 21/12/2007, ADRIANO MARIANO SCOPEL tratou com RONALDO BENEVIDIO DOS SANTOS via Messenger tendo este noticiado que se encontrara com o secretário JOSE GENARO DE ANDRADE, o qual declarou que não trataria com MARIO CALIXTO FILHO, uma vez que este não pertenceria ao Governo. Ademais, RONALDO BENEVIDIO DOS SANTOS consignou que o secretário de Estado desejava conversar com ADRIANO MARIANO SCOPEL ¿PARA SABER QUE HISTORIA E ESTA A RESPEITO DE DINHEIRO¿ (g.n.).
ADRIANO MARIANO SCOPEL perguntou a seu funcionário se o mesmo informara ao Secretário se este sabia dos pagamentos feitos ao denunciado MARIO CALIXTO, sendo reiterado por RONALDO BENEVIDIO DOS SANTOS que o Secretário desejava saber ¿que historia e esta¿.
RONALDO BENEVIDIO DOS SANTOS consignou: ¿ESTOU DESCONFIADO QUE MARIO ESTA METENDO A MAO NO DINHEIRO DOIDO...¿ (g.n.). Em resposta, ADRIANO MARIANO SCOPEL registrou ¿eu ja tenho certeza¿:
Apenas um minuto após as tratativas de RONALDO BENEVIDIO DOS SANTOS e ADRIANO MARIANO SCOPEL, este estabeleceu contato com SEBASTIAO LOURENÇO, o qual outrora lhe apresentara a MARIO CALIXTO FILHO, novamente se utilizando do programa Messenger.
Além de lamentar o fato de que MARIO CALIXTO não estava resolvendo os problemas da TAG, ADRIANO SCOPEL foi preciso em especificar: ¿TIVE INFORMACAO QUE O $$ NAO FOI PASSADO (...) O MARIO NAO PASSOU A GRANA¿ (g.n.). Em contrapartida, SEBASTIAO LOURENÇO afirmou que, caso fosse procedente esta informação, se deslocaria a Rondônia para tratar do assunto.
Em nova conversa procedida via Messenger entre SEBASTIAO LOURENÇO e ADRIANO MARIANO SCOPEL, ocorrida no dia 17/01/2008, a partir de 07:50 hs., este asseverou, em relação a conduta de MARIO CALIXTO FILHO: ¿que papelão (...) ELE VAI TER QUE ME PAGAR , FORAM 202.000 NA CONTA DELE¿ (g.n.). Em resposta, SEBASTIAO LOURENÇO registrou: ¿nao podia ter misturado as coisas ele vai pagar pode ter certeza dou minha palavra e sou responsavel vc vai ver como se faz negocios com homen (...) se vc nao resolver me diga - ai mando meus homens pra la - ai recebemos de qualquer forma com menos de 2 horas¿. (...)¿ (fls. 26).
Como se afere facilmente, ADRIANO, ao conscientizar-se de que fora iludido por MÁRIO e de que este não estava entregando ao Secretário de Estado de Rondônia (Genaro) o dinheiro que até então supunha estar sendo entregue, irresigna-se pelos R$202 mil reais que entregara para MÁRIO CALIXTO. Em nenhum momento se faz qualquer ressalva relativa a uma suposta prestação de serviços publicitários.
II.3.3.4. Conclusão: configuração de fato típico, antijurídico e culpável. Emendatio libelli: continuidade delitiva.
As conclusões que se impõem são as seguintes: (i) MÁRIO CALIXTO FILHO solicitou valores a Adriano, afirmando que exerceria influência em Secretário de Estado de Rondônia (Genaro); e afirmando que parte do dinheiro a este seria entregue; (ii) Adriano e os comparsas deste (Aguilar, Ronaldo) entregaram a MÁRIO a vultosa quantia de R$ 202 mil reais, em espécie e também por transferência bancária; (iii) ao final, RONALDO teve a certeza de que o Secretário Genaro não estava recebendo nenhum valor de MÁRIO CALIXTO; (iv) RONALDO comunicou este fato a ADRIANO, que se certificou de que MÁRIO o enganara; (v) ADRIANO manteve contato com SEBASTIÃO, com o objetivo de comunicar que estava sendo ludibriado por MÁRIO e para tentar reaver todo o dinheiro (R$ 202 mil).
Em suma, MÁRIO obteve, em duas ocasiões distintas (em outubro e em dezembro de 2007) vantagem indevida; obteve tal vantagem enganando a pessoa que a entregou a ele, sob o pretexto de que iria influir em Secretário de Estado de Rondônia (no sentido de desobstruir os problemas enfrentados pela empresa TAG relativamente ao benefício fiscal que a mesma gozava em Rondônia); MÁRIO sugeriu que o Secretário de Estado receberia parte do dinheiro; ao final, afere-se que tanto a alegada influência quanto a transmissão de numerário, por MÁRIO ao Secretário Genaro, foram fatos que não existiram.
O contexto explicitado evidencia que as duas condutas de MÁRIO CALIXTO FILHO (ao receber vantagem ilícitas em outubro e em dezembro de 2007) configuram o delito tipificado no caput do art. 332 do Código Penal. E também incide a causa de aumento prevista no parágrafo único do art. 332 do Código Penal, dado que restou evidente que MÁRIO informara aos ludibriados que parte do dinheiro que lhe fora entregue seria destinada a um servidor público (um Secretário de Estado); fato que se apurou ser falso.
O fato é típico. Não se alegaram justificantes nem dirimentes, razão pela qual concluo que MÁRIO CALIXTO FILHO está incurso nas arras do disposto no art. 332, caput e parágrafo único, do Código Penal; e incorreu em tal norma penal incriminadora (bem como na respectiva causa de aumento) por duas vezes (dois fatos, praticados em outubro e em dezembro de 2007), razão pela qual reconheço a configuração de continuidade delitiva (caput do art. 71 do CP) e, neste ponto, aplico a regra prevista no art. 383 do CPP (emendatio libelli).
O caput do art. 71 do Código Penal prevê uma majoração de pena que deve oscilar entre 1/6 e 2/3. Como houve apenas uma repetição da conduta criminosa (a primeira foi em outubro; a segunda foi em dezembro), o aumento deve ser no patamar mínimo (1/6). Neste sentido é a lição de GUILHERME NUCCI:
¿(...) 120. Critério de dosagem do aumento: no crime continuado, o único critério a ser levado em conta para dosar o aumento (1/6 a 2/3, no caput, e até o triplo, no parágrafo único, do art. 71) é o número de infrações praticadas. É correta a lição de Fragoso, Lições de Direito Penal, p. 352. Sobre o aumento, Flávio Augusto Monteiro de Barros fornece uma tabela: para 2 crimes, aumenta-se a pena em um sexto; para 3 delitos, eleva-se em um quinto; para 4 crimes, aumenta-se em um quarto; para 5 crimes, eleva-se em um terço; para 6 delitos, aumenta-se na metade; para 7 ou mais crimes, eleva-se em dois terços. (Direito Penal ¿ Parte geral, p. 447). (...)¿ (Código Penal Comentado. 8ª ed. São Paulo: RT, 2008, p. 447).
II.4. Imposição de medida cautelar (parágrafo único do art. 387 do CPP).
II.4.1. Histórico.
Ao longo do último ano foram tantos os pedidos de revogação de prisão preventiva e informações em habeas corpus que tive de prestar que, penso, é indispensável fazer um histórico da situação de MÁRIO, a fim de que o Relator ao qual couber a análise do recurso que será interposto contra esta sentença (e com certeza haverá recursos) possa situar-se sobre a situação do referido acusado.
Este Juízo federal decretou prisão preventiva contra MÁRIO antes da propositura desta ação penal; a medida foi decretada nos autos n.º 2008.50.01.002183-3, em decisão lavrada em 04/04/2008, sob a seguinte fundamentação:
¿(...)
II.1.2.2. Do requerimento de decretação de prisão preventiva do investigado MÁRIO CALIXTO FILHO.
II.1.2.2.1. Há prova da materialidade e indícios suficientes no sentido de que MÁRIO praticou delito de tráfico de influência.
Primeiramente, em outubro de 2007 ADRIANO estabeleceu contato com MÁRIO; e aparentemente, após efetivar pagamentos ilícitos em favor deste, conseguiu a desoneração de um veículo de elevado valor que se encontrava retido em recinto alfandegado em São Paulo.
Contudo, a partir de dezembro de 2007 logrou-se demonstrar que MÁRIO passou a ludibriar o grupo de ADRIANO.
Com efeito, em 18-12-07 ¿ADRIANO MARIANO SCOPEL solicitou a RONALDO BENEVIDIO DOS SANTOS ¿a conta do mario calixto¿ porquanto depositaria, em favor deste, a vultosa quantia de R$15.000,00 (quinze mil reais).¿ (fls. 1436). Então RONALDO informou a conta bancária da ¿Gráfica e Editora do Norte Ltda¿, empresa de MÁRIO.
A partir de então, visando elucidar os passos de MÁRIO CALIXTO FILHO ao obter vantagem indevida do grupo de ADRIANO SCOPEL, reporto-me à narrativa de fls. 1437/1441:
¿(...)
Transcorridas menos de três horas, em novo contato virtual mantido entre ADRIANO SCOPEL e RONALDO BENEVÍDIO, desvelou-se que o denunciado MARIO CALIXTO FILHO estaria tentando empreender contato com o também denunciado AGUILAR DE JESUS BOURGUIGNON, com vistas à solicitação de vantagem indevida. Curioso o conceito emitido por ADRIANO SCOPEL em relação a MARIO CALIXTO: ¿ELE É IGUAL PUTA PRA DINHEIRO¿.
Às 13:54 hs do dia 19/12/2007, ADRIANO MARIANO SCOPEL e RONALDO BENEVIDIO DOS SANTOS procederam a novo contato eletrônico, no qual este relatou que o benefício fora novamente suspenso. Em resposta, ADRIANO SCOPEL, sugerindo um certa urgência na exoneração de algumas motocicletas, orientou seu subordinado a tratar diretamente com o denunciado MARIO CALIXTO.
Na mesma oportunidade, RONALDO demonstrou preocupação em relação à possibilidade de que MARIO CALIXTO não estivesse repassando a quantia que lhe era concedida. ADRIANO SCOPEL, então, orientou RONALDO BENEVIDIO que averiguasse a suspeita com JOSE GENARO DE ANDRADE.
Na mesma data, às 15:49 hs., ADRIANO MARIANO SCOPEL estabeleceu contato, via Messenger, com JUVENILTON MAXIMO DA FONSECA, pessoa profissionalmente ligada ao acusado SEBASTIÃO LOURENÇO, tendo transmitido a preocupação demonstrada por RONALDO BENEVIDIO DOS SANTOS. Ressalta-se que ADRIANO MARIANO SCOPEL foi direto em declarar: ¿pergunta ao tiao se o mario ta passando os valores para o secretario ... ele ta muito esperto¿:
Do conteúdo dos diálogos interceptados, inegável que o réu ADRIANO MARIANO SCOPEL, apesar das dúvidas, considerava que os valores então depositados na conta bancária da empresa de MARIO CALIXTO FILHO destinavam-se não só ao suplente de Senador da República, a fim de que este influenciasse em ato que seria praticado pelo Secretário da Fazenda do Estado de Rondônia JOSE GENARO DE ANDRADE, como também para bancar a corrupção deste agente público.
Para comprovar o depósito de numerário em favor do denunciado MARIO CALIXTO, foi judicialmente determinado o afastamento do sigilo bancário da conta de sua empresa Gráfica e Editora do Norte Ltda., CNPJ 34.765.768/0001-78. Foi possível atestar que também na data de 20/12/2007, foram transferidos R$ 30.000,00 (trinta mil reais), tendo como conta originária a da empresa titular do CNPJ 07.449.770/0001-30, a saber a Tag Importação e Exportação de Veículos Ltda.
Noutro giro, convém destacar comunicação telefônica empreendida entre os denunciados AGUILAR e MARIO CALIXTO no dia 19/12/2007, através da qual, embora de forma velada e dissimulada, ambos trataram dos valores despendidos com a finalidade de desoneração de veículos retidos em razão da suspensão do malsinado benefício fiscal experimentado pela TAG em Rondônia.
Com efeito, na ligação interceptada, o diretor operacional da Tag Importação e Exportação de Veículos Ltda. de pronto relatou que ¿é o seguinte, NÓS LEVANTAMOS O QUE A GENTE TÁ DEVENDO AÍ À GRÁFICA, de acordo com nossos serviços aí, e tá progredindo de novo, porque a gente ficou meio parado aquele tempo, né; tá pegando DE 15 (QUINZE) MIL REAIS¿.
Em resposta, o réu MARIO CALIXTO afirmou que ¿ele falou 170¿, sendo esclarecido por AGUILAR DE JESUS BOURGUIGNON que este seria ¿o valor referência para tirar como base¿. Ademais, este relatou que a empresa teria sofrido ¿diminuição na velocidade das coisas¿, o que ensejou o pagamento de apenas R$ 15.000,00 (quinze mil reais), tendo MARIO CALIXTO FILHO, absurdamente, reclamado do valor.
Ademais, MARIO CALIXTO FILHO perguntou se não seria possível que ¿ele conseguisse pelo menos cinqüenta e ano que vem a gente abate¿, sendo declarado por AGUILAR DE JESUS BOURGUIGNON que poderia conversar com ADRIANO MARIANO SCOPEL.
Quadra salientar que neste diálogo MARIO CALIXTO FILHO acabou por desvendar a inexistência de qualquer serviço prestado por sua gráfica em prol da TAG IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA, porquanto, para justificar o pagamento de, pelo menos, R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais), declarou: ¿aquele (...) de Brasília eu tô pra cima dele, o nosso pessoal lá pediu um pouco de calma porque eles tão debruçado para mexer nos negócios dos orçamento, entendeu? Então o senador que levar ele lá com calma pra falar com o secretário da Receita, para rançar todas as dúvidas da, da, que possa existir na possível instalação deles da indústria aqui, entendeu?¿.
A declaração de MARIO CALIXTO FILHO em referência à sua interseção junto ao Senador da República Expedito Júnior na instalação de uma indústria com participação de ADRIANO MARIANO SCOPEL no Estado de Rondônia retrata, por si só, a completa ausência de relação de seus atos prestados com os serviços gráficos de sua empresa.
Não é desnecessário relembrar que, um dia após o diálogo interceptado, em 20/12/2007 ADRIANO MARIANO SCOPEL confirmou a RONALDO BENEVIDIO DOS SANTOS que efetuara o depósito de valores em favor de MARIO CALIXTO.
Ainda no dia 20/12/2007, às 16:39 hs., novo contato telefônico de AGUILAR DE JESUS BOURGUIGNON e MARIO CALIXTO FILHO, no qual este foi perguntado pelo diretor operacional da Tag Importação e Exportação de Veículos Ltda. se havia verificado o depósito de valores ¿na conta da gráfica¿, sendo explicado pelo suplente de senador que estaria muito ocupado, não tendo oportunidade de atestar o depósito em questão.
Inegável, pois, que MARIO CALIXTO FILHO recebeu significativo montante de ADRIANO MARIANO SCOPEL exclusivamente em decorrência de um suposto poder desse em influir ato praticado pelo Secretário da Fazenda do Estado de Rondônia JOSE GENARO DE ANDRADE.
Às 12:41 hs. do dia 21/12/2007, ADRIANO MARIANO SCOPEL tratou com RONALDO BENEVIDIO DOS SANTOS via Messenger tendo este noticiado que se encontrara com o secretário JOSE GENARO DE ANDRADE, o qual declarou que não trataria com MARIO CALIXTO FILHO, uma vez que este não pertenceria ao Governo. Ademais, RONALDO BENEVIDIO DOS SANTOS consignou que o secretário de Estado desejava conversar com ADRIANO MARIANO SCOPEL ¿PARA SABER QUE HISTORIA E ESTA A RESPEITO DE DINHEIRO¿ (g.n.).
ADRIANO MARIANO SCOPEL perguntou a seu funcionário se este informou ao secretário se este sabia dos pagamentos feitos ao denunciado MARIO CALIXTO, sendo reiterado por RONALDO BENEVIDIO DOS SANTOS que o secretário desejava saber ¿que historia e esta¿.
RONALDO BENEVIDIO DOS SANTOS consignou: ¿ESTOU DESCONFIADO QUE MARIO ETA METENDO A MAO NO DINHEIRO DOIDO...¿ (g.n.). Em resposta, ADRIANO MARIANO SCOPEL registrou ¿eu ja tenho certeza¿:
Apenas um minuto após as tratativas de RONALDO BENEVIDIO DOS SANTOS e ADRIANO MARIANO SCOPEL, este estabeleceu contato com SEBASTIAO LOURENÇO, o qual outrora lhe apresentara a MARIO CALIXTO FILHO, novamente se utilizando do programa Messenger.

Além de lamentar o fato de que MARIO CALIXTO não resolvera os problemas da TAG, ADRIANO SCOPEL foi preciso em especificar: ¿TIVE INFORMACAO QUE O $$ NAO FOI PASSADO (...) O MARIO NAO PASSOU A GRANA¿ (g.n.). Em contrapartida, SEBASTIAO LOURENÇO afirmou que, caso fosse procedente esta informação, se deslocaria a Rondônia para tratar do assunto.

Em nova conversa procedida via Messenger entre SEBASTIAO LOURENÇO e ADRIANO MARIANO SCOPEL, ocorrida no dia 17/01/2008, a partir de 07:50 hs., este asseverou, em relação a conduta de MARIO CALIXTO FILHO: ¿que papelão (...) ELE VAI TER QUE ME PAGAR , FORAM 202.000 NA CONTA DELE¿ (g.n.). Em resposta, SEBASTIAO LOURENÇO registrou: ¿nao podia ter misturado as coisas ele vai pagar pode ter certeza dou minha palavra e sou responsavel vc vai ver como se faz negocios com homen (...) se vc nao resolver me diga - ai mando meus homens pra la - ai recebemos de qualquer forma com menos de 2 horas¿,


Por óbvio, se de fato tivessem sido prestados serviços de natureza gráfica por MARIO CALIXTO FILHO para ADRIANO MARIANO SCOPEL e AGUILAR DE JESUS BORGUIGNON, jamais desejaria o titular da Tag Importação e Exportação de Veículos Ltda. a restituição de R$ 202.000,00 (duzentos e dois mil reais) transferidos ao suplente de Senador da República.

Inegável, pois, que MARIO CALIXTO FILHO recebeu vultoso numerário, a pretexto de influir em ato que seria perpetrado por funcionário público, in casu o secretário da Fazenda do Estado de Rondônia, JOSE GENARO FILHO.

Materializado está